Quinta-feira, 29 de Agosto, 2013


… quando andam a fazer do mesmo ou pior do que ele.

A coisa mais ridícula é eu ler por aí – com ênfase no facebook – que o PS fez isto e aquilo, que levou o país à bancarrota e que isso é que deveria ser inconstitucional quando boa parte dos actuais governantes foram responsáveis, por cumplicidade e não apenas por omissão, por alguns dos maiores desastres da desgovernança recente.

Afinal… a actual ministra das Finanças não era gestora pública nesse períodos, como outros secretários de Estado, uns que já foram e outros que ainda estão?

Não foram muitos consultórios de advogados do PSD coniventes com negócios do anterior desgoverno, como é o caso do contrato com a Parque Escolar com o escritório do actual ministro da Defesa?

Não foram muitos autarcas alaranjados parceiros activos na implementação das políticas de Sócrates em áreas como a Educação?

Portanto… vamos lá ter vergonha na cara e não mascarar a falta de vergonha agora com a falta de vergonha anterior porque se malfeitorias antigas justificam novas malfeitorias continuamos no círculo vicioso que este PM dizia ir quebrar.

E, de certa forma, até justificariam restrospectivamente os excessos dos PREC com os atropelos da ditadura. Já perceberam, ao menos, a tautologia (para não dizer curteza de inteligência) desse tipo de raciocínio?

… o que é uma abada que nem o Sporting tem conseguido dar.

  1. O princípio da separação de poderes, mesmo quando andam com a boca cheia de constitucionalismo à americana. Ao mesmo tempo, criticam o carácter histórico da Constituição Portuguesa (escrita e revista no último quartel do século XX) quando usam como farol uma Constituição com mais 200 anos que admitia o esclavagismo e desprezava as mulheres como cidadãos. Gente ignorante.
  2. Que a existência de um tribunal superior que fiscaliza a constitucionalidade das leis comuns é um princípio básico de defesa contra os abusos das maiorias conjunturais. Parece que há gente que não entende que o que hoje é força de bloqueio, amanhã pode ser o último travão aos desmandos alheios. Gente burra!

Entre outras coisas.

Aguarda-se briefing, com ou sem demissões.

Num país normal, seria o PM a demitir-se após novo chumbo, mas… o testa de ferro dos putos tóxicos aprendeu com o engenheiro e refinou na hipocrisia.

XXI Colóquio da Secção Portuguesa da Afirse

EDUCAÇÃO, ECONOMIA E TERRITÓRIO:

O lugar da educação no desenvolvimento

30 e 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2014 |Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

A secção portuguesa da AFIRSE vai realizar o seu XXI Colóquio e convida todos os interessados a participarem

Submissão de resumos até15 de setembro de 2013

APRESENTAÇÃO DO COLÓQUIO
Os trabalhos concretizar-se-ão através de conferências, sessões plenárias e ateliês. Nos ateliês, será privilegiada a partilha de resultados de trabalhos de investigação e o debate em torno desses resultados. Tal como em anos anteriores, este colóquio destina-se a todos os investigadores, professores, educadores e outros profissionais da educação e da formação, bem como aos estudantes que se preparam para a intervenção ou a investigação nestes domínios. Participarão no colóquio especialistas nacionais e estrangeiros, nomeadamente de países em que a AFIRSE está representada.

