Our data show that segregation by immigrant status in primary schools is already high in the Netherlands – and as high or higher than in many cities in the U.S. – and that segregation continues to rise in many cities despite little or no increase in the proportion of immigrants in the school age population. Although a number of efforts have been initiated to reduce segregation, especially in the countries largest cities, these efforts have thus far shown little success.
(…)
Whatever their role in creating the problem, however, the twin aspects of freedom of education – the right of parents to choose their child’s school and the operational autonomy afforded to schools – make it is very difficult for the Dutch to do anything about their high levels of school segregation. Any proposal to reduce segregation, whether through voluntary agreements among schools or governmental policies, will inevitably involve a trade-off with a deeply held Dutch value.
Ou seja, quando o alto valor da liberdade parental entra em choque e contradição com outros valores (serão mesmo menores?) como os da igualdade de acesso, da equidade e da justiça social, para ficarmos só por estes, mais evidentes.
Deve a liberdade dos mais fortes manter-se cristalizada à custa da subordinação dos mais fracos?
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Setembro 16, 2013 at 6:39 pm
Uma coisa que aprecio no Paulo é a profundidade e os dados que traz para o debate. Obrigado. Ps.Vi a sua prestação quando apareceu com Mª B dos Santos. Obrigado. Pela qualidade da sua prestação e pela sua disponibilidade para lutar pela educação, na qual ainda acredito – mas pela qual tenho recebido muita pancada… Obrigado! 🙂
Setembro 16, 2013 at 7:23 pm
Mais uma vez é preciso perceber que os valores entam em contradição uns com os outros e é então que a Ética assume o seu estatuto maior na vida da Humanidade.
De qualquer maneira, a decisão ética deve caber ao indivíduo livre e não ao Estado.
Abdicar da Liberdade em nome de algo que perigosamente soa a uma Vontade Geral protagonizada pelo Estado, pode levar-nos a terrenos minados de autoritarismo, em nome de alguém que decide o que é melhor para todos…
Setembro 16, 2013 at 7:24 pm
Na Holanda … hmmmm … como entram os islâmicos, dados a auto-segregação e a não aprenderem nada para além do Islão, nessa caldeirada?
Setembro 16, 2013 at 7:31 pm
Da mesma maneira que os negros nos EUA?
Setembro 16, 2013 at 7:39 pm
#2,
Desta vez não percebi o argumento em presença.
Porque a Liberdade, com maiúscula e tudo, pode ser usada por grupos para dominarem e exterminarem outros, com base num qualquer credo.
Aqui não se trata de vontade geral nenhuma, até porque no estudo se afirma que a tal vontade geral é favorável à segregação.
É necessário perceber que muitos alemães que seguiram o Adolfo acreditavam piamente estar a defender a Liberdade da Alemanha e a sua liberdade individual.
Aqui não está em causa definir o que é melhor para todos mas sim impedir que alguns o façam em nome de um falso conceito de Liberdade.
Setembro 16, 2013 at 7:47 pm
“É perfeitamente óbvio que a nossa conversa de “defesa da democracia” não tem sentido enquanto for um mero acidente de nascimento que decide se uma criança dotada terá ou não a educação que merece.” – George Orwell.
Alunos/famílias com desiguais recursos à partida disporão efectivamente da mesma liberdade de escolha?
– São estes os problemas que devem ser equacionados neste debate, para não cairmos em abstrações enganadoras ou em meros sofismas.
Setembro 16, 2013 at 7:48 pm
Acabei de verificar que, para além do Pimentinha, temos um novo cromo na colecção: uma tal Maria Silva do Carvalho, formada no ISAed (mas possivelmente depois do 25 de Abril– o que não conta– segundo os critérios dela)e (sustenham a respiração!) doutorada em Fontainbleau (lê-se fontâblêeeeee)! E ,embora agora estes avençados modelo tia venham agitar os seus pergaminhos e pesporrência, verifica-se que são iguais aos anteriores, na sanha babosa contra os professores (que ela apelida de “zecos”, oh carimbo “saudoso”!) e no insultar da resistência ao status quo que este blogue ainda conserva, insultando ao mais baixo nível e depois ficando furiosa quando recebe a resposta mais “livresca”. Até o darquense conseguia ser mais cordato, ao pé destes figurões.
Setembro 16, 2013 at 7:48 pm
#5
“Desta vez não percebi o argumento em presença.”
Desta e das outras. Ou melhor, percebe mas faz de conta que não por que já lhe expliquei que se percebe que o caro não pertence ao grupo dos idiotas úteis.
