Segunda-feira, 26 de Agosto, 2013


The Stranglers, Something Better Change

Ten Roles for Teacher Leaders

The ways teachers can lead are as varied as teachers themselves.

Educação: por uma estrutura do século passado

 

Sugestão do Luís Braga.

A empresa de informática J.P. Sá Couto, criadora do computador Magalhães, o seu vice-presidente e outros 39 arguidos vão ser julgados por associação criminosa e fraude fiscal qualificada superior a cinco milhões de euros.

Há alguma razão lógica ou de ordem pragmática que explique que, num tempo em que os meios informáticos resolvem as coisas num piscar de olhos ramelosos, os resultados dos concursos de professores aconteçam apenas no último dia do mês de Agosto, quando no início de Setembro já têm de se apresentar na escola de colocação?

Seria pedir muito que revelassem a coisa com alguma antecedência ou é mesmo gosto pelo suspense?

Este ano parece que é um luxo pois como o fim de semana cai a 31 de Agosto e 1 de Setembro, o pessoal tem mais umas horitas para arrumar a casa às costas…

A menos que adiem tudo para a manhã de dia 2…

SEMINARSTATE OF THE ART

OF RESEARCH IN TEACHER EDUCATION

SEPTEMBER 5, 2013  | 9:00 – 18:00

UNIVERSITY OF LISBON CONFERENCE HALL | PORTUGAL

FREE ADMISSION, but prior registration is required HERE

 

This seminar is organized in the scope of the EDITE project (www.edite.eu), an EU funded multilateral project that offers a new curriculum for teacher education designed to create a joint platform between academics and substantiate applied research areas through the production of grounded knowledge.

This project is developed with researchers from several universities, such as: University of Innsbruck, Austria (Project Leader), Eötvös Loránd University (Budapest, Hungary), University of Lower Silesia (Wrocław, Poland), University of Lisbon (Portugal), and University of Bucharest (Romania).

For more information see: www.ie.ul.pt

A fiscalização da constitucionalidade da lei dos vínculos, dita da requalificação

Com o devido agradecimento ao autor pelo envio.

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Escola do Porto encerra e contraria garantias do Governo

Ministério avisa pais dos alunos da EB1 José Gomes Ferreira, no Porto, do fecho da escola três semanas antes do arranque do novo ano lectivo.

Por “nenhuma escola vai fechar este ano” entende-se um indicador de referência, a partir do qual se estabelece uma margem de erro aceitável, em que afinal poderão fechar escolas desde que antes se tenha feito um comunicado a explicar que é uma situação excepcional e, portanto, não cabe no conceito de “nenhuma” enquanto determinante não determinista, mas apenas relativo ou mesmo indefinido.

Andamos a anunciar a retoma há, pelo menos, uns 5 anos. Cada vez que três gafanhotos saltam junto da janela de um ministro da área económica, isso é visto como sinal iniludível da mítica “retoma”.

Parece que existem por aí uns indicadores que se anunciam animadores.

E só faltou um foguetório à joãojardim e elogios póstumos ao Gaspar.

Sobre isso gostaria apenas de escrever o seguinte enquanto leigo não iniciado nas artes ocultas da tarologia:

  • Após anos e anos de descalabro, é difícil não se atingir um ponto em que alguma coisa não consegue piorar ainda mais. Um terreno muito árido, após secas sucessivas, não se torna um oásis só porque lhe cai em cima alguma água dos sanitários de um avião em trânsito.
  • Quando um indicador deixa de descer tanto como antes, isso não significa a inversão da tendência. Quando o condutor de um carro que vai direito a um muro de betão tira o pé do acelerador, o carro perde velocidade mas estampa-se na mesma.
  • A existência de um indicador episódico positivo ou menos negativo não significa que existe uma tendência. Ler que o “clima de confiança” na actividade económica melhorou à aproximação do Verão tem o mesmo significado da alegria daquele senhor que vê aproximar-se o dia em que a sua religião lhe permite fruir de um pouco de toucinho (no sentido metafórico carnal que lhe quiserem dar); no dia seguinte já só tem a memória e restam-lhe mais de 360 de nova abstinência. Se perguntarem aos empresários, em Outubro-Novembro, se esperam que Dezembro seja melhor, aposto três unhas encravadas do meu pé esquerdo em como obterão uma média favorável nas respostas.

Não me interessa entrar na questão que animou as redes sociais e blogues quase tanto quanto a recuperação do Benfica nos descontos, ou seja, o falecimento de António Borges.

Mas interessa-me analisar com a devida superficialidade o elogio fúnebre que Marcelo Rebelo de Sousa lhe fez ontem na TVI e que se baseou em conceitos que muito estranho.

Disse MRS que António Borges, ao saber do estado de saúde em que estava e principalmente na fase mais terminal, trabalhou incansavelmente e optou por dizer aquilo em que muito acreditava, com coragem, substituindo-se nisso aos elementos do Governo.

Pelo caminho, fez um paralelismo com Maria José Nogueira Pinto e falou na forma como as pessoas que acreditam na eternidade vivem a passagem para essa eternidade, com mais calma e assumindo com clareza as suas convicções.

Isto baralha-me porque, como agnóstico e descrente da eternidade, acho que quem acredita em recompensas celestes pelos bons actos terrestres não deveria ter receio em ser corajoso toda a sua vida e não sentir essa súbita coragem só na iminência de ir para a tal eternidade.

Complicado é quem acha que tudo se paga cá na finitude terrestre falar verdade, sem receio das consequências, ao longo da sua vida, sem esperar pela proximidade do fim da vida. Porque não acredita que será compensado pelas chatices que lhe podem acontecer (e acontecem) cá em “baixo”.

Tenho a certeza que MRS não queria fazer este tipo de elogio que acaba por ser paradoxal: então quem acredita na salvação eterna dos justos só ganha coragem para falar abertamente sobre as coisas quando sabe estar de partida?

Antero79

(c) Antero Valério