O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado/Serralves/ 1ª Conferência/06.12.2013

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Neste novo Ciclo de Conferências em Serralves, a 1ª intitulada O Presente e o Futuro, com Adriano Moreira e Rui Moreira, moderada por António José Teixeira. Excepcionalmente à 6ª feira, 06.12.2013, sendo as próximas às 5ªs feiras, como usualmente, foi um muito bom começo.

Pelas 21h30 o Auditório da Fundação de Serralves, cheio.

Comissário de mais este Ciclo: Paulo Cunha e Silva.

Depois das oportunas intervenções de Luís Braga da Cruz sobre a generalidade deste novo ciclo, e de Paulo Cunha e Silva rapidamente referir o que será cada conferência, seguido da introdução ao debate por António José Teixeira, falou Adriano Moreira.

Começou por dizer, uma vez que os partidos não estão a saber adequar-se ao tempo actual, a Sociedade Civil está a movimentar-se, mas desenquadrada. O problema hoje, português, é trabalho e pão na mesa. Tanto Portugal como a Europa estão sem conceito estratégico.

O que também acontece com a ONU. Estamos num regime de anarquia, Para além de que Portugal. Sempre. Desde Afonso Henriques, precisou de ajuda externa, como hoje está a acontecer. E novamente, depois das ajudas, estamos falidos.

Pelo que, precisamos de refundar os poderes no nosso País, nomeadamente quanto ao PR que institucionalmente não tem poder – a não ser a bomba atómica – logo, ou tem carisma, ou não é!

Os partidos têm que se refundar, para não estarmos unicamente a eleger o respectivo chefe.

O nosso futuro é o mar e não está no programa de nenhum partido. Outra via é a CPLP, todos países marítimos, criando uma frota marítima comum. O ensino e a investigação estão, e muito mal, a funcionar para a ecónoma de mercado.

Seguiu-se Rui Moreira, referindo que o sistema político que hoje está instituído não resolve os problemas do país, os partidos não sentem o país, o que pode levar à democracia directa ou ao populismo. E isto é um risco muito grave. Risco que não só nosso, anda pela Europa, toda.

Temos que transformar o sistema político, os jovens estão pouco envolvidos e empenhados, na verdadeira política activa.

Estamos a não saber defender o nosso país em todo o nosso espaço, com unidade e equidade, espaço que já foi muito maior.

E, apesar de tudo, temos jovens muito bem preparados para o futuro, mas temos que ter um sistema político viável. Diferente e actualizado a este tempo.

Para além de necessitarmos de nos fazer compreendidos na Europa e em todo o restante exterior.

Estamos numa época de fraqueza e a sociedade civil está a movimentar-se, talvez seja esta a via a ser seguida.

É necessário que a classe política seja requalificada com dirigentes “sãos”.

Na parte final de perguntas e respostas, por ambos foi sendo dito:

 – A emigração de hoje é negativa por ser forçada, por ser quase a única via possível aos nossos jovens arranjarem trabalho e possivelmente sem regresso.

– A sociedade civil tem que continuar activa, participativa, mas pacífica.

Auditório da Fundação de Serralves, cheio, Conferencia muito interessante, uma noite de 6ª feira, muito bem passada, a aprender, em Serralves

Estão de parabéns, os Oradores, o Moderador, o Comissário, e claro Luís Braga da Criz e Odete Patrício e toda a Equipa de Serralves.

Há mais 5ª feira, 12.12.2013 às 21h30.

Augusto Küttner de Magalhães

09.12.2013