Quinta-feira, 14 de Novembro, 2013


Bruce Springsteen, Pay Me My Money Down

Protesto dos professores do ensino artísticos pela estabilidade e pelo ingresso na carreira.

O ensino profissional, reportagem da TVI

Agrupamento de escolas do Freixo, um mais inovadores do mundo, prémio da Microsoft.

… mas estou com um ataque de maturidade fora de época e nem sequer vou ser sarcástico e corrosivo como tudo isto mereceria.

“Independentemente da justiça da prova, do ponto de vista de quem a faz, está em causa o respeito pelo trabalho de quem a corrige. Um professor consciente e competente, com experiência, sabe que uma resposta com aquela dimensão demora a corrigir entre meia-hora a três quartos de horas e não se sujeitará a isto”, disse Edviges Ferreira ao PÚBLICO. Frisando que falava não como dirigente da APP, mas a título individual, comentou que “uma empregada doméstica ganha seis euros à hora” e considerou a proposta feita aos professores “ridícula”. Quase mais valia não terem oferecido nada”, disse.

Cada vez me sinto mais envergonhado por esta época em que me vi obrigado a viver.

… foi uma interessante conversa em família, sem nada de novo, muita coisa repetida e as habituais falhas técnicas que o jornalista não tem capacidade (nem vontade) para detectar e contrariar.

Very aconchegating… (it’s vocational inglish 🙂 )

A 1 de Dezembro saem das escolas mais 1275 professores

Número de aposentados ainda está longe dos seis mil até final do ano prometidos pelo Ministério da Educação.

A lista de educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário que no dia 1 de Dezembro passam à situação de aposentados, publicada nesta quinta-feira em Diário da República, tem 1275 nomes. No total, estarão aposentados nesse dia 3394 dos 6000 que em Julho ainda se encontravam nas escolas e que o Ministério da Educação e Ciência dispensou de dar aulas neste ano lectivo.

Através do testemunho directo de um dos actores principais (que houve outros e quem ler toda a entrevista percebe bem isso…) da estratégia comunicacional de Passos Coelho junto da imprensa, das redes sociais e da blogosfera, em particular como reacção à propaganda emanada do Câmara Corporativa.

Vem na Visão desta semana:

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Não posso, ou melhor, não devo transcrever tudo aqui, mas há partes muito, muito interessantes, sendo que este relato bate certo com o que eu tive oportunidade de saber, directa ou indirectamente. a criação de perfis falsos, de3 notícias falsas, para disseminação através de quem as tomava por verdadeiras, um pouco de tudo é relatado nesta entrevista:

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Claro que lá pelo meio convidavam malta chata que não estava ali à espera de recompensas, mas de saber as coisas e confrontar o anfitrião.

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Houve mesmo aquele momento interessante e constrangedor em que o chato de serviço aconselhou que fosse despachado exactamente o mentor de tais encontros…

E depois de chegados ao poder, foi feita a colheita junto de quem se tinha colocado a jeito e evitado ser incomodativo, dando os sinais de querer algo. A lista de recrutamento é extensa, mas faltam nomes óbvios (desde logo o de João Gonçalves do Portugal dos Pequeninos):

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Porque faz Fernando Moreira de Sá este relato na primeira pessoa, revelando meandros, nomes e estratégias de um processo que muitos talvez preferissem que ficassem no olvido? A última resposta da entrevista é capaz de dar pistas suficientes, mesmo para mau entendedor. pessoalmente, gosto muito do que li e da transparência com que as coisas são ditas, mesmo se grande  parte fica, ainda, por dizer.

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Um destes dias poderei acrescentar uns detalhes à minha micro-escala, incluindo a recusa em ir ao primeiro encontro, porque estava a chover – uma excelente razão, penso eu de que, para não sair numa noite de Inverno para Lisboa, apenas porque me pagariam um bom jantar.

E poderei falar, sem grandes pruridos, dos prestimosos pajens que por lá encontrei a revoltear em torno do futuro PM, quase lascivos, ansiosos por algo. 👿

Dalila

Para mais informações: prémio ensaio filosófico2013.

