Quarta-feira, 4 de Dezembro, 2013


para a devolução dos Vinte Euro?

Counting Crows, A Long December

O bom dia de amanhã será um must, até eu já me ri! Du caraces, bleri fulo, xi sacraste, um ministro reduzido à pilhéria!

  • Circo de Pulgas:

Não quero os 20€, eu não quero prova para ninguém!

  • Contrafacilitismo:

O recuo cratiano na prova dos professores

  • Visto de Macau:

dois pesos, muitas medidas

Selecção curta, a partir de uma recolha do Livresco.

mais importante que pode acontecer a uma pessoa é encontrar Cristo. [Papa Francisco]

Mais logo vai aparecer o soares velho, totalmente epifanático, a dizer que já tinha dito isso. Mais, que dispensou a fortuna pelos infortunados.

Se eu estou sempre maldisposto?

Não, também durmo quentinho, a modos que para a peltierice.

… porque a abertura do processo negocial pode trazer mais coisas atrás…

Fenprof diz que a prova de avaliação terá de ser adiada

Para alterar o regime de isenções, o Governo terá de alterar o Estatuto da Carreira Docente, o que por sua vez implica abrir um processo negocial, diz o líder da Fenprof. Mário Nogueira avisa que, se assim não for, apresentará queixa à Procuradoria-Geral da República.

amanhã não caberá um feijão na escadaria da AR e além dela.

 

Adenda: Cuidado, que não sois agentes da ordem!

Amizade

Ser-se amigo é ser-se pai
( — Ou mais do que pai talvez…)
É pôr-se a boca onde cai
A nódoa que nos desfez.

É dar sem receber nada,
Consciente da prisão,
Onde os nossos passos vão
Em linha por nós traçada…

É saber que nos consome
A sede, e sentirmos bem
O Céu, por na Terra, alguém
Rir, cantar e não ter fome.

É aceitar a mentira
E achá-la formosa e humana
Só porque a gente respira
O ar de quem nos engana.

[Pedro Homem de Mello]  in  Miserere

Há uns preclaros analistas educativos que “explicam” a quebra de resultados de alguns países do norte da Europa com o aumento da imigração nesses países.

Coitadinhos dos pobres de espírito que assim confessam que, nesse caso, esse modelo de escola está muito longe de conseguir ser inclusivo, para além de revelar um enorme preconceito xenófobo, por muito que digam o contrário.

Que eu saiba a Escola Islâmica de Palmela, aqui bem perto de mim, tem bons resultados académicos.

Para além de que – não nos esqueçamos – o peso de imigrantes na Suécia ou Alemanha é comparável ao que existiu em Portugal desde meados dos anos 70, com os chamados retornados e posteriormente outros movimentos migratórios.

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PISA 2012 e as narrativas sobre a educação nacional

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Autonomia: Porquê e Para quê?

Auditório José Manuel Figueiredo, iniciativa do Agrupamento de Escolas Mouzinho da Silveira.

Palestras de David Justino, Álvaro Almeida Santos, Filinto Lima e Pedro Florêncio.

Exibições do grupo Bela Batuke (AE Ordem de Santiago, Setúbal) e do Clube de Dança do AE Mouzinho da Silveira.

Um dos especialistas em Educação do Blasfémias explica o fracasso sueco nos PISA 2012 com a imigração.

Claro que o gráfico tem daquelas escalas manhosas em que parece ser o que não é e falta o peso relativo dos imigrantes no total da população.

Claro que o “especialista”, qual paquiderme analítico, nem sequer se lembra que a composição da população portuguesa – de acordo com a sua lógica estreitinha – explicaria facilmente os maus resultados de Portugal durante as décadas de retorno de muita gente de África ou, mais terde, de imigração.

O problema é que temos esta malta a botar opinião e até há quem ache que aquilo é uma análise qualquer quando se trata de outra coisa, bem mais complicada.

Já sei que estes testes valem o que valem, que não são bíblias para ler, decorar e colocar os mandamentos em prática fundamentalista, mas…

… mas é errado deitá-los fora como absolutamente imprestáveis e como se, quando lidos os resultados em termos de tendência e contextualizando-os com o tipo de políticas educativas numa perspectiva de médio-longo prazo, nada se pudesse extrair com sentido de toda a sua enorme massa de informação.

Os resultados de 2012, em termos globais, parecem bastante claros quando ao “sucesso” de um certo modelo de reformas assentes numa liberalização pouco regulada do “mercado da Educação”. Os países apontados como sendo os mais progressistas nesse campo (Suécia, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, entre outros onde é complicado inserir os EUA pela sua enorme diversidade) são dos que apresentam uma pior evolução na última década. O que em vários casos está em linha com os TIMMS e PIRLS 2011.

