O civismo, a falta de respeito, no seu pior. Sem dinheiro

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Fomo-nos instalando rapidamente numa sociedade Ocidental que projectou como principal objectivo de vida, o aspecto financeira/económico. Ou seja, o “ter” foi-nos definindo a forma única de “ser”. E este deixou de ter outros valores, esvaziou-se em prole de tudo o que o dinheiro nos pudesse dar. Só!

Como muito do dinheiro que tem circulado pelo Ocidente, em especial Europa, está a perder a sustentabilidade efectiva/real, tendo sido algo que uns quantos criaram para enriquecerem-se em circuito fechado, já muito tinham e continuam “à grande”, enquanto nós, a maioria, está em declínio progressivo e talvez imparável.

Os políticos e aqui todoss sem excepções – pena dizê-lo, mas fácil constata-lo – nestes últimos 20 anos, têm uma base cultural demasiado elementar e encantaram-se com o poder e o dinheiro que lhes foi sendo acenado pelos “detentores desses dinheiros”. Essencialmente dinheiros não firmados e muito menos sustentadas numa economia real, criada com base em bens transacionáveis.

Num tempo em que não há dinheiro para a maioria da população deste nosso País, tal como em tantos outros países europeus, mormente a Sul, tudo se desmorona, a cada dia que passa.

E, como o projecto de vida foi “dinheiro pelo dinheiro, com dinheiro”, este estando a acabar-se – o dinheiro – , tudo o “resto” não existe, uma vez que não era objectivo “ter” que existir.

E agora vemo-nos a assumir comportamentos primários de total falta de civismo e de respeito, por nós, quanto mais pelos que nos rodeiam.

E esta selvajaria progressivamente se vai notando em tudo, na condução automóvel, onde cada um tem a sua estrada e caminho, os outros não existem. Em tudo quanto mais espezinharmos os nossos iguais, melhor, por não termos solidez cívica para viver nua sociedade em que o dinheiro não seja o deus, não atinamos. Ponto!

Talvez tenhamos que rever objectivos de vida e deixar de ter o “ter” como primeiro o dinheiro e aprender as apostar em tantos outros valores como: respeito, educação que não só instrução, civismo, condução automóvel respeitosa, comportamentos adequados entre Pessoas, respeito pelos com idades diferentes das nossas! Respeito!

Reaprender – mães, pais, professores, cidadãos em geral – ao tempo de hoje, a “ser mais do que só ter”, tendo o indispensável para viver com qualidade de vida mas não para mais “ter e mostrar”, unicamente! Só! É pouco e acaba-se nada deixando no seu lugar……

Augusto Küttner de Magalhães