Quinta-feira, 12 de Dezembro, 2013


Norah Jones, Chasing Pirates

Interessante, tirando aquela parte em que diz que MLR “estabilizou” as reformas (quais, exactamente?) de David Justino… sem parecer perceber que Crato é que está a aprofundar as da ministra agora recuperada por alguns sectores do centro-esquerda.

E embora padeça também da tentação de achar que as reformas educativas produzem efeitos a curto prazo…

Crato e a arte de gozar com a estatística (e com nós todos)

Nuno Crato foi atropelado pela realidade e é trucidado pelos dados que durante tanto tempo elogiou…  agora deveria mudar de “narrativa”, mas parece incapaz da humildade de reconhecer alguns erros básicos.

E alguns deles são comuns aos últimos governos… desrespeito pelos professores, teimosa centralização da gestão escolar e excessiva concentração da rede escolar… análise truncada e deturpada dos dados…

 

Via João Caetano (Twitter):

Nuno Crato considera Programa Internacional para a Avaliação de Alunos (PISA) o “único instrumento viável para avaliação do nosso sistema”, até pela continuidade dos critérios de referência.

Mas isso era antigamente?

Ou de Junho de 2008 para cá o mundo mudou?

… que o nosso governo se comprometeu a implementar para garantir certos apoios pré-eleitorais.

Resta saber a que ponto chega o desvario…

Sweden rethinks pioneering school reforms, private equity under fire

Mas, claro, entre nós há quem saiba mais sobre a educação na Suécia do que os próprios suecos…

Porque o resto é reles, muito reles mesmo.

Prender 100 dias uma pessoa por não pagar 900 euros de custas judiciais, quando se trata de uma pessoa com toda uma enorme quantidade de handicaps, enquanto quem lesa o país em milhões anda, em regra, livre e ainda é pago para deitar faladura na comunicação social em forma de guru.

O país mais do que enrascado vai ficando cada vez mais rasca.

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Notícia completa na Visão de hoje.

 

 

adenda: Cuidem-se, os resultados disto vão ser analisados pelos estatísticos daquela coisa.

eurocrato

MANIFESTO 18 DE DEZEMBRO – TODOS CONTRA A PROVA

É preciso derrotar esta prova fazendo a luta por inteiro. Marquemos forte presença à porta das escolas onde houver provas marcadas.

Crato sabe que a prova não prova nada e por isso brinca com ela e com os professores. Com medo da união, isentou uns para condenar outros. Tentou dividir para reinar. Se não acabarmos hoje com a prova, amanhã é ela que leva a todos.

Depois de lançar no desemprego professores formados nas instituições que tutela, Crato quer agora varrê-los da profissão. Não aceitamos esta humilhação. Estamos prontos para combater de frente o objectivo do governo da troika que é só um: despedir professores a torto e a direito, precários e efetivos.

Nuno Crato sabe que pode perder e que pode deixar de ser ministro. Para isso, é necessária toda a solidariedade e mobilização: de sindicalizados ou não, de todos os sindicatos e associações, de alunos, de mães e pais, de cidadãos e cidadãs. Todos juntos daremos corpo a esta greve. Os professores devem recusar qualquer serviço relacionado com a prova e renunciar à vigilância dos seus colegas.

Apelamos assim a toda a comunidade educativa e a todas as pessoas solidárias com os professores e com a escola pública para que compareçam em grande número no dia 18 de Dezembro nas escolas para onde a prova está marcada. Com determinação e união não vai haver prova para ninguém.

Albertina Pena, professora, Belandina Vaz, professora, Carlos Mendes, músico, Deolinda Martin, professora, Jacinto Lucas Pires, escritor, José Mário Branco, músico, Joana Manuel, atriz, João Salaviza, cineasta, Jaime Pinho, professor, José Luís Peixoto, escritor, Isabel Louçã, professora, Inês Tavares, estudante, Luísa Costa Gomes, escritora, Manuel Grilo, professor, Mário Nogueira, professor, Miguel Reis, professor, Mariana Gomes, estudante, Paulo Guinote, professor, Silvana Paulino, professora.

