Terça-feira, 5 de Novembro, 2013


Pet Shop Boys/Dusty Springfield, What Have I Done to Deserve This

… à nascença!

loveintheair

Adenda: não é difícil adivinhar-lhes os bigodes – rato escondido com o gato de fora.

 

… a tal prova não tem que ter, como é que se chama, uma matriz?

 

Não me digam que se esqueceram dos regulamentos…

 

[mas não da matriarca!]

 

É encontrá-los a achar que o guião do Portas é uma “boa surpresa” ou que “merece atenção”. Há negócios, parcerias, luigares a acautelar, mesmo se a idade aconselharia algum pudor nos números de travestismo.

Bessa

Prova para professores contratados marcada para 18 de Dezembro

 

 

 

o valor a pagar

 

 

 

 

… que alguns estão a aproveitar para recuperar a emérita MLR, esquecendo-se (não sabendo?) que na FLAD ela apoia as idas aos EUA para estudar os modelos de school choice.

Prós e contras “A reforma na Educação”, RTP
Maria de Lurdes Rodrigues (ex-ministro), António Couto dos Santos (ex-ministro), José Reis (ex- secretário de estado) e Pedro Lynce (ex-ministro)

Os convidados, o local escolhido, o vestido da apresentadora… brrr, O Halloween tardio da RTP.

(c) Calimero Sousa para o vídeo e comentário final. 🙂 .

O Roberto bom durou os 93 minutos.

… mas como são ulricos & salgados.

Infografia: Prejuízos da banca sobem 65% e já superam mil milhões de euros

 

Maiores bancos portugueses perderam 4,3 milhões por dia

Estou cansado de ver recuperar figuras deprimentes de um passado recente com base nas asneiras dos actuais governantes.
Na área da Educação, Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues achincalharam os professores e abriram todas as portas que estes estão alegremente a escancarar.

Há que questionar… será que estes conseguiriam fazer tudo isto se antes a porta não tivesse sido destrancada?
Pensem nisso, antes de recuperar como sant@s @s que nos lixaram valentemente ainda há tão pouco tempo. Haja memória, vergonha e decoro.

7 – O valor a pagar pela inscrição na prova, incluindo a componente comum e uma componente específica, é fixado em € 20,00.
8 – O valor a pagar pela inscrição em cada componente específica da prova, além da referida no número anterior, nas situações em que o candidato pretenda ser opositor a mais do que um grupo de recrutamento, nos termos do n.º 3 do artigo 3.º e Anexo I do Decreto Regulamentar n.º 3/2008, de 21 de janeiro, é fixado em € 15,00.
9 – O valor a pagar pela consulta de cada uma das componentes da prova é fixado em € 15,00.
10 – O valor a pagar pelo pedido de reapreciação de cada uma das componentes da prova é fixado em € 20,00.

Professores contestam os novos programas de Português, Matemática e Físico-Química do secundário.

A austeridade explicada por Nuno Crato

FENPROF entrega na Assembleia da República um petição com 12 mil assinaturas contra a realização da prova de ingresso à profissão.

Escolas geridas por professores, cooperativa Alfacoop e Escola Profissional Amar Terra Verde.

Como se perceberá, não se trata de “grupos de professores” que, assim de repente, decidem contratualizar a exploração de uma escola.-

A ler, como descrição, mesmo se é o discurso oficial.

Inclusive education in The Netherlands

O reverso:

The Netherlands: interventions to counteract school segregation and facilitate integration in education

Anexo útil, para quem tenha acesso:

International perspectives on countering school segregation

… pois para a generalidade dos visados e para os actuais (e pretéritos) governantes o que foi descrito é motivo de orgulho e não de vergonha.

Para isso bastou ver a forma cândida como as imaculadas irmãs falaram da coisa, em especial daquela que, sorrindo, disse que as escolas públicas fechassem isso é que seria uma poupança, não?

Mas o essencial é que a reportagem, para os putos tóxicos, até prova que as escolas estatais não prestam, pois as outras é que são boas, pois são muito concorridas (escondendo por quem são procuradas e porquê).

O que para uns é delapidação de dinheiros públicos – há escolas públicas que poderiam acolher os alunos que estão com subsídio em escolas privadas – é empreendedorismo e apontam os rankings como justificação, ocultando que a percentagem de alunos carenciados ou com necessidades educativas especiais que acolhem é muito menor do que a dos que são recebidos nas escolas públicas com que concorrem de forma pouco leal.

A narrativa tem vindo a ser construída com paciência ao longo de uma década.

