Sexta-feira, 23 de Agosto, 2013


U2, Until the End of the World

Pagar a taxa da prova.

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Nem sabem o esforço que eu tive de fazer para me portar bem com o título deste post. Confesso que ainda estou arrependido por não ter querido fazer uma alusão literário-bedéfila e designar o post apenas como Tintin au Congo.

REUNIÃO DA ANVPC COM VÁRIOS CENTROS DE EMPREGO/IEFP – SUBSÍDIO DE DESEMPREGO

A Associação Nacional dos Professores Contratados reuniu, nos últimos dias com alguns centros de emprego de relevância nacional, no sentido de os auscultar acerca dos procedimentos que irão tomar face ao previsível acréscimo exponencial de afluência de docentes no próximo dia dois de setembro, considerando a espectável ausência de colocações de professores no dia trinta e um de agosto.

A ANVPC realça a relevância destes contactos quer para o IEFP quer para os Professores Contratados, já que foram estabelecidas algumas modalidades de intervenção e de operacionalização de procedimentos, no sentido de minimizar o impacto negativo dos tempos de espera para atendimento. 

Mais se informa todos os Professores Contratados, que se irão deslocar para requerer subsídio de desemprego, do seguinte: 

– Ser o próprio interessado a requerer o subsídio;

– Ser portador do modelo 5044 (original, não cópia nem impressão) devidamente preenchido (carimbado e assinado, sem rasuras, com data de fim de contrato e assinalado um só motivo para despedimento), ou comprovativo do envio pela internet (retirado pela entidade empregadora);

– Ser portador do original do bilhete de identidade e cartão de contribuinte ou cartão de cidadão ou autorização de residência, válidos;

– Ter disponibilidade e capacidade para o trabalho (não se encontrar de licença de maternidade ou paternidade, nem incapaz por motivo de doença – exceto se a incapacidade por doença iniciada após o desemprego – nº4, art 72º do DL 64/2012 de 15 de março);

– Residência no concelho do centro de emprego.


Mais Informações de interesse em:

http://www4.seg-social.pt/subsidio-de-desemprego

http://www.netemprego.gov.pt/

Lei prevê que Inspecção de Finanças conserve papéis dos swaps por 20 anos

Portaria usada para justificar destruição de papéis de trabalho prevê três anos de vida activa para os documentos e mais 17 anos de conservação em arquivo intermédio. Foram eliminados papéis relativos à Refer, Metro de Lisboa, Metro do Porto e TAP.

Centenas de autarcas escapam à limitação de mandatos

Mesmo que o Tribunal Constitucional considere nulas candidaturas de autarcas com mais de três mandatos, as que não foram alvo de pedido de impugnação já não podem ser travadas.

… que ele teve a simpatia de me enviar há uns anos.

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Entidades públicas obrigadas a divulgar salários e suplementos até final de Setembro

Ministério da Educação não desiste de prova para professores

Negociações com sindicatos em curso.

Aviso desde já que faço post para dar conhecimento da actualidade, não por achar que estas negociações servirão para grande coisa.

Fiquei apenas com uma dúvida: os professores que queiram leccionar em escolas com contrato de associação com o MEC também irão fazer esta prova?

Ahhhh… fiquei com outra…. malta que não dê aulas há mais de 10 ou 20 anos também deverão fazer uma prova de actualização de conhecimentos?