Olá car@s amigos,

Na próxima quarta-feira, dia 18, vai realizar-se a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências (PACC).

Para sorte nossa, a nossa (e já vou em dois nossa seguidos) Escola (EB de Canidelo) foi escolhida como um dos “corredores da prova” para os nossos colegas. As outras são Teixeira Lopes, Canelas, Almeida Garrett, Oliveira do Douro, Sec. Valadares e a ESIC.

O exame realiza-se de manhã e é muito provável que todos (JI, EBI e EB23) sejam convocados para vigiar, logo, cada um de nós terá uma boa oportunidade de fazer a sua parte.

Creio, pelo que tenho sentido, que é absolutamente consensual (arrisco o unânime, mesmo sabendo que exagero) a recusa em vigiar a prova. Penso que teremos todos uma excelente oportunidade de fazer história porque vamos, estou certo, conseguir afirmar que a nossa profissão não se sujeita a este tipo de “brincadeiras” (poderia escrever algo pior, mas não quero ser mal educado).

Se quiserem saber mais sobre a PACC podem visitar este link: http://www.spn.pt/?aba=27&cat=207&mid=115

Deixo algumas informações práticas sobre a GREVE:

a.       Os colegas contratados pedem /exigem que cada um de nós faça a sua parte. Não os vamos prejudicar com a ausência. Seria a nossa presença a sua condenação. Falem com eles e vão sentir isso também.

b.      Não há serviços mínimos, logo, TODOS podemos aderir à Greve.

c.       A GREVE é apenas ao serviço da PACC, logo, tudo o resto continua a existir e é para ser feito.

d.      Aliás, com outro serviço nesse dia (reuniões), desconta apenas o tempo do exame (2t); Podemos, até ter reuniões de grupo nesse dia para planificar o 2º trimestre;

(…)

Pena que não se lembrasse disso quando era autarca e podia fazer essa proposta que lhe custaria, por certo, as maiorias absolutas que teve.

É verdade que só esteve 12 anos no cargo, deve ter-lhe faltado o tempo.

Rio quer abstenção a eleger cadeiras vazias no Parlamento

Entretanto, faz muito bem em ir tratando da vidinha.

… ou será que o ministro Crato está interessado em qualquer tipo de sangue, desde que amarrado ao 1º escalão salarial’

Porque, idade por idade, há muito contratado praticamente com a mesma idade de muita gente a meio da carreira ou perto disso.

Por outro lado, pela primeira vez sou obrigado a reconhecer que, mesmo que indirectamente, o actual MEC conseguiu equivaler-se aos valteres&pedreiras na adjectivação dedicada aos professores que lhe desagradam. Somos sangue velho, portanto.

Agora é esperar que o princípio se alargue e venha sangue (e espírito) novo para o MEC, mas mesmo para o seu centro, que é para evitar este tipo de contorcionismos…

Numa nota enviada ao PÚBLICO esta quinta-feira, o gabinete de imprensa do MEC esclarece que Nuno Crato não anunciou qualquer vinculação extraordinária. Frisa que as frases captadas pela RTP foram proferidas a propósito de medidas tomadas pelo MEC para “dignificar” a função docente (como a prova de avaliação de conhecimentos e de capacidades para docentes) e que Nuno Crato ressalvou: “Temos de olhar não para este ano imediato, mas temos de olhar para o futuro, de ver isto a prazo”. Só depois disse: “Devido a aposentações de professores, em breve vamos  precisar de sangue novo(…).”

Na mensagem electrónica enviada ao PÚBLICO, o gabinete de imprensa do MEC não esclarece quantas vagas calcula que será necessário abrir nos quadros e quando poderá isso vir a verificar-se. Também não comenta o aviso da Comissão Europeia.

