… a “boca” que ontem me lançou um partidário da liberdade de escolha ao fazer o reparo de as férias não terem sido impeditivo do avanço e conclusão das negociações para o novo estatuto do ensino particular e cooperativo.
Nesse aspecto, tem razão. Para eles a luta foi e é contínua.
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Setembro 7, 2013 at 10:20 am
Parece-me evidente que quando os interesses dos negociantes da educação se instalaram entre os decisores políticos do MEC é até abusivo falar-se em negociação e comparar com outras negociações.
Quando se trata de decidir em causa própria, com os outros de férias ou ausentes até se trabalha melhor e espanta-me se o PG não for capaz de reconhecer isso.
A partir daqui, e se tomamos a estratégia dos donos dos colégios como adequada, o que se pode perguntar é por que motivo as estruturas ligadas ao PSD e que pretendem ser representativas dos professores, nomeadamente a FNE, mas não só, não trataram também de tomar posições no interior do partido e do governo.
Afinal de contas, se não são capazes de mobilizar a classe, se só entram nas lutas promovidas pelos outros na expectativa de roer a corda à primeira oportunidade, mas também não alcançam resultados com o tal sindicalismo de gabinete, de influência, de concertação, em que supostamente são peritos, servem para quê?…
Setembro 7, 2013 at 10:28 am
Setembro 7, 2013 at 10:49 am
A Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap) coloca sérias reservas à introdução de um sistema em que as famílias são livres de escolher entre escolas públicas e privadas, com o Estado a financiar ambas as opções. O novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros, abre essa possibilidade já para o ano letivo 2014/2015.
“Se o Estado está disposto a financiar, tem de regular e garantir que não se vão criar escolas de elite. Deixar a educação ao sabor do mercado é muito perigoso, porque não salvaguarda a equidade e qualidade para todos. Caso isto avance, o privado não pode fazer seleção à entrada”, defende Jorge Ascensão, presidente da Confap, sublinhando que “se a ideia é entregar um cheque à família é preciso garantir que o dinheiro vai mesmo para a educação”.
O responsável rejeita que se “financie uma escola privada se houver uma pública vazia ao lado” e avisa que “só faz sentido falar em liberdade de escolha se houver igualdade de autonomia entre escola pública e privada”.
Setembro 7, 2013 at 10:50 am
Pimenta
Fique-se pelo César das Neves. Ele é que tem o número directo para a falar com Nossa Senhora dos Resgates.
Setembro 7, 2013 at 10:56 am
BE acusa Crato de usar cheque-ensino para roubar escola pública > TVI24
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Ler mais:http://www.tvi24.iol.pt/503/politica/catarina-martins-cheque-ensino-cheque-ensino-crato-be-tvi24/1487287-4072.html
A ideologia do “cheque-ensino”
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Ler mais:http://www.esquerda.net/opiniao/ideologia-do-%E2%80%9Ccheque-ensino%E2%80%9D/29288
A Escola Pública em Xeque
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Ler mais:http://www.esquerda.net/opiniao/escola-p%C3%BAblica-em-xeque/28986
Cheque-Ensino: mais um ataque à Escola Pública
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Ler mais: http://www.esquerda.net/artigo/cheque-ensino-mais-um-ataque-%C3%A0-escola-p%C3%BAblica/29001
Setembro 7, 2013 at 10:59 am
Os professores contratados e o cheque ensino
03/09/2013 Por João Paulo 5 Comentários
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Ler mais:http://aventar.eu/2013/09/03/os-professores-contratados-e-o-cheque-ensino/
Setembro 7, 2013 at 11:02 am
O Estado enquanto financiador do lucro privado – Arrastão: Os suspeitos do costume.
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Ler mais:http://arrastao.org/2883216.html
Setembro 7, 2013 at 11:03 am
Atenta Inquietude: MUITOS PROMETEM, CRATO CUMPRE
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Ler mais:http://atentainquietude.blogspot.pt/2013/09/muitos-prometem-crato-cumpre.html
Setembro 7, 2013 at 11:04 am
Sexta-feira, 6 de Setembro de 2013
Bem-vindos ao «cheque-ensino» (II)
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Ler mais:http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/09/bem-vindos-ao-cheque-ensino-ii.html
Setembro 7, 2013 at 11:11 am
#0:
Não te preocupes que o Nuno Cr@to/emissários se foi preciso até à praia e/ou café foi ter com “eles”: são amigos e da mesma cor política, não?