O tal “eduquês” – embora a paternidade do termo seja entre nós incontroversa, nem sempre a definição ou aplicação concreta segue o que foi designado” como tal pelo ex-ministro Marçal Grilo. Recordemos que, para ele, o “eduquês” era uma variante do discurso sobre Educação, produzido por alguns especialistas em “Ciências da Educação” e com um vocabulário hermético e formulações muito complexas, que pareciam ser feitas especificamente para confundir os leigos e manter a discussão afastada do vulgo. Adicionalmente, com o sucesso do termo, a sua definição informal passou a incluir também variantes do discurso sobre a Educação muito marcadas pela promoção do sucesso dos alunos a qualquer preço, com a deslocação da responsabilidade do insucesso quase em exclusivo para os professores, assim como teorizações desculpabilizantes como a excessiva contextualização das atitudes de indisciplina e violência, Em paralelo, ao discurso “eduquês” foram sendo associadas práticas pedagógicas muito marcadas pelas abordagens multi-isto ou trans-aquilo e práticas de tipo burocrático destinadas a fazer os professores justificar todas as suas decisões que pusessem em causa os desejáveis níveis de sucesso dos alunos. Sei que esta é uma definição com alguma parcialidade, mas penso que, mais coisa, menos coisa, era disto que se tratava quando, há coisa de 10-15 anos, se vulgarizou a crítica ao “eduquês” a partir dos escritos, mais ou menos justos, de um Guilherme Valente ou de um Gabriel Mithá Ribeiro, a que rapidamente se associou Nuno Crato e um ou outro latecomer, que acabou por se tornar o principal vulto do que se considerou o “anti-eduquês”, ou seja, um discurso inverso destinado a reforçar o rigor e sobriedade do discurso pedagógico, a crítica ao sucesso na base do facilitismo e às práticas curriculares com escasso conteúdo. Embora cedo alguns teorizadores mais políticos tenham associado o tal “edquês” a concepções pedagógicas de “Esquerda”, a verdade é que essa é uma visão simplista do fenómeno, visto que personalidades muito diversas e com trajectos políticos curiosos (desde logo o ex-especialista do IIE, então no CDS, e ex-secretário de Estado, então no PS, Valter Lemos) se podem associar a essa variante do discurso redondo e balofo sobre Educação, enquanto muita gente de Esquerda se distingue por abordagens rigorosas, concretas e substantivas (António Nóvoa, João Barroso). O “eduquês” é mais herdeiro de um abastardamento do discurso pós-moderno, no seu cruzamento com algumas pedagogias libertárias, realmente com raízes à Esquerda (Paulo Freire), do que necessariamente de uma corrente política. Basta verificarmos como há 15 anos o chamado “Estatuto do Aluno” continua preso a concepções teóricas confusas, com preâmbulos palavrosos e intenções fofinhas, tenha sido aprovado com maiorias à Esquerda (o anterior) ou à Direita (o actual).

Tudo isto para dizer que o actual MEC se destacou no combate ao tal “eduquês” e a sua subida ao poder foi vista como a possibilidade de inversão da lógica do discurso sobre Educação que se esconde atrás de subterfúgios de linguagem e apresenta o “sucesso” como um imperativo categórico, apresentando os professores como os principais obstáculos à sua concretização e forçando-os a legitimar burocraticamente todos os seus actos devido a uma radical desconfiança dos responsáveis políticos e especialistas de serviço a cada momento, acerca da má vontade da classe docente, no seu todo. E essa possibilidade parecia mais real quando Nuno Crato repetidamente criticava o centralismo do Ministério da Educação, os “comissários políticos” (inspectores) enviados às escolas para as controlares e prometeu a “implosão” do edifício burocrático-administrativo que estaria a asfixiar a Educação em Portugal.

Resumindo a coisa: tirando a criação das provas finais do 4º ano e a eliminação das ACND (sendo que de todas a Área-Projecto era a que representava a maior excrescência), nada mais se concretizou. O discurso manhoso sobre Educação, com as palavras a servirem de véu sobre a realidade e os números a serem usados de forma truncada e instrumental, manteve-se e a implosão do MEC só aconteceu ao nível da sua eficácia técnica em situações de regulação ou ao nível dos concursos, pois as estruturas de chefias intermédias se mantêm, apenas mudando de nome (de direcções regionais para direcções de serviços) e a estrutura orgânica do MEC ainda se tornou mais centralizada e piramidal, falhando por completo qualquer hipótese de efectiva descentralização ou desconcentração, que o discurso da “autonomia” não consegue esconder. Resumindo ainda mais: o “eduquês” enquanto estilo continua de boa saúde, apenas tendo mudado a substância da estratégia que serve. Antes servia um relativismo paralisante, agora serve um absolutismo das soluções únicas e incontestáveis. Em qualquer dos casos, o uso da “liberdade” como argumento é um enorme abuso.

WARNING: This Blog Post May Be Too ‘Taboo’ for Wimpy Teachers

Como pode existir liberdade de escolha se o MEC não permite que as escolas públicas abram turmas para as quais têm alunos e professores?

Myths About Manning

Why Chelsea Manning may get out of jail much sooner than you think

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As tais gravações terão (também) sido destruídas na fonte ou no destino inicial?