Parece que o actual PM vai estar presente na reunião que o actual MEC vai ter amanhã com o Conselho de Reitores, pois parece que há um corte ou suspensão de relações ou de telefonemas ou de mensagens de amor. Não sei, não percebo bem estes floreados e confesso que começo a ter desdém por quem os percebe (incluindo-me no lote).

Parece que essa presença se destina a normalizar as relações dos reitores com o governo, nomeadamente com o MEC, por causa dos cortes.

A um primeiro olhar, diríamos que os reitores precisam do PM para domar o MEC, quando se sabe que o MEC faz tudo o que mandam o PM mandá-lo fazer.

A um segundo olhar, poderíamos dizer que o PM vai à reunião porque impõe maior respeito do que o MEC aos reitores e estes acatarão melhor, desta forma, as duras decisões do MEC. Mas sabemos bem que o actual PM está longe de ser pessoa muito respeitada pelos reitores, sendo mais fácil que ele se sinta intimidado do que respeitado, embora deva levar a ladainha dos sacrifícios preparada

Pelo que não se percebe.

Ou percebe-se.

O actual PM vai à reunião do actual MEC com o Conselho de Reitores para que ninguém perca a face depois do levantar de voz e extremar de posições que não se conseguem manter mais de uma semana, duas no máximo, que esta malta é de punhos de renda e muito educada, deus nos livre se alguma vez vierem a tomar uma posição firme e hirta mais do que o tempo de uma lua nova.

No fim, serão sublinhadas as diferenças que se mantêm, repetir-se-ão argumentos das duas partes, mas devemos assistir a uma normalização. Desejada ardentemente por todos, mas ainda mais pelos contestatários.

Se eu estiver enganado e os reitores não acabarem por compreender a posição do governo em troca de não sei quê., prometo que faço aqui a minha vénia.

Mas duvido.