Não estamos a falar de quedas ocasionais ou pontuais, mas de tendências de uma década.

Os países ou regiões em alta têm características culturais muito diversas em termos de auto-disciplina e prossecução de objectivos de uma forma rigorosa e, repito-me, altamente disciplinada.

Estes testes, nos seus resultados globais, seriam bastante úteis para Portugal repensar alguns aspectos mais recentes das suas políticas educativas que alguma desaceleração nos ganhos aconselharia a quem não seguisse um programa em que se mistura a ideologia e os interesses.

Os alunos que fizeram estes testes entraram para o primeiro ano de escolaridade por volta de 2003 e apanharam em cheio, já no 2º e 3º ciclo, com muitas das reformas que se introduziram a galope no nossos sistema educativo, com escasso planeamento e fraca fundamentação empírica, desde 2007. Os que fizeram os testes de 2009 tinham entrado cerca de 2000 e só apanharam com um pouco dessas reformas, mesmo na ponta final da sua escolaridade básica de 9 anos (os PISA são feitos com com alunos com 15 anos, no 8º ou 9º ano).  Os que fizerem os de 2016 serão os filhos directos da combinação entre as reformas de Maria de Lurdes Rodrigues e de Nuno Crato.

Será que algum deles assumirá essa paternidade ou limitar-se-ão a atirar as culpas para outros e chamar seu apenas o sucesso de curta duração, como uma certa ex-ministra gosta de fazer, reclamando apenas o que correu bem e renegando tudo o resto?

Serralves: Conferências: O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado.

Vamos, em boa hora, a partir do dia 6 de Dezembro de 2013, voltar a poder assistir a mais um bom Ciclo de Conferências, às quintas-feiras à noite, em Serralves.

A primeira, será a uma 6ª feira, mas as restantes 9, serão às 5ªs feiras, às 21h30 em ponto. Um bom dia, 5ª feira – uma boa noite – sempre, para estas boas Conferências, em Serralves.

A seguir ao título deste Ciclo: O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado, aparece-nos (Portugal, Sim ou Não?”, Cinco Anos Depois). Quem é seguidor, acérrimo, destas Conferências, por certo assistiu, em Serralves, faz 5 anos – o tempo, passa-nos rápido – ao Ciclo Portugal Sim ou Não?

Bem, Portugal ainda é Sim, mas com um Não grande. Um Não de falta de esperança, de falta de independências (s), de Valores, de alegrias, de falta de confiança, que não só no Futuro, mas já no Presente, que não só nos outros, mas em nós próprios.

Por certo mais este Ciclo, como sempre em Serralves, nos fará aprender, nos fará pensar, nos ajudará a ver um futuro, que não de um Portugal sózinho, mas esperançadamente de um Portugal num Mundo Global, com Futuro.

Entramos muitos, num clima de pessimismo, estou nesse Grupo. Achei que a dada altura iríamos todos ajudarmo-nos a ser “soluções” – aprendendo com erros passados – e não só problemas! Há muito que achei e até pelo que fui aprendendo, pela e na minha vida pessoal e profissional, e em outras Conferências ao longo dos tempos em Serralves e não só, e pelo que vou lendo, e pelo que não vou vendo, como televisões, que “isto” iria mudar. Hoje, acho que caminhamos de mal a pior.

Mas, mas, temos Serralves, que é Cultura, por muito que muitos achem que não, é essencial termos Cultura em Serralves. E não só, evidentemente! E teremos estas Conferências, que não vão resolver o País, mas podem ajudar a dar pistas, que podem não ser seguidas, mas que podem ser futuro.

Por certo, com muitos dos participantes nestas Conferências, muito poderemos aprender, qualquer que possa ser a nossa idade, com outros, nem tanto, e com um ou outro muito pouco. Estes, poderão aproveitar para aprender, os próprios!

Mas, fica sempre, sempre Serralves de parabéns por organizar estas Conferências, por fazê-las bem-feitas, em boa hora e a horas, e mesmo neste tempo frio, espera-se que sejam a opção, dado que o resto – à mesma hora, um pouco antes, para se chegar a tempo! usamos ser atrasados! – por vezes é tão menos bom, que ir a Serralves, ajudará a pensar o futuro, mesmo que nós, os que vamos assistir em nada possamos contribuir para o melhorar, mas pelo menos veremos que o nosso , talvez não acabe , já. E que outros podem fazer melhor!

O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado, começa dia 6, e mais umas vez as minhas felicitações a Serralves, a Luís Braga da Cruz, à Odete Patrício e a todos em Serralves e não só, que não desistem, nunca, de apostar em Cultura, e nestas Conferências, para ganhar o amanhã, ou no minimio, para o não perder!

Augusto Küttner de Magalhães

02.12.2013

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