Terça-feira, 10 de Dezembro, 2013


não é do Montijo. Isto já dura, a crer querer no blá-blá-blá, há mais de trinta anos!

The Jesus and Mary Chain, Head On

sor

Minuta

[daqui]

 

e os vinte Euro?

 

 

e as gravações?

 

Pequeno divertimento, em pouco mais de 200 caracteres, resultante de um pedido (entretanto inviabilizado) para imaginar o sistema de ensino em 2023. Apesar de saber em tempo que não seria publicado em letra de imprensa, optei por terminá-lo em coisa de 15 minutos, com uma extensão ligeiramente superior à que me tinha sido solicitada, embora longe do desenvolvimento que o tema merece.

A Educação em 2023

Em 2023 o sistema de ensino estará em processo de reforma, após a chegada do novo ministro, um adepto da autonomia das escolas, da descentralização das decisões educativas, da desburocratização dos procedimentos e do aumento do rigor na avaliação dos alunos, dos professores e das escolas.

Após uma experiência falhada no sentido da localização das políticas educativas, através do alargamento da municipalização, a qual conduziu a uma enorme conflitualidade entre o poder central as autarquias em torno das responsabilidades financeiras que culminou num período de 4 meses sem que o pessoal docente e não docente recebesse os seus salários, a que se seguiu uma greve total às avaliações e exames em Junho e Julho de 2022, o novo ministro pediu a um grupo de trabalho que procedesse à apresentação urgente de um projecto para centralizar a gestão de todos os mega-agrupamentos.

Por outro lado, perante os resultados catastróficos dos testes PISA 2021, conhecidos em finais de 2022 e que deram a conhecer a continuação da descida dos resultados já verificada em 2018, com o aumento da desigualdade entre uma minoria de alunos com excelentes resultados e um número crescente de desempenhos nos percentis mais baixos, o novo Governo decidiu reduzir em 50% os apoios directos e indirectos às escolas privadas com financiamento público, que representam cerca de 40% da oferta educativa, incluindo as antigas escolas da Parque Escolar.

Em matéria disciplinar, perante a pressão da opinião pública na sequência de diversos casos muito mediatizados de violência, foi publicado um novo Estatuto do Aluno que pretende restaurar a autoridade dos professores nas escolas e salas de aula.

Em termos laborais, existe uma proposta para actualizar a estrutura da carreira docente dos actuais 3 para 4 escalões, sendo o acesso a este novo 4º escalão feito mediante quotas de 10% e a apresentação de um nível de sucesso de 100% entre os alunos dos candidatos.

A Fenprof declarou total oposição a todas estas medidas que considera serem contrárias à manutenção de uma Escola Pública de qualidade. A FNE prefere manter uma postura de diálogo e irá negociar durante a próxima semana a reposição da semana de trabalho das 35 horas lectivas.

Porque há prioridades e promessas eleitorais…

Ministério da Educação ainda não pagou a 21 Centros de Inclusão

… para assegurar a realização da PACC.

O MEC manda os directores das escolas seleccionadas assegurar a realização. Os directores convocam os professores e…

… é esperar para ver como muita prosápia se desmorona.

Introduction: The Next Wave of School Reform

.

Long Waves of Educational Reform

Introduction – Restating the problem: the salience and invisibility of ‘time’

Passos Coelho diz que não é possível diminuir a despesa do Estado sem mexer em pensões e salários

Primeiro-ministro defendeu, contudo, que o objectivo do Governo não é criar um modelo assente em salários baixos no futuro.

desligada da prática pedagógica em sala de aula e sem ser no fim da profissionalização ou à entrada (mesmo) na carreira.

Pelo que não posso concordar com a posição do Arlindo que subscreve a de João Pereira Coutinho (e também não concordo com aquela janela que agora nos obriga a esperar antes de entrar no blogue).

Porquê?

Porque a argumentação comparativa com médicos e advogados implica uma regulação profissional interna e não o patrocínio do Estado. E é uma regulação sobre o exercício da profissão, nos sectores público e privado, não apenas no público.

E porque o que JPC afirma sobre o que se deveria passar em qualquer país civilizado está longe de ser a realidade ou, sequer, ser a única ou melhor solução.

