… visto que as escolas os facultam ao longo de todo o ano para aquela coisa que dá pelo nome de MISI@.

  • Quantos foram verdadeiramente os professores contratados nos últimos anos, fazendo-se a distinção entre número de contratos e número de professores, pois há contratados com 2, 3 e 4 contratos por ano.
  • Qual a distribuição, por intervalos de horas lectivas e duração do contrato, da duração dos contratos desses professores, porque é diferente um contrato para 6 horas para 2 meses e um contrato anual com horário completo.
  • Quais os grupos disciplinares em que foi necessário recorrer a mais contratos/contratados (e respectivo peso relativo) e quais as razões para isso (doença dos professores do quadro, destacamentos em outros serviços, gravidez, alteração do número de turmas inicialmente previstas) e em que escolas/agrupamentos.
  • Qual é o número actual de professores nos quadros, qual a sua evolução nos últimos 5-10 anos, e qual a sua distribuição pelos escalões da carreira e qual a incidência das reduções ao abrigo do artigo 79º.
  • Qual é o número verdadeiro de pedidos de aposentação durante o ano de 2012 ou mesmo até Julho de 2013.

Estes números, por estranho que pareça, não são conhecidos publicamente e os que surgem, com algum atraso temporal, raramente batem certo de acordo com as diversas publicações, mesmo se a fonte oficial é a mesma. Não é fenómeno de agora, mas tentem usar os dados de diferentes publicações do MEC, do INE e da actual DGAEP e perceberão do que falo. Nada bate certo seja com o que for e nem é preciso entrarmos pelo território pantanoso das coisas tipo-FMI.

Mas estes números são essenciais para, cruzando-se com os dos alunos, fazer uma rigorosa prospectiva das verdadeiras necessidades – num quadro de estabilidade curricular e de organização dos horários dos professores – em termos de pessoal docente.

Enquanto o que existe são sarrafadas para o ar, conforme as conveniências, toda a gente se sente no direito de opinar sobre estes assuntos, usando os dados que lhe dão mais jeito, de governantes a assessores encapotados, passando por editoriais da imprensa do dia.