… são os meus colegas (?) professores em trânsito mais ocasional ou sistemático entre o ensino público e o privado que não dispensam o salário daquele, o mesmo que quando estão na concorrência gostam de apoucar.

E é bom que não ocultemos que muitos dos mais ferozes capatazes de algumas escolas privadas de maior ou menor sucesso foram recrutados nas escolas públicas, sendo que nestas nunca aceitariam seguir as regras que impõem aos colegas (quando assim os consideram) e aos alunos daquelas.

Pois não há coisa málinda que o professor biscateiro do ensino público que se torna um esmero de eficiência no privado.

Já não há tantos como antigamente, porque a maioria desertou quando as coisas apertaram no ensino público e no privado lhes deram o poder de mando sobre a arraia miúda docente, que eles agora comandam de varapau em riste… aquele varapau que lhes deveriam ter assentado no lombo quando fugiam com este ao trabalho nas escolas públicas que agora se deliciam a denegrir.

O mesmo acontece com ex-governantes, chefes de gabinete ou assessores que agora vilipendiam a acção governativa de que fizeram parte integrante e da qual receberam alimento, passado e futuro.