… mas eu confesso que sou parte desinteressada pois desde os tempos heróicos da JNICT que nunca vi na coisa mais do que a distribuição da maioria das verbas disponíveis pelas capelinhas dos amigos.

por vezes pelas boas razões, mas as mais das vezes por mero nepotismo.

Que me desculpem os bolseiros legítimos e desalinhados.

Tudo isto em desaquece profundamente.

… essa coisa do sangue novo e carne fresca, acrescento eu (que sou sangue velho e carne já curtida) às declarações do ministro Crato.

Penso que aumentaria os níveis de atracção dos encarregados de educação, estimularia a concentração d@s discentes e motivaria o pessoal docente, não docente e mesmo o doente, que se encontra em estado um ‘cadinho murchito e a precisar de uma pedagogia dos afectos e mais além.

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… quando chega esse sangue novo às escolas, porque “em breve” é muito vago.

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Bem me parecia que andavam vampiros pelo MEC. Só não vi foi nenhuma moçoila destas…

Cada acidente na VCI, pára o Porto. Sem solução?

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Parece espantoso, mas não é! Ao mínimo acidente que aconteça na VCI, no Porto o trânsito fica caótico em todo o lado. E, já não circulam no Porto os automóveis que antes circulavam – pré-crise – dado não haver dinheiro suficiente para combustível, e não só. Assim, parece haver uma não coordenação dos serviços necessários para obviar e depois resolver estas situações. Parece não haver um devido controlo do trânsito de quem circula “junto” ao acidente e na via oposta ao mesmo. Parece que falta “ tanto para se fazer algo” que não prejudique uma cidade o Porto, a vizinha Gaia e Matosinhos, ao lado. Fica tudo encalhado! E sem solução!

Como a culpa neste nosso País nunca é de ninguém, o melhor é não tentarmos arranjar culpados, para o que quer que possa ser, mas em vez de isso, humildemente pedir a quem possa ser responsável pelo País, pelas cidades, pelo que quer que seja, que em crise e com crises, tente resolver de uma vez por todas esta situação. E sem vir logo o argumento de que não há dinheiro, logo nada se pode fazer. Nem numa solução económica pensar! Haja imaginação!

Não é possível – por acaso até é! – por haver um acidente na VCI, que quem vai trabalhar chegue atrasado ao emprego. Quem vai entregar mercadorias não o consiga fazer a tempo. Quem vai buscar miudagem o faça quando calhar. E todos e cada um, a queimar litros e litros de combustível, algo tão dispendioso e tão precioso em qualquer ocasião e mais ainda nestes tempos tão difíceis.

E quando todos se dedicam a tantos criticar e a tudo criticar, não haverá “alguém” que possa dentro da realidade, e não com sonhos irrealizáveis, fazer passar ideias, para que se poupe em tudo e não se esbanja o pouco que ainda teremos, para além do tempo e de paciência. E quanto a paciência e bons comportamentos, estão tão arredios das nossas vivências que vale tudo, desde insultos a quase agressões para quem fica pendurado horas à espera que por mero acaso tudo se resolva.

E se não for de outra forma – o mero acaso! – que haja uma “autoridade” numa simples motorizada em dois ou três dos locais de mais probabilidade de acidente, e caso não sendo possível evitá-lo, lá chegar de imediato e tentar resolver a situação de danos em Pessoas e depois manifestamente escoar o trânsito. Temos que todos ajudar, temos que todos, nas mais pequenas situações fazer muito melhor a bem de cada um e de todos nós, no conjunto, cidade, cidades, País.

Caso contrário iremos de mal a pior num declínio irreversível, se nem problemas de trânsito sabemos – rápida e razoavelmente – solucionar!

Somos todos tão capazes a encontrar problemas e a criticar o que os outros fazem e não fazem, e tão difíceis aplicar soluções, nossas!

Augusto Küttner de Magalhães

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Isto de qualquer um ir a ministro tem mesmo que ter piada, se o gajo me enganou – não é obrigado a casar comigo?