… desta vez em torno de uma espécie de holograma ou, melhor, de uma quimera: uma prova de acesso ao exercício de uma profissão imposta pelo mesmo ministério que tem feito tudo para que a profissão tenha cada vez menos efectivos e nenhumas novas contratações.

Pub24Ago13

Público, 24 de Agosto de 2013

É como se um vegetariano fizesse uma prova de acesso às carnes que podem ter lugar na sua dieta.

Entre os simulacros e fogos de artifício na área da Educação este bate o da ADD.

Porque o que está em causa não é seleccionar os melhores – não é uma prova escrita que define a qualidade de um professor, em especial se for feita por quem não se sabe se é bom professor ou outra coisa – é apenas criar um pré-mecanismo de exclusão, que nem chega a ser populista, pois qualquer pessoa percebe que se há gente profissionalizada especificamente para a docência que não tem condições para o fazer é porque alguém – os seus formadores, as Universidades, os Politécnicos, que fornecerão quase certamente os autores da tal prova – falharam na sua missão.

Não é a avaliação da qualidade dos professores que contesto, é a metodologia preguiçosa e intelectualmente pouco séria, em especial quando defendida por gente que fez carreira a formar (e a aprovar) os professores de que agora dizem desconfiar.