Terça-feira, 12 de Novembro, 2013


U2, City of Blinding Lights

Continua Alheada De Alguma Dispersão.

 

mas em provar-se quem é quem

 

 

As regras e os milhões das rescisões por mútuo acordo.

Escola da Alta de Lisboa, pais queixam-se da falta de segurança e exigem mais funcionários

Portela de Sintra, aluno esfaqueado com x-acto

Penilhos, Mértola, professora filma vídeo onde utiliza material didáctico e pais pedem a sua expulsão.

Já imaginaram se fossem favoráveis?

Mais 75 escolas transferidas para o património da Parque Escolar

Respondendo a dúvidas de Luís Fazenda, Nuno Crato admitiu que as «contas são falíveis», mas assegurou que os serviços do ministério «estão em cima do problema das aposentações».

O ministro da Educação acredita que cerca de seis mil professores vão estar aposentados em 2014, 4500 dos quais já em janeiro, declaração que fez durante a discussão na especialidade do Orçamento para a Educação.

Não são as contas que são falíveis… é a conversa fiada em torno de um número que se tornou mítico. Porque não 7000? Seria mais cabalístico…

Não há contas falíveis quando basta somar os pedidos de aposentação… se não der pelos dedos das mãos, usem-se os dos pés…

Que falta que faz um ministro que perceba de números…

No Parlamento, o ministro da Educação Nuno Crato foi interrompido, esta tarde, pelo protesto de um grupo de professores.

Crato admite recuar nos limites às contratações no ensino superior

Ministério está a recrutar “classificadores” para prova de avaliação dos professores

Professores vão receber três euros pela correcção de “resposta extensa”.

IGAS está a investigar desvio de doentes do público para o privado

Ordem dos Médicos avisa que clínicos serão expulsos caso as suspeitas se confirmem.

Há várias linhas de resistência mesmo se muita gente, com o argumento que outros não aguentarão, justificará a siua não adesão ou a desistência ao primeiro contratempo.

  • Quem precisa de fazer a prova, se dela discorda, deveria não a fazer. O risco é, obviamente, o de ver o acesso à profissão ser-lhe vedado. Mas… se a abstenção fosse muito elevada… não acredito que o MEC excluísse toda a gente. Claro que sabemos que existe sempre uma proporção variável de chico-espertos-mete-nojo prontos a aproveitar-se destas coisas. Mas é um risco a correr.
  • Claro que os candidatos podem alegar a sua fragilidade e pedir aos professores encarregues de vigiar as provas que não compareçam. Como se viu com as avaliações, há sempre quem tema uma intimação directa, mesmo que esteja em situação de alegar forte distúrbio emocional, se não achar suficiente alegar objecção de consciência.
  • E há ainda o caso de quem tem por função classificar as respostas, que tem ao seu dispor muita matéria para justificar a não adesão à proposta do IAVE. Sendo um organismo agora “autónomo”, não se entende que os professores do quadro lhe devam qualquer tipo de obediência. Se o MEC avançar com convocatórias personalizadas – se não o fez já é porque está a avaliar o terreno – há outras formas de resistir.

Claro que os sindicatos (todos, não falo deste ou daquele… pois parece que todos se opuseram a esta prova, pelo menos da boca para fora) poderiam ter uma posição mais pró-activa nisto, mas duvido seriamente que se empenhem de foram clara e evidente no apoio a estas linhas de resistência, pois isso implicaria uma flexibilidade de métodos que não faz parte dos guiões aprovados.

Interessante, mas o passado recente ensina-nos que muita gente desiste ao primeiro obstáculo. Veja-se o caso dos pedidos de escusa dos avaliadores externos… ao primeiro indeferimento mal amanhado e juridicamente nulo, toda a gente achou que tenha cumprido o seu dever de resistência.

Posição pública da Escola Secundária Francisco de Holanda

Opinião Pública com Paulo Guinote: Rankings, ensino público e privado.