Setembro 7, 2013 at 11:16 am
Tribuna Livre
Carta aberta aos pais portugueses
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d.r. Ver Fotos »
David Roque – Professor de História
Caros pais portugueses, é urgente dar-vos uma palavra de esclarecimento. Um alerta: há sereias que prometem a liberdade sem explicar o preço dessa dádiva. É então necessário explicar o que pode estar em causa no jogo de ilusões à volta da «reforma» educativa.
Desenvolveu-se a ideia do cheque-ensino como materialização de uma suposta liberdade de escolha quanto à escola a frequentar pelos vossos educandos. As maravilhas do cheque já foram incensadas quanto baste nos últimos tempos.
Compete-me, como interessado na matéria e como profissional do ensino, fazer o papel de «inimigo da liberdade de escolha» e de membro da «Associação de Amigos do Saque ao Contribuinte».
Há várias considerações a tecer sobre o cheque-ensino, pedagógicas, económicas, até às históricas. Começo por este último aspeto. A escola portuguesa não tem uma matriz anglo-saxónica na sua origem e desenvolvimento, porque o catolicismo não incentivou a criação de escolas locais, ao contrário do que promoveu o protestantismo nórdico, apostado na universalização da leitura da Bíblia.
A escola anglo-saxónica e nórdica é herdeira deste espírito comunitário e autonómico da criação de espaços de aprendizagem da escrita e leitura. Portugal, à semelhança da França, não se preocupou tão precocemente com a universalização dessas competências, pelo que a escola só tardiamente se massificou, e sempre sob a alçada do Estado e não da comunidade.
Foi a tutela central que procurou criar um ensino público em Portugal, desde o Marquês de Pombal, com as Escolas Menores e os seus 800 mestres de ler, até à nossa atualidade, com a obrigação de frequência de 12 anos de ensino e cerca de 93% da população alfabetizada.
Ao invés do caso anglo-saxónico e da área protestante, o ensino comunitário e privado luso nunca teve relevância neste percurso. O Estado, com os impostos dos cidadãos, realizou esta tarefa. Um investimento económico hercúleo e continuado ao longo de mais de dois séculos.
Ora, se a verba que o Estado pode dispender com o ensino é fixa (com tendência para a redução), como pode vir a financiar a escola pública e a privada ao mesmo tempo com o cheque-ensino, sem que a pública não venha a perder com isso? É uma medida de gestão irracional, tendo em conta o investimento feito.
Pedagogicamente, como se pode admitir a ideia de concorrência e competição entre escolas? O bom ensino não deve ser garantido para todos os portugueses? Admitir a competição é aceitar que umas escolas são vencedoras e outras perdedoras, o que é uma aberração, porque o Estado não pode admitir que haja espaços de ensino falhados.
Se tal se verifica no terreno, é aí que se deve intervir e retificar e jamais abandonar e desfinanciar. Não se pode aplicar uma lógica comercial ao ensino, de todos contra todos e de falências e fecho para os ditos «deficitários». É um absurdo! É retroceder na ideia de um ensino universal e de boa qualidade.
Ainda recentemente um estudo, no Porto, demonstrava que os alunos do público estavam melhor preparados para a frequência do ensino universitário do que os do privado. Um estudo «sabiamente» ignorado.
Quanto à propalada liberdade, não é despiciente ter em conta que os mais fervorosos defensores do cheque-ensino sejam as classes-médias da metrópole portuguesa. Só os grupos sociais financeiramente mais estruturados podem obter vantagens do cheque-ensino, uma vez que poderão pôr os seus educandos a frequentar o ensino privado ao pagar o valor não coberto pelo cheque.
Os mais desprotegidos, mesmo com o cheque, não terão dinheiro para pagar o restante que as privadas pedem. Portanto, o que se vai verificar é o mesmo que aconteceu na Dinamarca, onde os extremos sociais tenderam a afastar-se desde a introdução desta medida fomentadora da desigualdade social.
Também há a questão geográfica. É que se o menú pode ser extenso em Lisboa ou no Porto, o mesmo não acontece em Aljezur ou em Vimioso, onde as opções serão limitadas. Pode um pai de Aljezur exigir a ida do seu filho para a melhor escola de Lisboa, com transporte e alojamento pago? Claro que não, até porque a liberdade é só para alguns.