E há ainda um detalhe adicional… o Estado arroga-se do direito de fazer a prova como “empregador” dos professores, mas não faz isso com os médicos e advogados que contrata. Delega numa ordem profissional (o que o actual SE Grancho defendia) que não é a “empregadora”. Para além de que a realização e aprovação na dita cuja prova não dá “emprego” seja a quem for.

Se querem comparações com médicos e advogados, então tratem os professores da mesma forma.

Ahhhh…. também discordo de uma eventual futura prova ser feita através de centros de formação… incluindo os que estão associados a estruturas sindicais.

A regulação do exercício da docência e da qualidade dos professores faz-se quando eles se profissionalizam e pode ser aferida no momento da entrada na carreira. Pretender outra coisa é colaborar numa imensa mistificação.

CGA vs SEGURANÇA SOCIAL – ESCLARECIMENTO DGPGF

O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado/Serralves/ 1ª Conferência/06.12.2013

,

Neste novo Ciclo de Conferências em Serralves, a 1ª intitulada O Presente e o Futuro, com Adriano Moreira e Rui Moreira, moderada por António José Teixeira. Excepcionalmente à 6ª feira, 06.12.2013, sendo as próximas às 5ªs feiras, como usualmente, foi um muito bom começo.

Pelas 21h30 o Auditório da Fundação de Serralves, cheio.

Comissário de mais este Ciclo: Paulo Cunha e Silva.

Depois das oportunas intervenções de Luís Braga da Cruz sobre a generalidade deste novo ciclo, e de Paulo Cunha e Silva rapidamente referir o que será cada conferência, seguido da introdução ao debate por António José Teixeira, falou Adriano Moreira.

Começou por dizer, uma vez que os partidos não estão a saber adequar-se ao tempo actual, a Sociedade Civil está a movimentar-se, mas desenquadrada. O problema hoje, português, é trabalho e pão na mesa. Tanto Portugal como a Europa estão sem conceito estratégico.

O que também acontece com a ONU. Estamos num regime de anarquia, Para além de que Portugal. Sempre. Desde Afonso Henriques, precisou de ajuda externa, como hoje está a acontecer. E novamente, depois das ajudas, estamos falidos.

Pelo que, precisamos de refundar os poderes no nosso País, nomeadamente quanto ao PR que institucionalmente não tem poder – a não ser a bomba atómica – logo, ou tem carisma, ou não é!

Os partidos têm que se refundar, para não estarmos unicamente a eleger o respectivo chefe.

O nosso futuro é o mar e não está no programa de nenhum partido. Outra via é a CPLP, todos países marítimos, criando uma frota marítima comum. O ensino e a investigação estão, e muito mal, a funcionar para a ecónoma de mercado.

Seguiu-se Rui Moreira, referindo que o sistema político que hoje está instituído não resolve os problemas do país, os partidos não sentem o país, o que pode levar à democracia directa ou ao populismo. E isto é um risco muito grave. Risco que não só nosso, anda pela Europa, toda.

Temos que transformar o sistema político, os jovens estão pouco envolvidos e empenhados, na verdadeira política activa.

Estamos a não saber defender o nosso país em todo o nosso espaço, com unidade e equidade, espaço que já foi muito maior.

E, apesar de tudo, temos jovens muito bem preparados para o futuro, mas temos que ter um sistema político viável. Diferente e actualizado a este tempo.

Para além de necessitarmos de nos fazer compreendidos na Europa e em todo o restante exterior.

Estamos numa época de fraqueza e a sociedade civil está a movimentar-se, talvez seja esta a via a ser seguida.

É necessário que a classe política seja requalificada com dirigentes “sãos”.

Na parte final de perguntas e respostas, por ambos foi sendo dito:

 – A emigração de hoje é negativa por ser forçada, por ser quase a única via possível aos nossos jovens arranjarem trabalho e possivelmente sem regresso.

– A sociedade civil tem que continuar activa, participativa, mas pacífica.

Auditório da Fundação de Serralves, cheio, Conferencia muito interessante, uma noite de 6ª feira, muito bem passada, a aprender, em Serralves

Estão de parabéns, os Oradores, o Moderador, o Comissário, e claro Luís Braga da Criz e Odete Patrício e toda a Equipa de Serralves.

Há mais 5ª feira, 12.12.2013 às 21h30.

Augusto Küttner de Magalhães

09.12.2013

Foto1920

rty