Desculpem lá mas a partir do momento em que ouvi a expressão “carreira meritosa” desatei a desvincular e nunca mais recuperei…

Mas que raio ensinavam nos anos 80 nas Faculdades de Economia?

 

A degradação da escola secundária da Anadia

Escola de Santiago Maior, Beja, fechada a cadeado em protesto pela falta de professores de ensino especial e de funcionários.

Pais e alunos continuam a protestar contra os horário dos alunos do 1º ciclo, agrupamento Afonso III, Faro

Figuras políticas e públicas deixarem de tanto se expor

 De facto a política é feita por ideias e talvez ideias, e por pessoas. As ideias e os ideais vão mudando com o andar dos tempos, e se agarrarmos na história, vemos que muito do que se passou, se repete, claro que sempre actualizado ao momento. Os políticos são pessoas, não são “aves raras” que nasceram com dons ou defeitos próprios, são pessoas que surgem do meio de nós, tal como qualquer figura pública, tal como um rico ou um pobre. O problema é o “depois” e o “durante a formação”. O “depois” é como se tornam quando atingem determinado estatuo, estamos a falar em políticos e figuras publicas, o “durante” é ao que se prestam para chegar ao “depois”.

Tivemos em tempos recentes, talvez há 15/30 anos por toda a Europa, por todo o Ocidente, políticos e figuras publicas de grande relevo, de grande utilidade, que saindo de nós, conseguiram ficar melhores que nós. Temos, há uma década políticos que saindo de nós, conseguiram e conseguem ser muito piores que nós. Claro que se fossemos nós seriamos exactamente iguais, sem tirar nem pôr.

Antes, os políticos “ainda” acreditavam em ideias e defendiam-nas, nunca deixaram de ter algumas mordomias, mas o alvo não eram estas, era uma espécie de missão, de tentar melhor fazer, de haver transparência “possível” em tudo o que faziam. E sobretudo não tinham que estar sempre a mostrar-se, a mostrar o melhor fato, o melhor casaco, a melhor ocasião para aparecer na televisão, o melhor ângulo para ser filmado. Muitos nos lembraremos de Mário Soares – Presidente da Republica – em roupão à porta de sua casa quando se deslocava em tratamento a um hospital depois de publicamente – em funções – ter caído dias de um palco que cedeu quando discursava, e ter ficado ferido. Hoje teria que esta parte ser escondida, não teria pose, um político de hoje, de há uma década atrás, que por cá e lá fora vemos, não estar bem compostinho, bem vestidinho, bem arranjadinho, com o Mercedes, BMW, ou Audi, topo de gama, cinzento, preto ou azul à espera, e motorista, e segurança, e segundo ou terceiro carro, a acompanhar.

Deixou-se a nível Europeu, dos EUA, do Ocidente de se “estar pelo conteúdo e passou-se a estar pela forma”! Quanto mais aparato, quanto mais bom aspecto, quanto mais vezes as televisões aparecerem e estes aparecerem naquelas, melhor. E não está a dar, por muito que desagrade às televisões e aos próprios políticos, e às figuras publicas. E todos terão que mudar, e todos termos que mudar.

E quando os políticos deixarem de ter que todos os dias aparecer nas televisões, de ter que andar de carrão, de motorista, de fato novo, melhor. E quando as televisões em vez de andarem a correr atrás – a reboque – dos políticos e da figura publicas, para os filmar de frente, de lado e de trás, para ter um comentador que repete textualmente – literalmente, como hoje é “uso dizer”  – tudo o que em directo e a cores acabámos de ver, tudo será muito diferente e muito melhor.

Está chegado o momento de não ser a imagem, a forma, a “casca” que faz a politica, os políticos e as televisões, mas antes o conteúdo, o interior e recato. E seremos/estaremos todos bem melhor.

Augusto Küttner de Magalhães

Antero119

(c) Antero Valério