Cuidado, pais portugueses, não troquem a boa escola pública que hoje têm (com todos os seus defeitos) por uma futura escola pública pobrezinha e para os pobrezinhos. Se o dinheiro dos vossos (extensos) impostos não chega para a «despesista» escola pública atual, como pode vir miraculosamente a financiar também o sistema privado? Pensemos!
30 de Agosto de 2013 | 14:25
David Roque*
http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=57643
Setembro 7, 2013 at 11:18 am
Liberais que só o são agarrados à teta do Estado.
Setembro 7, 2013 at 11:20 am
#12:
Completamente.
Setembro 7, 2013 at 11:28 am
20
Ago 13
Os patetas do Colégio Alemão
Por manuel gouveia, às 21:06 | comentar | favorito
(…)
Ler mais:http://em2711.blogs.sapo.pt/2062725.html
Setembro 7, 2013 at 11:30 am
Domingo, 18.08.13
Que viva tempos interessantes
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Ler mais:http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/3457044.html
Setembro 7, 2013 at 11:45 am
23:44
Sab, 10/08/13
Cheque-ensino
Tia/tio – tá laá? É do colégio Nossa Senhora dos Aflitinhos’
Colégio – é sim.
Tia/tio – olhe queridaá, passe-me já ao director, sim?
Colég. – não sei se ele pode atender.
Tia/tio – olhe meninaá, sabe quem está a falare?Não tenho tempo para pirosices, tá a vere?
Col. – vou passar. Pode atender.
Tia/tio – tá laá? é o senhor Santos? Daqui fala Tatão Kiká de Brito Cunhaá. Olhe, tou a ligare porque li mesmo agora que vão dar cheques aos burgessos e que passam a andar nos colégios e tou furiosa! Quer dizer, uma coisa é brincar aos pobrezinhos de vez em quando, tá a vere, mas outra é o colégio ser invadido por hordas de ciganagem. Eu e os meus amigos tiramos imediatamente os filhos daí, percebee? Nem pensar em deixar os meus piquenos andarem com essa gente hórrórósa. Não pagamos uma fortuna para eles se darem com ciganos, percebe? Pagamos para eles se darem com a filha do Azevedo Coutinho, do Teixeira de Sousa e Mello e outros assim. Deus me livre! Os meus filhos a namorarem gente sem eira nem beira? Onde chegámos? Temos que pôr os filhos a estudar noutro país?
Direct. – nem pensar! Mas é claro que não queremos essa gente aqui no colégio! Somos um colégio de boa reputação e só temos aqui boas famílias com ligações importantes. Já está tudo pensado. Vamos aceitar, um cigano, um pobrezinho, um gay negro e um aleijadinho. Mostramo-los nas festas e nas visitas oficiais. De resto, vamos angariar alunos de boas famílias cristãs mas que perderam muito com a crise. Esses, que de qualquer maneira andam nas escolas públicas injustamente porque pertencem a outra classe, outro ambiente. Que acha?
Tia/tio – acho ótimo! Claro que temos que ajudar um pobrezinho ou outro. Afinal, somos católicos e agora até há o Papa Chico que adora os pobrezinhos e fica bem levá-los às missas. Afinal, eu sempre apoiei a caridade e até dou roupas e isso aos pobres…
Tags: cheque-ensino
http://edicoespqp.blogs.sapo.pt/2472201.html
Setembro 7, 2013 at 11:47 am
#12
Um estado falido que persiste em viver falido não tem tela para que, para além do funcionário público, alguém nela viva pendurado. Vive agarrado à teta do contribuinte líquido.
Setembro 7, 2013 at 11:47 am
Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013
Bem-vindos ao «cheque-ensino» (I)
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Ler mais:http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2013/08/bem-vindos-ao-cheque-ensino.html
Setembro 7, 2013 at 12:57 pm
esse só à teta de mulheres..para ele devem ser uma servas e escravas do lar ponto…um xiita português…mas antes
á teta do que o pimneta e outrios q
Setembro 7, 2013 at 12:59 pm
mas antes à teta do que as empresas privadas e apimentadas que se agarram à parte masculina e a chupam até fazer sangue..o pimenta já vi que e é adepto do actual estado húngaro….aí alterar a constituição e outras coisas é bem fácil…
Setembro 7, 2013 at 1:53 pm
#20
Setembro 7, 2013 at 2:55 pm
“….Nuno Crato, o arauto da livre «concorrência entre escolas e entre sistemas», não brinca em serviço: para permitir que colégios e escolas privadas possam generalizadamente competir com a escola pública (e antes de lhes reforçar por este meio o financiamento), tratou antecipadamente de a enfraquecer e deteriorar.”
