Quarta-feira, 6 de Novembro, 2013


Yann Tiersen, Les Jours Tristes

It’s hard
But you know it’s worth the fight
‘Cause you know you’ve got the truth on your side
When the accusations fly
Hold tight!
Don’t be afraid of what they’ll say
Who cares what cowards think? Anyway,
They will understand one day
One day
One day

Sugestão da Marília Esteves

Governo prepara programa de rescisões amigáveis na área da Saúde

Ministério da Saúde garante que médicos e enfermeiros não estão abrangidos.

 

 

quem se habilita a vigiar a prova do arrobas?

 

 

 

… a autoria da prova de ingresso para os professores do ensino público.

É de mera decência e decoro – para não falar em lisura e transparência – que se saiba a quem se encomendou a tarefa, com base em que currículo essa encomenda foi feita e que eventuais responsabilidades essas pessoas tiveram na formação de professores.

Não entendo que se escondam no sigilo e anonimato aqueles que se consideram com competência para avaliar professores já devidamente formados e muito menos se foram seus professores e já os aprovaram anteriormente.

A prova para os professores contratados, é no dia 18 de Dezembro, custa 20 euros e é uma vergonha.
FENPROF e uma deputada do PS contestam a prova

Escola Serra do Pilar, Vila Nova de Gaia, custou 6 milhões, funciona há um ano e já precisa de obras

Família de aluno do 1º ciclo suspenso impede a abertura da aulas, Mesquitela, Manqualde.

Confesso que não esperava prosa tão dura de Carlos Fiolhais para com este Governo. Hoje, no Público.

Pub6Nov13

Público, 6 de Novembro de 2013

O País a falir, qual empresa mal gerida

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Profissionalmente passei por várias empresas que por motivos semelhantes, faliram. Má gestão!

Consegui, em nenhuma, ter que ficar até ao derradeiro dia para arranjar outro trabalho em outra empresa, mas sempre senti e vivi a decadência, prenúncio da desgraça em todas. Sempre no “privado”. Tendo tido diálogos de surdos com os decisores de topo, que sempre fizeram o que quiseram.

E, constato com desolação que o que vem a acontecer a este nosso País é exactamente o mesmo. E, como nas empresas por onde passei, a culpa nunca é dos que estão hoje, mas sempre dos que estavam antes. Dando sempre a impressão que hoje não haveria capacidade para emendar o ontem, ou só sabendo fazer igual ao que de errado ontem foi feito.

Apesar de que os que lá estão hoje, não poucas vezes – em tantos casos – já por lá haviam andado, ontem. Algo tão semelhante com o nosso País, ontem e hoje.

E como se quer – sempre! – cortar de qualquer feição, é uso não o fazer – nunca – nas benesses do topo que afectam os próprios – decisores – ou os que lhes são próximos.

Vai-se cortando abaixo, ao lado, para que em cada mês se gaste menos que no anterior. Só! Apesar de haver áreas que escapam sempre ao corte, insistindo-se sempre e só no mesmo e nos mesmos.

E tanto se vai cortando no essencial, nomeadamente em Pessoas e matérias essenciais, sem nada de fundo resolver, sem nada de facto reformar, que as empresas param, de repente – que espanto! – e não têm como voltar a arrancar. E tudo foi fechando e tudo foi falindo!

Algumas deram lugar a projectos imobiliários grandiosos, no tempo em que alguns acharam tínhamos que se construir como viéssemos a ser 30 milhões de habitantes, mas nunca ultrapassamos pouco mais de 10 milhões e tendemos a diminuir. E tudo está em decadência! Qual País! O tique já tem décadas, mas está gravado.

E se me lembro dos decisores de topo dessas empresas foi por com eles ter tido que lidar dia a dia. Mas, já estão totalmente olvidados e até uns que bustos tinham, estes desapareceram, não ficaram na história e as memorias que deles temos são bastante negativas, e já passaram uns bons pares de anos.

Assim, aos decisores de topo deste nosso País – que não propriedade deles! – a caminho rápido da bancarrota se pede mais que não seja pela População, que arrepiem caminho enquanto é tempo. E o tempo está-se tão rapidamente a esgotar.

Já passei a idade de mudar de empresa – já era! – o que a nível de País significaria hoje, emigrar, mudar de país, como tantos o estão a fazer, por não confiarem nos desatinos dos gestores / decisores, essencialmente nas ultimas duas décadas, agravando-se , agora, com erros acumulados e sempre a fazer o mesmo errado percurso. Mas não deveria ser essa a única saída.

E se os que estão não atinam a fazer diferente, se não sabem fazer melhor, saiam todos, os que estão no topo, os que já lá estiveram e acham que podem voltar, os que não estiveram mas andaram sempre por cá, e deem lugar a uma geração nova com mais capacidade, mais engenho, mais modéstia, mais humildade, mais profissionalismo, mais ouvidos e menos bocas, menos apego ao poder eterno. Emigrem todos os outros, e deixem cá os bons! Antes de dar cabo de vez deste País.

Augusto Küttner de Magalhães

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