Segunda-feira, 25 de Novembro, 2013


Prefab Sprout, The Best Jewel Thief In The World

Soa a outtake do From Langley Park to Memphis, mas escrevo-o como elogio.

Agora é ver os opinadores a trocar de lugar. MAis uma volta, mas uma rodada.

Tribunal Constitucional deixa passar lei das 40 horas na função pública

Decisão foi tomada por sete votos contra seis. Pedido de fiscalização foi feito por todos os partidos da oposição.

What Happens When Great Teachers Get $20,000 to Work in Low-Income Schools?

Results.

Online só para assinantes… em papel para quem comprar.

What Boys Want

Hook-up culture doesn’t just hurt girls. An examination of who is actually falling behind amid parental panic.

 

… e nós ficaremos!

ou Onde Estavas No 25 De Novembro?

 

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Melhorou.

Parece que o actual PM vai estar presente na reunião que o actual MEC vai ter amanhã com o Conselho de Reitores, pois parece que há um corte ou suspensão de relações ou de telefonemas ou de mensagens de amor. Não sei, não percebo bem estes floreados e confesso que começo a ter desdém por quem os percebe (incluindo-me no lote).

Parece que essa presença se destina a normalizar as relações dos reitores com o governo, nomeadamente com o MEC, por causa dos cortes.

A um primeiro olhar, diríamos que os reitores precisam do PM para domar o MEC, quando se sabe que o MEC faz tudo o que mandam o PM mandá-lo fazer.

A um segundo olhar, poderíamos dizer que o PM vai à reunião porque impõe maior respeito do que o MEC aos reitores e estes acatarão melhor, desta forma, as duras decisões do MEC. Mas sabemos bem que o actual PM está longe de ser pessoa muito respeitada pelos reitores, sendo mais fácil que ele se sinta intimidado do que respeitado, embora deva levar a ladainha dos sacrifícios preparada

Pelo que não se percebe.

Ou percebe-se.

O actual PM vai à reunião do actual MEC com o Conselho de Reitores para que ninguém perca a face depois do levantar de voz e extremar de posições que não se conseguem manter mais de uma semana, duas no máximo, que esta malta é de punhos de renda e muito educada, deus nos livre se alguma vez vierem a tomar uma posição firme e hirta mais do que o tempo de uma lua nova.

No fim, serão sublinhadas as diferenças que se mantêm, repetir-se-ão argumentos das duas partes, mas devemos assistir a uma normalização. Desejada ardentemente por todos, mas ainda mais pelos contestatários.

Se eu estiver enganado e os reitores não acabarem por compreender a posição do governo em troca de não sei quê., prometo que faço aqui a minha vénia.

Mas duvido.

… aqueles que dela necessitam?

Segurança Social encaixa 6,7 milhões com cortes nos subsídios de desemprego e de doença

IAVE CESAR?

… mas vejo e revejo os títulos das notícias, calcorreio os mails e mensagens “de luta” e plano sobre os escribas do regime que se arvoram em defensores da qualidade e responsabilização e dá-me uma enorme vontade de desatar à bengalada (virtual ou não só) a todo este cortejo de inanidades que não vai dar a lado nenhum.

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Estou cansado do soares velhos e da sua comitiva, do cavaco sempre velho e dos seus , do passos e do seguro velhos à nascença, para não falar de bicefalias e monocefalias. Do costa manhoso e do rio ardiloso, gente de coragem meã, esperanças de quem se satisfaz com quem está sempre à espera da falha alheia e de calculadora em punho. Estou cansado desta pilha desgraçada de clientelas que se resumem a uma única quando a coisa aperta a sério, que é aquela que se encosta a todo e qualquer poder que permita afastar a arraia miúda a que se pede o voto, se interpreta o voto branco ou nulo ou se ofende a abstenção. Estou enjoado dos desfiles em aulas magnas ou magras, assim como daqueles encontros de empresários e inovadores anunciados a página inteira na imprensa que resta.

Estou cansado de desfiles de vaidades e desalinhamentos que, mal aparece a oportunidade, tratam logo de se querer transformar em algo parecido ao que abandonaram. Começo a abominar seriamente os apologistas da unicidade que outrora criticavam, ou da unidade feita a partir da facção. O mesmo digo dos salvadores da pátria, rosalinos de voz pífia nas vezes do gaspar atardalhado, que não conseguem alinhavar dois pensamentos fora da caixinha, muito menos ser permeáveis a ideias, tamanha a camada de laca para manter o cabelo no sítio.

Bem sei que este é ainda o melhor modelo de funcionamento político-social que se conseguiu arranjar para as sociedades contemporâneas, ir de 4 em 4 anos depositar o voto e pelo meio assistir aos noticiários e às coreografias na base ou topo das escadarias. Mas não chega. Já não chega.

Razão tinha o outro que falava do pântano e só espero que sejam falsos os alarmes de que quer presidir ao lamaçal. E só para não parecer o engenheiro e para dar ares oitocentistas – que parecem bem a todos os queirosianos de citador – é que digo que esta choldra é uma pocilga e não uso terminologia mais escatológica.

Mas que a nossa vida pública, em geral, e política, em particular, está um verdadeiro monturo, penso não existirem dúvidas. Basta pensar que o barroso está quase aí de regresso e prestes a juntar-se aos arnôs e aos morais.

Pena não ter dinheiros da mamã para ir arejar a Paris de França ou ter avental ou crucifixo à mão para me arranjarem uma estadia qualquer numa organização internacional, tipo Nova Iorque da América.

