A propósito deste post do Paulo Pinto no Jugular, eu recordaria o que na altura escrevi, pois já então as passeatas davam em pouco e muitos dos que lá andavam acabaram por ordeiramente amochar e fazer os RFE, para manter todas as oportunidades em aberto.

Eu não fiz… fui dando aulas como contratado, por vezes de forma intermitente, mas a vida não acabou por ter sido coerente nos actos em relação às palavras.

Parte do  contexto já a (d)escrevi há mais de 5 anos, mas muita coisa curiosa se passou na altura, incluindo uma ida à TV, a uma programa com o ME da altura (João de DEus Pinheiro), estando na equipa de produção o actual secretário de Estado da Cultura e indo no grupo de quatro alunos da FCSH um agora esquecido do episódio Carlos Vaz Marques pelos adeptos do RFE que, na altura, eram muito bem conduzidos pela JCP e por malta que estava perto do que viria a ser o PSR e depois o Bloco.

Em conformidade com o que escrevi, limitei as minhas oportunidades ao recusar-me a fazer o RFE e fui sendo contratado até ao final dos anos 90 (por vezes de forma intermitente)… fazendo mestrado pelo meio e outras coisas… nunca culpando fosse quem fosse pelo que terei perdido e que foi só dinheiro.

Já quanto a alguns dos mais inflamados lutadores da altura… ou mantiveram as oportunidades em aberto ou foram incorporados nas capelinhas do sistema.

PGexp21mar87

Expresso, 21 de Março de 1987