  • As escolas públicas estão a falhar e vão-se criando as condições para que, mesmo não falando, pareça que sim.
  • As escolas privadas são de sucesso, não se explicando como ele é construído e aproveitando para confundir ensino privado puro com o subsidiodependente.
  • A rede pública de ensino tem procedimentos rígidos, não permitindo a liberdade de escolha (o que não é verdade) e a rede privada é muito mais flexível (embora o regulador seja o mesmo).
  • Deve ser dada liberdade às famílias para escolheres a escola em que querem matricular os seus educandos (escondendo que isso só é possível para uma minoria, já favorecida à partida).
  • Argumenta-se que o pagamento directo aos privados pelo serviço público de Educação é mais barato para o Estado, não revelando que isso é conseguido através da precarização laboral dos docentes.

Quando se provar – como aconteceu em outros países – que tudo isto é uma mistificação para redireccionar parte das verbas do orçamento do MEC já os actuais decisores políticos estarão a coberto de qualquer responsabilização, como se pode ver pelos que, há não tantos anos assim, deram autorizações indevidas, colaboraram activamente no combate à rede pública de ensino e acabaram como gestores e consultores dos grupos a quem prestaram favores. E não olhemos apenas para os políticos, pois as chefias intermédias e os facilitadores de gabinete estão enterrados nisto até ao pescoço.

Não é por acaso que dos dois lados das negociações nesta matéria encontramos dois antigos chefes de gabinete.

Mas orgulham-se disso e gozam com quem lhes faz qualquer reparo sobre deveres éticos. Pior, acham que todos agem como eles e que o discurso público não deve condizer com as práticas privadas.

Sei disso, não por ouvir dizer, mas por ver e ouvir em primeira mão.

Nuno Crato: versão corrigida

… daí a pressa em fazer avançar. E também explica um pouco a mumificação do debate na RTP1.

Desta vez foi-se mais longe e entrou-se pelos domínios seculares das potências celestes.

Explicar! Explicar! Explicar!

 

Não vai ser possível continuarmos calmamente a não entender para onde vamos, qual o nosso futuro como Pessoas e como País, tudo como sendo “tão normal”!

Não é normal, terem tantos com tantas responsabilidades políticas neste País, tomado  tantas decisões erradas, sem serem punidos.

E, para além deste tão pequeno pormenor, estranho se torna que “esses” e mais uns quantos que com “esses” decidiram – mal – continuam a decidir neste País. E têm , como tão facilmente podemos constatar dia a dia, seja nas governações ou em todas as oposições, seja onde possa “cá ser”, espaço e tempo, para mais do mesmo.

Talvez esteja chegado o momento de todos e mais uns quantos sem rodeios e sem estarem sempre e só a atirar culpas para os outros,  terem que nos explicar linearmente como aqui chegamos, mas essencialmente, como daqui sairemos. Como!

Não  é possível tantos permanentemente com tanta normalidade, parecerem nada ter a ver com as tais decisões desconsertadas e estarem a tomar outras , sem quaisquer explicações, como tudo o que fizeram e fazem, resultados positivos tivessem tido.

Estamos maioritariamente neste Pais – e não só – sem confiança nos políticos, e nas politicas pelos mesmos emanadas.

Não temos uma única pessoa com responsabilidades políticas , lato senso, neste País – e alguns pela Europa! – que explique abertamente e sem fantasias de falatório ou informáticas, quais as consequências das medidas que vem as ser tomadas que mais não seja empobrecer só, unicamente, e quando nada  mais tivermos , acabou , e vão” esses” satisfeitos dar umas palestras , lá fora, cá, já estaremos todos aniquilados.

Quem explica, qual a razão por que já não foram feitas, mas se farão amanhã (?)(!), a fusão de Câmaras Municipais , Institutos, Universidades, Fundações para menos de metade do existente, além da redução das Forças Armadas ao indispensável à U. E e à Nato. E renegociar todas as PPP( se nos renegoceiam salários, pensões e reformas! sem nos darem explicações!)

Quem nos explica como vamos continuar a viver com alguma decência quando, a cada dia se acaba mais educação, saúde e segurança social?

Quem nos explica como vamos ter futuro fazendo sair os jovens deste País, para não mais regressar. E os que ficam não podendo decentemente ter filhos? Expliquem!

Quem nos explica se tratar os velhos abaixo de cão, é razoável!  Os animais domésticos são hoje, luxo!

Quem explica? com clareza e sinceridade, que cada medida tomada e cada contestação só por contestar , não é mais que uma morte anunciada? e não há responsáveis nem responsabilizáveis?

Quem explica? Quem?

 

A. Küttner de Magalhães

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(c) Francisco Goulão

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