… de director do Expresso, cargo que tinha ganho na altura conturbada da saída de José António Saraiva. Diz quem por lá andou que foi para meter o jornal nos eixos e o tornar menos imprevisível, pois andava a fazer títulos incómodos para certos poderes fáticos.

Mas não sei se é verdade, fico-me pelo que se diz nos mentideros do meio jornalístico, de que conheço minguadas periferias.

Sei é que se Henrique Monteiro se sente no direito de fazer juízos de valor sobre as opiniões dos professores (será para ganhar audiências?) do género “a uns e outros, segundo me parece, o que lhes custa é pôr-se à prova” eu também tenho direito de deitar-me a adivinhar que ele só continua no Expresso depois da despromoção que alguns dizem que nunca tolerariam. E tenho ainda o direito de considerar que se mantém por lá porque realmente “os bens (leia-se empregos) tornaram-se mais escassos” e ele teria de ir labutar pela vida quando há muito parece ter confundido jornalismo com almoços, charutadas e telefonemas pela roda de contactos.

E teria de sair da sua zona de (muito) conforto e ir mostrar o que valia fora do feudo onde está de pedra e cal se assim o deixarem, mesmo que lhe tirem regularmente umas tenças.

Mas isto, claro, sou eu deitar-me a adivinhar e a fazer juízos de valor sobre o que não sei, especialidade maior do agora blogger-outrora-director Henrique Monteiro, exemplo máximo de uma geração que primou pela qualidade do seu desempenho académico-de-braço-no-ar.

(como sempre fiz exames ao longo do meu percurso académico, incluindo defesa de mais de 3 horas da minha tese de doutoramento em universidade pública de valor reconhecido e em época em que as notas não se conseguiam em rga, ou a eles dispensei quando era mais pequenino, estou à vontade para dizer que, no meu escasso entender, Henrique Monteiro há muito não é avaliado pela qualidade do seu trabalho como jornalista que, ainda em meu escasso entender, é praticamente nulo)