Os islâmicos daquela terra (volto a frisar que até ao momento nada a a suspeitar dos nacionais) querem “aprender” sozinhos e nada lhes interessa para além do Islão, da sharia e de saber como podem matar judeus para ficarem com as 72 virgens. Que tem isto ou deixa de ter a ver com vontade geral. Nesta panela, para além de todo o islâmico não querer misturas com mais ninguém, também o não islâmico se quer ver a milhas dele … e lá está a sua “desigualdade” a crescer.
E, já agora, pode lá colocar os oriundos de África a quem o bicho politicamente correcto local dá a benesse de ser positivamente discriminado pelo direito a aprender apenas metade.
Quem, com dois dedos de testa e amor aos filhos, os quer ver anquilosados no meio das tropas de Alá e a herdar a morte lenta em turmas em que uma boa parte tem o “direito” especial de aprender menos?
Setembro 16, 2013 at 7:50 pm
Correcção: Que tem isto ou deixa de ter a ver com vontade geral?
Setembro 16, 2013 at 7:55 pm
Meu Deus, que confrangedora pobreza de espírito, que mentalidade tacanha.
Chamem-me o Sal ó faxavor!
Setembro 16, 2013 at 7:55 pm
#5
O problema reside precisamente em que não existem conceitos puros e genuínos, a partir do pós modernismo.
Portanto só nos resta a abertura e a compreensão do Outro, sem a tentação de invocar uma qualquer Entidade que ponha fim à discussão e à liberdade de cada um.
O mais simples é o mais difícil…
Setembro 16, 2013 at 8:01 pm
A liberdade supostamente sacrificada pelo estado que não fornece o cheque-ensino não aparece num contexto qualquer nem pode ser apreciada como questão do foro estritamente pessoal. Acontece nos dias em que o governo leva a cabo o maior despedimento colectivo de professores e desvia para juros incompatíveis com a economia os recursos financeiros do país. Se quisermos discutir questões individuais desvinculadas de consequências sociais – como a liberdade absoluta -, deveremos restringir-nos a Robinson Crusué.
Setembro 16, 2013 at 8:08 pm
#12
Isso até seria preferível (sermos robinson crusue). Ao menos seriamos senhores da ilha e podiamos atira-lhes uns cocos à cabeça, aos energúmenos que ainda nos querem empobrecer mais. E teriamos um Sexta-feira às nossas ordens para dar uma ajuda…
Setembro 16, 2013 at 8:10 pm
#10
Pois é. Lá voltei a fazer uma pergunta inconveniente e o caro a voltar a assobiar para o lado por saber que não tem saída. O caro mente e sabe que mente. É o vigarista no seu posto. O vigarista mente, sabe que mente e não tem rebuço em fazê-lo porque não lhe levanta qualquer problema de consciência.
Setembro 16, 2013 at 8:55 pm
#11,
Assim sendo a compreensão do outro passa pela não imposição da liberdade do mais forte.
#14,
Se queres brincadeira, joga ao bilhar de bolso com tabelas aquecidas.
E se julgas que lá por me tentares ofender me aborreces, deverias perceber que um tipo quando vê uma bosta não necessita de ir lá pisá-la para perceber o que é.
Setembro 16, 2013 at 9:02 pm
#12
A contradição está inerente ao sentido da vida.
Não se trata de brincar aos Robinsons mas sim de perceber que nao existem valores absolutos e intangíveis, mas que o Homem deve ser a medida ultima e sagrada, assente no compromisso da liberdade individual com as normas sociais.
E não há colectivo (Estado, partido ou religião) que consiga representar a Vontade Geral, essa mistificação totalitária gerada pelos inimigos da liberdade.
Setembro 16, 2013 at 9:09 pm
#15 para #14
😆 😆
Setembro 16, 2013 at 9:13 pm
#16,
Não fui eu que falei em “vontade geral”, muito pelo contrário.
O Robinson escravizava de forma benevolente o Sexta-feira, pelo que esse não será o melhor exemplo.
E esse “compromisso da liberdade individual com as normas sociais” não é exactamente o que eu alego como necessário?
Setembro 16, 2013 at 9:15 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2013/09/16/o-amargo-destino-do-sonho/
Setembro 16, 2013 at 9:18 pm
[…] encargos financiados pelo Estado mas pertencente a um daqueles grupos culturais ou religiosos que alguns comentadores deste blogue abominam seria aceite sem reservas pelo Colégio da Santa Obra de Santa Ifigénia e São Pedreiro […]
Setembro 16, 2013 at 9:20 pm
#3#8
Devo dizer que agora sim, me parece que o Mestre Pimenta encurralou o Paulo Guinote que, com a resposta que deu, parece estar a tentar fugir ao tema levantado pelo Pimenta. O PG vai ter que desenvolver mais a resposta que deu ao Pimenta.