PROBLEMÁTICA
Educadores, investigadores, economistas, sociólogos, políticos e demais cientistas sociais reconhecem o papel da educação no progresso social, na criação de riqueza, na coesão e justiça sociais, na equidade. Este papel encontra-se indelevelmente ligado ao ambiente histórico e económico de cada contexto local, nacional, transnacional.
Sendo a educação fonte de riqueza pelas qualificações e oportunidades que produz, esta riqueza constitui-se como indispensável ao seu próprio desenvolvimento, distribuição e consumo justo. Aliás, o papel da educação nas sociedades exige a sua produção em qualidade mesmo em situações de crise económica pois uma colectividade não pode perder, para os tempos futuros, gerações qualificadas em consequência de uma qualquer crise. Há assim uma relação inevitável entre a educação e a economia, laço que se ajusta em cada momento e realidade social. Missão, objectivos e professores, ciclos e currículos, projetos e gestão, distribuição e financiamento são influenciados e fortemente regulados pelos contextos local, nacional e transnacional. Por outro lado, o desenvolvimento é considerado, hoje, uma construção largamente local. As comunidades são chamadas e incentivadas a prosseguirem projetos próprios, visando o desenvolvimento social e humano.
Ora, a educação tem um papel principal neste processo, fazendo sentido falar-se de projeto e de políticas educativas locais. Nestas circunstâncias, o debate que se propõe abriga todas as contribuições em torno da problemática proposta e constitui uma exigência natural. Nesse sentido, o debate far-se-á em função de cinco eixos temáticos que não são, todavia, exclusivos dado que, dificilmente se consegue cercear e limitar o pensamento.

RESUMOS E COMUNICAÇÕES
As comunicações deverão basear-se em trabalhos de investigação e respeitar os eixos temáticos do colóquio. Os resumos são submetidos online, em português e francês, não podem exceder 2500 carateres (incluindo espaços) e devem identificar de três a cinco palavras-chave.  O texto do resumo deve incluir a indicação do título da comunicação e referências aos objectivos, ao enquadramento teórico, à metodologia e às conclusões principais da investigação/estudo em causa.
Só serão aceites as propostas de comunicação que apresentem resumos nas duas línguas do colóquio, o português e o francês. No caso das comunicações colectivas, solicita-se a indicação do nome de um dos autores para eventuais contactos por parte da organização.

DATAS IMPORTANTES
Os resumos deverão ser enviados até ao dia 15 de setembro de 2013.
A aceitação será comunicada até ao dia 15 de novembro de 2013.
Os textos das comunicações, que não devem exceder 30 000 carateres (incluindo espaços) deverão ser enviados até ao dia 28 de fevereiro de 2014.

 Mais informações:www.ie.ul.pt

Foi publicada a lei das 40 horas de trabalho na administração pública, uma das leis mais ideológicas desde 1975. Digamos que é uma das pedras de toque do anti-PREC que estamos a viver, com o beneplácito ou a habitual anomia que caracteriza(m) a inacção do actual Presidente da República em tudo o que não seja olhar prós cagarros.

É uma lei estúpida, na linha da estupidez de tudo o que aposta na quantidade em vez da qualidade, que considera o aumento da produção total mais importante do que o aumento da produtividade.

Sobre o horários dos professores, já sabemos que o MEC prometeu que não aumentava a componente lectiva, apenas retirava muito do que fazia parte dela. Quanto ao tempo de estadia nas escolas, logo se vê.

Mas como toda e qualquer promessa do MEC ou dos actuais governantes, já sabemos que tem a validade de uma verdade pimentamachadista.

De qualquer modo, como qualquer lei estúpida, acabará por ser contornada em matéria de efectivo esforço, pelo menos na parte que me toca e declaro desde já – até em forma de repetição – que desenvolverei as minhas estratégias defensivas adequadas a qualquer aumento do meu horário de trabalho, não compensado por qualquer aumento salarial, muito pelo contrário.

Também eu passarei a considerar a partir do momento considerado adequado que são lectivas diversas tarefas que eu antes fazia fora das aulas ou mesmo em casa.

E se querem que vos diga tenho um interessante suporte teórico para fundamentar tais práticas, que nenhum ramirílio ou puto tóxico que adultera quadros para o FMI terá bagagem para contrariar.

Se o Conselho é “das Escolas” porque é formado apenas por director@s? É por ser mais fácil o processo eleitoral e mais clara a subordinação hierárquica?

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