(ladrõesdebicicletas)
Setembro 7, 2013 at 3:35 pm
A liberdade incomoda… mas mais os professores do ensino público. O que os aflige mais, o dinheiro que o Estado gasta com a educação ou o melhor trabalho que outros, os privados, poderão fazer com esse dinheiro? Se o público é melhor, então esta medida não deverá fazer diferença. Se é pior, então esta medida dará uma verdadeira oportunidade aos mais pobres e desfavorecidos. Ou o povo só escolhe bem quando contrata funcionários públlcos?
Setembro 7, 2013 at 3:37 pm
Se o processo de escolha depender somente da vontade dos cidadãos (leia-se contribuinte), então onde estará o problema? Que todos lutemos para que não hajam privilegiados no acesso ao ensino, e que evitem a imposição de uma solução só porque é feita por funcionários públicos. Eliminem as barreiras para que qualquer professor possa montar uma escola, fiscalizem se as escolas cumprem a sua função e fechem as que não cumpram. Todas as escolas, incluindo as públicas.
Setembro 7, 2013 at 3:56 pm
#24,
O dinheiro que o Estado gasta com a educação é o nosso dinheiro, o dinheiro que vem dos nossos impostos.
O problema é quando há uma estratégia deliberada de enfraquecer e deteriorar a escola pública. E é isto que custa a aceitar, ainda mais quando se baseiam as medidas de cortes, mega agrupamentos de escolas, aumento de alunos por turma e autonomias disfarçadas, como se fossem o resultado de um debate e conclusões sérias sobre o assunto – melhores aprendizagens e melhores oportunidades para os alunos, para todos, para o país.
Setembro 7, 2013 at 4:25 pm
#24
Se quer eliminar todas as barreiras dois caminhos:
– Proibir todo o tipo de escolas privadas. De outra forma terá sempre uma barreira económica.
– Permitir escolas privadas mas fixar preços tabelados pelo governo.
É isso que quer?
Setembro 7, 2013 at 4:37 pm
Características do pós-liberalismo:
O estado financia os seus directos competidores;
O estado impede a diversificação da oferta;
O estado cria mercado tornando o consumo obrigatório.
Realmente têm razão pois o estado presta um mau serviço ao agir desta maneira. O problema é que se não o fizesse lá se ia o negócio.
Setembro 7, 2013 at 10:29 pm
# 25, eu não sei ao certo se existe uma estratégia deliberada de destruir a escola pública, mas a verdade é que ninguém se interroga porque é que a escola “pública” se tem sentido tão ameaçada por uma medida, no mínimo, popular. Eu só posso falar por aquilo que pretendo ter, não por aquilo que outros têm intenção de fazer. Eu quero poder optar e é sobre isso que deveríamos estar a falar: o sistema não existe para os seus funcionários, é precisamente ao contrário, o sistema e os seus funcionários existem por causa de “mim” e de todos aqueles que necessitam do serviço prestado, e eu acho que sou melhor servido de outra maneira. Por pensar assim é que eu não posso ser apoiado? Não é justo. É que de outra forma, tal como tem acontecido, eu sou obrigado a pagar duas vezes, e a minha solidariedade tem limites.
#26 Eu confio na capacidade de iniciativa das pessoas, em particular dos professores. Estes, perante uma necessidade objetiva da população, esforçar-se-ão por oferecer o que se procura. Nem que seja por uma trivial questão de sobrevivência. O importante é não impedir ninguém de poder oferecer o seu serviço, senão, mais uma vez, estaremos a falar de mercados protegidos, os quais serão por definição, mais pobres de valor.
Aliás, estou convencido que neste momento, perante a manifesta dificuldade de ter mais professores no sistema estatal, a possibilidade de abrir novos e diversificados estabelecimentos de ensino abre uma janela de oportunidade para todos aqueles que foram ou serão excluídos neste processo de ajustamento.
