Terça-feira, 19 de Novembro, 2013


Madness, La Luna

¿La educación nórdica es la mejor del mundo o se trata más bien de un gran error?

O Sociedade Civil de hoje. El Poncito a delirar com os 6000 euros que os alunos custam no ensino público, devidamente acolitado por mais umas quantas jarras inenarráveis na maioria das intervenções, mesmo quando estavam lá para dizer qualquer coisa menos conformista com as modas.

Justiça condena mãe por indisciplina do filho na escola

… e eu tenho um certo receio daquele sueco com ar de fadista vadio.

Comparações

A comparação entre alunos e clientes é daquelas que me dá vontade de armar-me em capitão Haddock sempre que a Castafiore abre a boca.

É mais compreensível em empresários que se acham de sucesso, mas indigna-me se for na boca de pais.

Como pai, não quero que os professores da minha petiza a tratem como cliente e muito menos achem que tem sempre razão.

Mesmo que em muitos casos tenha.

E a satisfação do cliente não é tudo. Há muito cliente enganado por vendedores de banha da cobra.

… que o serviço foi reposto na minha zona.

Ainda bem.

Tensão no Superior marcou discursos do ministro e do reitor da Universidade do Minho

A iniciar mais um mandato, o reitor António Cunha aproveitou a cerimónia da tomada de posse para desfiar críticas que levaram Nuno Crato a reagir.

Da liberdade de fazer partidos à inteligência de não acreditar neles

Um “partido livre” é um oxímoro.

Nem nos tempos heróicos (anos 7o-80 do século XX) do Partido Radical italiano isso foi possível.

Governo não desiste da prova de acesso e Nuno Crato fala em dignificação da carreira docente

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Que raio de esquerdas é que temos?

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Será que ser de esquerda é unicamente estar sempre a dizer mal? Em dado tempo, essencialmente quando havia proletários e era necessário dar-lhes direitos uma vez que os detentores do capital os exploravam, fazendo-os trabalhar 16 a 20 horas por dia sem quaisquer direitos, a esquerda fez o seu trabalho. Depois, foi conseguindo mais direitos para os trabalhadores, que não só deveres. Mais tarde apareceu a social-democracia que conseguiu – em meados do seculo passado – , criar o Estado Social.

Entretanto sempre houve umas esquerdas que pouco mais souberam fazer que manifestar-se, estar unicamente do contra. E claro, umas direitas muito retrógradas e paradas no tempo a não querer perder direitos e regalias. E mordomias, e títulos.

Os tempos esbaterem-se e foi possível vivermos – essencialmente – a Ocidente anos de algum bem-estar com uma segura classe média. O proletariado desapareceu, e os sindicatos e alguns partidos ditos de esquerdas ficaram estáticos no tempo, outros andavam a dar vivas a qualquer coisa, e nada mas que isso. Depois, o muro de Berlim caiu, o mundo deixou de ter umas aves raras que eram os comunistas e ficou tudo capitalista. Que remedio!

E aqui foi o desastre, começou a valer tudo. Começaram os que já tinham muito dinheiro a juntar ainda mais, ainda muito mais e a haver cada vez mais pobres e a classe média a desfazer-se, encostando, não poucos, aos mais pobres.

E as esquerdas em vez de tomarem em mão uma orientação adequada ao tempo, defendendo quem trabalha, e até quem vive de rendimentos que se percebem de onde vêm, não. Primeiro instalou-se no seu reduto inalienável de “esquerda”. Depois apanhou pelo caminho tiques de direita, deslocando-se em viaturas que supostamente só daquela diziam ser, e usando o mesmo estilo de vida, ora abertamente, ora às escondidas.

Até havia uma esquerda de “caviar”. Gritando mais que os de direita- estes também o sabiam e sabem fazer – e tirando, quando conveniente, a gravata. E a salgalhada é tanta, e nenhuma esquerda quer qualquer união com as outras para não perder a “sua própria instalação” e os seus direitos e não quer ter “lá muitos” deveres – isso é para os outros – , logo, tudo vai ficar na mesma, e na mesma hoje, quer dizer pior.

E a direita que já perdeu o tino há muito tempo, mas se puder fica instalada, também, onde sempre esteve e ainda vai estando. E vendo as esquerdas a fazer muitas reuniões que depois não dão em nada, a não ser todos a dizer mal uns dos outros. A dizer que não pagam os empréstimos mas que não podemos viver sem empréstimos, a direita sente-se bem fazendo cada vez mais disparates! Insistindo no que vem fazendo, mal!

Ou seja, todos têm que mudar e muito, todos têm que perder a vontade de ter lugares, postos, mordomias, mesmo fazendo de conta que não as têm mas tendo-os, tanto à direita como à esquerda. E esta tem que fazer o que aquela não faz, que é falar para dizer verdades e explicar tudo, e não só para falar, dado que não se esperam milagres e para o dinheiro ser bem melhor distribuído e bem melhor produtivo, tem que saber-se como – donde vem, como cresce e se distribui – e não só berrando que assim não pode ser, mas nada mas que isso fazendo.

E não é partindo tudo que se constrói algo. Nunca! Não é roubando aos ricos para dar aos pobres. É fazendo criar riqueza, emprego, trabalho, sem haver muitos, muito ricos e tantos tão pobres, mas havendo diferenças que façam que todos tenhamos qualidade de vida. Mas com diferenças, sem utopia e sem disparidades colossais, e com uma verdadeira e humana esquerda. E com uma Justiça que funcione sem olhar a esquerdas e direitas, nem as pessoas, mas a casos, e com prontidão.

O resto, é deixar tudo na mesma a caminho de piorar.

Augusto Küttner de Magalhães

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Vou aparecer incógnito, cada um dos vinte e coisos a vinte aéreos, mais a correcção à peça: é só lucro, se adicionar matematicamente que aviso com a antecedência de… agora. Nem preciso leccionar!