Setembro 16, 2013 at 9:23 pm
O privado abrange já 20 por cento do ensino..onde existe uma percentagem destas na europa??
Setembro 16, 2013 at 9:25 pm
#16 h5n1
Boa noite!
Que a contradição está irremediavelmente presente, o meu Amigo é o primeiro a demonstrá-lo. Se não veja: mesmo que não aceite que seja um sstado, uma religião ou um partido a defini-lo, há-de concordar que algo existe com capacidade para enunciar “normas sociais” (palavras suas). Ou eu estaria privado de as conhecer e incapaz de corresponder às suas disposições quando elas chocam com o que eu possa considerar a minha liberdade. Ainda que tal entidade seja h5n1.
Setembro 16, 2013 at 9:27 pm
#18
A argumentação da vontade geral é para o Ferrão, que normalmente assenta a sua lógica na ideia de uma entidade sobrenatural que ilumina alguns colectivos que detêm a chave de descodificação da realidade.
Quanto ao resto estamos de acordo.
Setembro 16, 2013 at 9:31 pm
#15
“E se julgas que lá pore tentares ofender me aborreces,”
Pelos motivos que mais uma vez expliquei, o vigarista é, evidentemente, imune ao aborrecimento. A sua frase é, nesse facto, eloquente.
Setembro 16, 2013 at 9:32 pm
#21,
Não dei qualquer resposta ao Pimenta porque não sou obrigado a escrever o que já escrevi no passado sobre um assunto só porque um palerma e o alegado primo dele assim o acham.
Se o meu caro tem o dito cujo ralado, lamento, mas não é responsabilidade minha.
Setembro 16, 2013 at 9:34 pm
O Pimenta revela a sua tendencia para a bestialidade.
Com que então os islamistas e os africanos não têm amor aos seus filhos?!
Racista disfarçado de palhaço liberal!
Setembro 16, 2013 at 9:36 pm
h5n1 ele acha mesmo é que todos os filhos devem ira para a casa pia e serem sujeitos a certas barbaridades…ai sim será um verdadeiro ensino privado nas partes privadas..
Setembro 16, 2013 at 9:37 pm
#26
Então é favor indicar o post onde foi abordada a temática levantada pelo Mestre Pimenta, para que os leitores possam ficar a par do pensamento de PG nessa matéria!
Setembro 16, 2013 at 9:38 pm
#25,
Não sou obrigado a responder a vómitos argumentativos de quem, curiosamente, apoia a auto-segregação de género cá por este cantinho.
O nojo que me desperta a postura de ódio só tem equivalente na satisfação em ver como um energúmeno só precisa de si mesmo para se enterrar publicamente.
Setembro 16, 2013 at 9:40 pm
#29,
Favores vai pedi-los a quem te fez as orelhas, pois há um espaço de pesquisa no blogue e o google há-de servir para alguma coisa.
Aqui não existe serviço à carta, muito menos para imbecis.
Setembro 16, 2013 at 9:42 pm
Uma cassete cheia de preconceitos e pestilência.
Deslarga, Pim!
Setembro 16, 2013 at 9:44 pm
tenho alguns problemas em dialogar com neo-nazis anónimos.
Setembro 16, 2013 at 9:47 pm
Ele está-se a rir!
Setembro 16, 2013 at 10:02 pm
O argumentário excrementício do Pim tem o mérito de pôr a nu um aspecto crucial que os fiéis da “liberdade de escolha” querem deixar na sombra:
Os colégios privados dificilmente conseguirão prestar um serviço verdadeiramente público de educação – que implica a conformidade a dois princípios basilares: a universalidade e a igualdade no acesso e frequência – pela ponderosa razão de que a selecção/segregação faz parte do seu código genético, ou não residisse aí precisamente o factor diferencial que os torna atractivos em termos de concorrência no mercado.
Setembro 16, 2013 at 10:42 pm
Há colégios semi-privados para negros nos EUA. Chamam-se penitenciárias estaduais.
Setembro 16, 2013 at 10:46 pm
As melhores escolas deste tipo, no entanto, são sedeadas no terceiro mundo. Têm óptimas instalações para as disciplinas laboratoriais. Através de protocolos com as farmacêuticas, realizam-se nessas instituições trabalhos científicos que dinamizam o mercado de trabalho no primeiro mundo, criando empregos no sector da saúde. As farmacêuticas podem ajudar a manter esses estabelecimentos de ensino.