Terça-feira, 19 de Novembro, 2013


Tensão no Superior marcou discursos do ministro e do reitor da Universidade do Minho

A iniciar mais um mandato, o reitor António Cunha aproveitou a cerimónia da tomada de posse para desfiar críticas que levaram Nuno Crato a reagir.

Da liberdade de fazer partidos à inteligência de não acreditar neles

Um “partido livre” é um oxímoro.

Nem nos tempos heróicos (anos 7o-80 do século XX) do Partido Radical italiano isso foi possível.

Governo não desiste da prova de acesso e Nuno Crato fala em dignificação da carreira docente

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Que raio de esquerdas é que temos?

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Será que ser de esquerda é unicamente estar sempre a dizer mal? Em dado tempo, essencialmente quando havia proletários e era necessário dar-lhes direitos uma vez que os detentores do capital os exploravam, fazendo-os trabalhar 16 a 20 horas por dia sem quaisquer direitos, a esquerda fez o seu trabalho. Depois, foi conseguindo mais direitos para os trabalhadores, que não só deveres. Mais tarde apareceu a social-democracia que conseguiu – em meados do seculo passado – , criar o Estado Social.

Entretanto sempre houve umas esquerdas que pouco mais souberam fazer que manifestar-se, estar unicamente do contra. E claro, umas direitas muito retrógradas e paradas no tempo a não querer perder direitos e regalias. E mordomias, e títulos.

Os tempos esbaterem-se e foi possível vivermos – essencialmente – a Ocidente anos de algum bem-estar com uma segura classe média. O proletariado desapareceu, e os sindicatos e alguns partidos ditos de esquerdas ficaram estáticos no tempo, outros andavam a dar vivas a qualquer coisa, e nada mas que isso. Depois, o muro de Berlim caiu, o mundo deixou de ter umas aves raras que eram os comunistas e ficou tudo capitalista. Que remedio!

E aqui foi o desastre, começou a valer tudo. Começaram os que já tinham muito dinheiro a juntar ainda mais, ainda muito mais e a haver cada vez mais pobres e a classe média a desfazer-se, encostando, não poucos, aos mais pobres.

E as esquerdas em vez de tomarem em mão uma orientação adequada ao tempo, defendendo quem trabalha, e até quem vive de rendimentos que se percebem de onde vêm, não. Primeiro instalou-se no seu reduto inalienável de “esquerda”. Depois apanhou pelo caminho tiques de direita, deslocando-se em viaturas que supostamente só daquela diziam ser, e usando o mesmo estilo de vida, ora abertamente, ora às escondidas.

Até havia uma esquerda de “caviar”. Gritando mais que os de direita- estes também o sabiam e sabem fazer – e tirando, quando conveniente, a gravata. E a salgalhada é tanta, e nenhuma esquerda quer qualquer união com as outras para não perder a “sua própria instalação” e os seus direitos e não quer ter “lá muitos” deveres – isso é para os outros – , logo, tudo vai ficar na mesma, e na mesma hoje, quer dizer pior.

E a direita que já perdeu o tino há muito tempo, mas se puder fica instalada, também, onde sempre esteve e ainda vai estando. E vendo as esquerdas a fazer muitas reuniões que depois não dão em nada, a não ser todos a dizer mal uns dos outros. A dizer que não pagam os empréstimos mas que não podemos viver sem empréstimos, a direita sente-se bem fazendo cada vez mais disparates! Insistindo no que vem fazendo, mal!

Ou seja, todos têm que mudar e muito, todos têm que perder a vontade de ter lugares, postos, mordomias, mesmo fazendo de conta que não as têm mas tendo-os, tanto à direita como à esquerda. E esta tem que fazer o que aquela não faz, que é falar para dizer verdades e explicar tudo, e não só para falar, dado que não se esperam milagres e para o dinheiro ser bem melhor distribuído e bem melhor produtivo, tem que saber-se como – donde vem, como cresce e se distribui – e não só berrando que assim não pode ser, mas nada mas que isso fazendo.

E não é partindo tudo que se constrói algo. Nunca! Não é roubando aos ricos para dar aos pobres. É fazendo criar riqueza, emprego, trabalho, sem haver muitos, muito ricos e tantos tão pobres, mas havendo diferenças que façam que todos tenhamos qualidade de vida. Mas com diferenças, sem utopia e sem disparidades colossais, e com uma verdadeira e humana esquerda. E com uma Justiça que funcione sem olhar a esquerdas e direitas, nem as pessoas, mas a casos, e com prontidão.

O resto, é deixar tudo na mesma a caminho de piorar.

Augusto Küttner de Magalhães

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Vou aparecer incógnito, cada um dos vinte e coisos a vinte aéreos, mais a correcção à peça: é só lucro, se adicionar matematicamente que aviso com a antecedência de… agora. Nem preciso leccionar!

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