Verdade, verdadinha, estou mesmo fartinho disto tudo, da previsibilidade de tudo e todos, da mediania que nem sequer é tão divertida como a óbvia mediocridade. De ouvir o início da primeira frase e conseguir adivinhar as 100 páginas seguintes do guião, do discurso, da indignação. Estou farto de saber a que horas terminam e onde acabam as revoltas de ocasião.

Estou farto dos pachecos sempre acima de tudo, mais da quadratura, do eixo, dos das neves e dos frasquinhos, do não sei quantos do PS que vai para a Coreia e do outro que bate em tudo o que mexe com saias. Gente rasca, gente de valores em caixa mas não na conduta. Gente encostada até mais não a apontar o dedo a quem deviam respeitar. Que aceita o primeiro ou segundo assento que lhes estendem e depois só volta a latir quando percebem que a fláde lhes escapa para um qualquer rato de jardim.

E assim podia continuar o resto da tarde.

Sei dos limites destas diatribes pessoais, que são recorrentes, pouco originais e vulneráveis a muitos dedos apontados mas… que se lixe, de quando em vez há que libertar um avo do que fica atravessado dia após dia na garganta e só serve para agravar o sentimento de claustrofobia total.

Lorvão

Isto não é preconceito, é mesmo mau feitio meu com certas panisguices. Não é nada relacionado com “orientação de género”, é algo mais profundo e está relacionado com um certo desgosto perante um modo de vida muito peitinho de frango grelhado com legumes cozidos no vapor.

Phosga-se, pá!

Ninguém vos pede pénaltes pela manhã e copos de bagaço a meio da tarde, mas dão-me licença que expresse, de quando em vez, a minha vontade de vos atirar com o bule à cabeça?

Porque, apesar dos salamaleques, continuam grunhos como os outros.

Muit’a agradecido!

(e logo eu que até gosto bastante de chá e sou viciado em comprar tudo o que é mistura nova… excepto as de frutos do bosque, por causa do lobo e da capuchinha…)

Educação básica pública brasileira: uma queda para o infinito

Mais uma vez, o MEC metendo os pés pelas mãos, numa briga de foice no escuro sem fim. As lambanças são cada vez mais desastrosas e populistas onde reina a demagogia rasteira, asquerosa e barata.

Chega um tipo pela manhã a uma boa pastelaria e está um gajo, ainda novo, pai de filhos, com voz de barba rija, a pedir “é um cházinho de cidreira e meia torrada com pouca manteiga”.

Phosga-se, pá!

E ficarem à espera de lugar até ao dia de São Nunca?

Médicos exigem concurso para assistente graduado

E que tal uma composição no fim sobre as alegrias das noites de sexta nas Urgências?

Dias especiais. Porquê? Para quê?

 

Devo estar errado mas não me agradam “dias especiais”. Dias aprazados para comemorar Pessoas ou coisas, e parece que não havendo ” estes dias especiais”, não são “comemoradas”, no caso, as Pessoas.

E a propósito do Dia da Mãe, que é o mais recentemente comemorado, fazem-me estes “dias especiais, próprios, determinados”,  alguma confusão, como o do Pai ou de quem mais possa ser. O da Mulher, por exemplo!

Não sei o que é ter mãe, a minha morreu quando nasci. Mas vejo muitas mulheres , mães, o caso da minha mulher, e sei-a ser mãe. Mas assumo que não precisem de ser festejadas uma vez por ano, com flores, hoje 5 de Maio de 2013, vi tantas pessoas de flor na mão, se calhar a última que entregaram a suas Mães foi há um ano. Se calhar – estou a ser tao injusto! – neste espaço de tempo não mais viram a mãe, se calhar hoje fazem “o sacrifício” de estar bastante tempo com a mãe, e depois despedem-se aliviados, deixando as flores – que desperdício de dinheiro, estavam tão bem plantadas! -, um doce, uma festa na cara, e um até mais. E o até mais, será dentro daqui a um ano, a 5 de Maio, se a mãe até lá, ainda estiver viva.

Parece-me ainda para mais em tempo de tantas crises como as que nos estão a cair em cima, a Mãe, é-o todos os dias. E todas as outras Pessoas com dias “marcados”! Mas não tem que ter que ser visitada, a Pessoa, todos os dias. Não é necessário ligar-lhe todos os dias. Basta de tempo em tempo, não demasiado espaçado , com genuína vontade telefonar à mãe – no caso – , estar com a mãe, sem ter que lhe dar uma flor, mas “dando-se como filha ou filho”. Qual necessidade de “um dia determinado e nesse dia determinado”  fazer tudo e tanto que não mais se faz, que dentro de um ano.

Deveria era haver dias, todos os dias para nos lembrar que devemos viver com respeito pelos outros, para os outros por nós terem igualmente respeito. E substituindo – similarmente –  respeito por carinho, afecto, compreensão, entreajuda, teríamos por certo melhores vivências entre todos e a  cada dia.

E aqui e agora, foi o dia especifico da Mãe. Mas também  há dias, o do Pai. Sou pai e felizmente foi um dia como todos os restantes, desde que sou pai. E o da Mulher, e o de tantas mais Pessoas e outras tantas Situações que não “o são” desse único dia do ano, mas de todos os dias da vida de cada um.

Temos que, até nisto talvez ficar diferentes, para melhor. Mas como devo estar errado – sou injusto! – , tudo vai ficar na mesma., mais uns dias se vão criando. E uma vez por ano muitos os lembram  – para logo o esquecer! – que ainda têm  Mães, há mais daqui a um ano!

 

A. Küttner de Magalhães

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(c) Antero Valério