… ou será que o ministro Crato está interessado em qualquer tipo de sangue, desde que amarrado ao 1º escalão salarial’

Porque, idade por idade, há muito contratado praticamente com a mesma idade de muita gente a meio da carreira ou perto disso.

Por outro lado, pela primeira vez sou obrigado a reconhecer que, mesmo que indirectamente, o actual MEC conseguiu equivaler-se aos valteres&pedreiras na adjectivação dedicada aos professores que lhe desagradam. Somos sangue velho, portanto.

Agora é esperar que o princípio se alargue e venha sangue (e espírito) novo para o MEC, mas mesmo para o seu centro, que é para evitar este tipo de contorcionismos…

Numa nota enviada ao PÚBLICO esta quinta-feira, o gabinete de imprensa do MEC esclarece que Nuno Crato não anunciou qualquer vinculação extraordinária. Frisa que as frases captadas pela RTP foram proferidas a propósito de medidas tomadas pelo MEC para “dignificar” a função docente (como a prova de avaliação de conhecimentos e de capacidades para docentes) e que Nuno Crato ressalvou: “Temos de olhar não para este ano imediato, mas temos de olhar para o futuro, de ver isto a prazo”. Só depois disse: “Devido a aposentações de professores, em breve vamos  precisar de sangue novo(…).”

Na mensagem electrónica enviada ao PÚBLICO, o gabinete de imprensa do MEC não esclarece quantas vagas calcula que será necessário abrir nos quadros e quando poderá isso vir a verificar-se. Também não comenta o aviso da Comissão Europeia.