Já esta quarta-feira, ficou disponível na página de Internet da Fenprof um «Guia Anti-Prova».

Fui à fonte e a esta hora (21.20) não dei por nada.

Quanto à FNE é divertido dizerem-se contra a prova e depois lamentarem que estejam previstos poucos locais para a sua realização. Será que só eu acho que esta argumentação é… um bocado… coisa?

Já a posição do PS, que criou a prova, é absolutamente oportunista e hipócrita:

O PS manifestou-se contra a atual regulamentação da prova. Defende a existência de avaliação contínua, recorrendo a instrumentos diversificados, com mecanismos de acompanhamento de dificuldades pontuais, e considerou que uma prova escrita seria uma ínfima parte deste processo. Na opinião do PS, é preciso reconhecer os bons professores mas entende que hoje não há avaliação do desempenho mas, tão só, um relatório. É necessário, para além disto, maior investimento na formação. O PS considera, também, que tem dado provas de ser um defensor intransigente da Escola Pública. Insiste na sua oposição à regulamentação publicada pelo atual governo e, contra o que entende ser a retórica da responsabilidade do PS nesta, matéria contrapôs a constatação de que os seus governos nunca a aplicaram.

***

Em reunião hoje realizada entre uma delegação da FNE que integrava o secretário geral, Cristina Ferreira e António Sota Martins, e uma delegação do Grupo Parlamentar do Partido Socialista que integrava os Deputados Acácio Pinto e Odete João, foi verificada uma forte convergência em relação à contestação à realização da prova de avaliação de conhecimentos e competências, considerada por ambos como uma inutilidade, para além de representar uma desconsideração em relação a milhares de docentes que têm servido o sistema educativo, alguns com mais de 30 anos de serviço.

A delegação do PS, admitindo que a existência da prova constasse do articulado do ECD, entendeu que a sua concretização eventual teria de depender de circunstâncias específicas que a justificassem, o que entende que não acontece atualmente.

Ambas as delegações verificaram que coincidem na apreciação de que a realização da prova não dá mais qualidade ao sistema educativo, nem às pessoas que venham a realizá-la.