Sábado, 9 de Novembro, 2013


Billy Joel, It’s Still Rock’n’Roll To Me

O ministro Portas argumentou com o seu desempenho nos rankings para alargar esta solução. O João Pereira fez um pequeno estudo e demonstra que isso não é propriamente verdade e que há de tudo um pouco: Escolas com Contrato de Associação – Rankings 2013.

Como, aliás, já se podia ler numa das peças da Isabel Leiria no suplemento do  Expresso de hoje:

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O problema é que andam por aí muitos falácios… que, claro, perante isto dirão que o que interessa é a sastesfação dos clientes…

… e o 3º golo do Cardozo foi tão bom quanto o do Capel que eu até perdoo o fora de jogo.

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Não se tenta ajudá-los? Que se desenrasquem?

Crato dá “prémio” a 148 agrupamentos que considera mais “eficazes”

Indicador usado suscita críticas. Ministério garante que não são só as escolas “mais conhecidas” que recebem.

Os rankings como retrato de uma educação a várias velocidades

(…)

E esse trajecto, no Portugal de 2013, é o da construção de uma Educação a várias velocidades, muito mais do que dual e muito além da clássica oposição público/privado. As leituras superficiais dirão que nos últimos dez anos se verificou uma progressiva dominação do topo da tabela pelas escolas privadas. Os seus aproveitamentos instrumentais são óbvios: as escolas privadas são melhores, devemos seguir o seu modelo e devemos subsidiar a liberdade de escolha das famílias que queiram abandonar o ensino público, assim como as rejeições ideológicas também são naturais… Os rankings são um instrumento que ajuda a manchar a imagem das escolas públicas e a promover o ensino privado.

Não querendo entrar, de novo, em tal debate mais do que repisado e aborrecido pela sua previsibilidade, gostaria antes de sublinhar que as constatações dos rankings deste ano são um retrato razoavelmente fiel dos resultados de políticas na área da Educação que, para além das polémicas coreográficas dos actores principais, mantêm uma assinalável coerência na última década.

E essa coerência passa pelo acentuar das diferenças das condições de funcionamento entre a rede privada de ensino e as escolas públicas e entre estas últimas, por seu lado objecto de uma evolução diferenciada ou dual.

(…)

Eu até comprei quase tudo e mais alguma coisa…

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Onde detemos os nossos olhos? A educação vai ter de esperar

Medimos o que valorizamos ou valorizamos o que medimos

 

… com saudades do colégio.

O bom burguês Henrique Monteiro é apenas um deles, dos que passaram pela elite da escola pública de outrora [correcção… no seu fbook, Henrique Monteiro ao replicar, incomodado, esclarece que andou no Colégio Moderno, pelo que afinal sempre andou pela elite, mas da escola privada de então e ainda por cima da “boa” escola privada, com pedigree, para vencer nos ambientes “anti-facistas” de 70]  e que agora diz mal daquilo de que nunca necessitou [corrigi esta passagem]. Dos que outrora quiseram mudar o mundo, mas agora se acomodam e bem aos negócios e interesses que moldam o pântano.

Caso fosse alguém que percebesse um pouco de Educação – e não apenas um amigo pessoal do MEC que procura dar cobertura à sua agenda política actual – ainda me daria ao trabalho de rebater os seus atropelos factuais e as suas desorientações argumentativas, mais próprias de um texto do Comendador (que sempre se pode desculpar por pretender ser jocoso) do que de uma prosa em nome próprio, pois cai evidente nódoa em quem oculta e deturpa informação, apesar de a ter disponível.

Dei (ou melhor, não dei) com a Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, do Álvaro Almeida Santos.

Desapareceu de todos os rankings que consultei e já confirmei com o seu director tal anomalia.

E parece que teve bons resultados…

No suplemento do Expresso, a ex-ministra MLR aparece a desvalorizar por completo os rankings e a sua divulgação, como se ela o não tivesse feito durante todo o seu mandato e tendo mesmo usado isso em proveito político da sua governança…

Um pouco de decoro seria aconselhável, sefaxavor!

Exp9Nov13Bem pode, ao lado, David Justino dizer que tal divulgação já não levanta polémica…

E haverá ainda quem aplauda MLR pela sua gritante amnésia…

 

 

Quando as escolas têm grandes percentagens de alunos carenciados, de famílias com níveis de escolaridade abaixo da média nacional e poucos professores do quadro — ou seja, maior necessidade de contratar anualmente, o que significa grande mobilidade de docentes —, isso é… um cocktail de desvantagens.

Há mais escolas públicas a ficar aquém do esperado para o seu contexto social

Ranking das Escolas 2013

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