PubOn14Nov13

Público Online, 14 de Novembro de 2013, 9.20.

Nunca se mentiu tanto oficialmente, pro parte do Governo e seus mandantes para criar na opinião pública o medo de uma catástrofe iminente.

A estratégia é evidente e transparente. Estas coisas aparecem como se os protagonistas não comunicassem entre si em permanência e não soubessem de cada passo.

Tudo é encenado e cronometrado para produzir um determinado efeito a nível interno, seja junto da arraia miúda, seja das elites divergentes.

A estratégia de spin aprendido na blogosfera tomou conta dos meandros do poder, é infantilóide, engana só os que se deixam arrastar pelos títulos e não pela análise dos factos e marca um período medíocre da nossa vida política.

Um período inaugurado pelo cherne barroso que constituiu o passo decisivo para o abismo da nossa vida política.

Havia o pântano, a partir daí é o completo lodaçal.

 

Atirar novos contra velhos. Em força!

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Quando não há competência, nem capacidade para se fazerem “Reformas de Fundo do Estado”, fazem-se de tristes remedeios, e normalmente fica tudo na mesma ou pior. E de facto neste últimos anos quando se compreendeu que seria necessário arrepiar caminho, dado estarmos a ficar falidos, em vez de haver um “grupo de sábios”, até já não “muitos” jovens que dessem boas ideias aos políticos de serviço e aos jovens, para se fazer bem, optou-se por mais do mesmo com uma classe política por demais “instalada”, quer nas governações, quer nas oposições, todas!

E então, em vez de se fazer uma Reforma global de tudo que implica gastos excessivos do Estado, como Câmaras Municipais, Institutos, Fundações, Ministérios, Empresas Municipais e semelhantes, Mordomias sempre aos mesmos e PPP, e Estado Social ( educação, segurança social e saúde) não, há que ir cortando onde é tão simples – nos velhos e nos gastos destes! – deixando ficar tudo na mesma, onde dá mais jeito aos mesmos. Aos próprios, todos, políticos!

E vai de cortar nas reformas e pensões. E para ser uma tarefa mais simples há que fazer passar aos nossos média, que tanto gostam de ter telejornais de quase duas horas e jornais de fantásticas primeiras páginas, que os reformados e pensionistas são uma praga cinzenta, a abater. E acaba-se, seja por nada fazerem – mesmo que já tenham feito – e só gastarem dinheiro, seja por não haver direito de haver velhos a receber dinheiro, mesmo tendo descontado, mas já não estando a trabalhar.

E ainda por cima dizendo aos jovens que quando forem velhos não vão ter direito a reformas, pelo que não há que hoje pagar a reformados.

E ninguém quis passar a ideia, não conveniente, que os políticos de serviço não quiseram reformar tudo o que os envolve e gasta balúrdios de dinheiro dos cofres do Estado. E já referido acima.

E nenhuns políticos, das governações e das oposições, conseguiram até hoje, e difícil será fazê-lo amanhã, fazer criar riqueza, criar empregos, aumentar a indústria, a agricultura, as pescas, os serviços. E como aproveitar os velhos para irem gastando algum dinheiro na ecomimia, para também ajudarem a mantê-la viva. E a manterem-se não mortos!

E o raio dos velhos, até por experiência de vida, podem dar ensinamentos aos mais novos. Que não tendo que ser necesariamete seguidos podem ser experiencias que evitam estar sempre a fazer tudo de início, quando se pode fazer uma parte e aproveitar experiências de velhos feitas até meio percurso. E acertar. Mais e melhor!

Mas, o que está a ser “fabricado” e bem – ou mal! – é o odio dos novos aos velhos! Os filhos odiarem os pais. Os netos odiarem os avós. Estas classes políticas com gosto, isso incentivam. Mas será que não têm pais, nem avós? Ou se têm, é-lhes lixo? Filhos não devem querer ter para não arriscarem serem odiados, amanhã!

Augusto Küttner de Magalhães

Antero120

(c) Antero Valério