… é aquilo que o biotecnólogo JoãoMiranda (assim sem espaço entre os nomes para dar originalidade) acaba por sugerir de forma bastante clara como resumo para a campanha que o Blasfémias tem desde ontem feito, com sinergia de recursos humanos e muiitops gráficos a comprovar e demonstrar, em defesa do financiamento directo do ensino privado.

Claro que a teoria só funciona se os pobrezinhos ficarem encerrados nas suas escolinhas más (que assim não devem fechar) e as privadas os mantiverem longe.

Isto não é um debate Esquerda/Direita como querem dar a entender, embora à superfície possa parecer.

É entre duas concepções de sociedade e uma delas provoca-me um certo nojo, pois abandona os mais desfavorecidos à sua sorte e compensa os que já estão bem. Uma delas é aquela concepção muito características de alguns líderes religiosos fundamentalistas americanos que consideram a pobreza como um sinal de desagrado divino e sintoma de pecado. Como se o insucesso fosse ferrete demoníaco.

É a concepção da maioria dos defensores “liberdade de escolha” que temos entre nós. Nem por acaso alguns deles bem devotos. por fora.

Há muitos anos, o falecido professor Cordeiro Pereira, nas nossas aulas de 3º ano de História de Portugal dizia que havia marxistas de 1ª, 2ª e 3ª categoria e que o problema é que os marxistas portugueses eram quase todos de 3ª categoria.

Digo o mesmo dos nossos “liberais” de aviários. Só nos saíram praticamente liberais de 3ª categoria.

Anúncios