… daquela conversa do “se os colegas fizeram, merecem ser classificados”. É uma variação dos argumentos da treta que algumas pessoas usaram, por convicção ou oportunismo, para vigiar as provas dos alunos em dia de greve.

Farto de tretas.

Entretanto, o MEC, para além de se vangloriar com os milhares que obedeceram ao chamamento ratificado pela teoria de manter todas as oportunidades em aberto, qualifica implicitamente de indigna a classe docente ao dizer que está a tomar medidas para a sua “dignificação”, quando na prática dá a entender que os professores não sabem as matérias que ensinam.

Só se dignifica o que precisa de dignidade e, neste momento, se algo é indigno na profissão docente é a forma como é tratada pelo Governo e pelo actual MEC, cada vez mais um mero boneco falante ao mando dos rosalinos.

Pela parte que me toca julgo ter mais conhecimentos de História do que o actual MEC tem de Economia, que é a sua área original de formação em idos de 70, quando tudo era muito mais “digno”, com licenciaturas tiradas de braço no ar por parte de muitos daqueles ramirílios que agora querem examinar os professores contratados.

Portaria que obriga professores a exames sai “em breve”
Nuno Crato enquadrou este diploma num “processo global” que o ministério está a adoptar “com vista à dignificação da profissão docente”. Para o governante, este processo “tem várias peças”, uma das quais a portaria que “sairá em breve” e que tornará obrigatório exames a Matemática e Português no acesso à universidade de futuros professores de 1.º ciclo, 2.º ciclos e educadores de infância. Outras das peças deste processo passam pela “revisão das habilitações para a docência”, projecto de decreto de lei que “reforça na formação dos futuros professores as áreas científicas que vão leccionar”. “Para um professor de Português, são necessárias mais horas de formação em Português, para um professor de Geografia são necessárias mais horas de formação em Geografia, e por aí adiante”, explicou Crato.