Eu só quero poder escolher o que entendo melhor, no meu caso concreto, a escola “pública” está muito longe disso, mas haverá outras pessoas para quem sirva, e para essas não vejo que estas medidas possam ter qualquer significado especial. Devo dizer aliás, que só peço a exata quantia que os meus filhos gastariam ao erário público se frequentassem a escola “pública”, não quero mais. Também não preciso de mais, porque ainda sobraria dinheiro, mas de bom grado deixaria a diferença nos cofres do Estado.
Eu até defendo algo ainda mais avançado, que é permitir que as famílias escolham e negoceiem o valor do serviço prestado pelo ensino das suas famílias. Por mim posso falar, eu pouparia bastante ao Estado e sobrar-me-ia algum dinheiro para outras atividades extra-curriculares.
#27 O Estado não tem concorrentes, o Estado é nosso e serve para nos prestar serviços, não para especificamente contratar funcionários públicos, estabelecer carreiras e regras de promoção, avaliação de desempenho, entre outras questões menores que têm sido malogradamente, o centro da discussão, seja por via direta (ouça-se o Sr. Mário Nogueira), seja por via do argumentário da proteção da “escola pública”.
A “escola pública” é toda ela, não somente a que é fornecida por funcionários públicos, porque o bem fornecido é o que está consagrado na Constituição da República nos dois casos. Portanto, a conceção da escola fornecida pelo Estado é que está errada, nada tenho a dizer do financiamento pelo Estado, isso é somente o cumprimento da lei.
Acresce que todos somos cidadãos, os que querem a escola do Estado, e os que querem a outra escola. E todos temos direito à escola, dentro da nossa escolha, não a escolha que um qualquer deputado, membro do governo, sindicato ou funcionário público queira fazer por nós. A única restrição conhecida é, não podia deixar de ser, o dinheiro disponível para financiar o serviço.
O Estado tem que simplificar o acesso ao serviço. A forma de o fazer tem que ser tal que qualquer profissional, ou grupo de profissionais, ou empresa, ou cooperativa, ou…, desde que ofereça as mesmas condições dos demais, leia-se capacidade técnico-científica para prestar o dito serviço, possa efetivamente montar a entidade para o fazer. Será que assim não estaríamos todos mais bem servidos? Eu acho que sim!
Concordo com a última frase, não tendo a certeza se pretende dizer que tal é bom ou mal. A minha interpretação é que é excessiva a forma como o Estado interfere nas nossas decisões de projeto de vida. Eu não concordo com um ensino obrigatório, facilmente encontramos cenários em que estamos a forçar gente a fazer o que manifestamente não quer. E para cúmulo, muitas dessas pessoas têm um desempenho péssimo, aliado a um comportamento desadequado. Como as escolas não podem afastar ninguém, temos este cenário estranho de prisões no formato escola, com a agravante que essas pessoas estão mesmo a desperdiçar o seu tempo e o nosso dinheiro.
Setembro 7, 2013 at 10:42 pm
Uma pergunta, alguém acha mesmo que o que temos agora aumenta menos a distância entre ricos e pobres? Já se interrogaram quem efetivamente beneficiará mais com tal medida?
Deixem-me adiantar um pouco, a classe média é o alvo! A classe mais favorecida continuará a utilizar os colégios mais caros, porque poderão continuar a suportar o sobre custo. A classe mais desfavorecida, continuará a utilizar as escolas que lhe são mais próximas, normalmente públicas. Há motivos culturais associados a esta escolha, não me perguntem porquê, mas normalmente as pessoas mais desfavorecidas são contrárias a frequentarem escolas com pessoas que estão longe do seu meio normal.
A classe média, que é a mais numerosa no nosso país, é aquela que tem algum poder de escolha, que será mais beneficiado com esta medida.
Com a vantagem de as classes mais desfavorecidas poderem mudar o seu rumo, caso assim entendam.
POR ISSO, BEM HAJAM! Obrigado por se terem lembrado de mim. Eu já desesperava de tanto esperar…
Setembro 9, 2013 at 10:14 pm
#28
Como se todo o seu raciocínio não dependesse à partida do facto de que existe um ensino obrigatório largado a 12 anos. Retirem primeiro isso e logo falamos. Se calhar depois já não temos assunto.