… que não passei enquanto aluno ao longo de todo o ensino básico na década de 70 e que raramente conheci enquanto professor desde finais dos anos 80 e só, se a memória não me falha, em turmas do Secundário no início da década de 90: turmas de 30 alunos no 5º ano.

A petiza cá de casa tem o prazer de ir experimentar a coisa. Na sua escola, salvo uma turma reduzida anda tudo entre os 26 e 30 alunos, algo que é, atendendo às instalações das escolas da periferia não intervencionada, um enorme atentado a qualquer inteligência mediana e um atentado ao trabalho de alunos e professores.

Eu sei que muita gente dá ou deu aulas em auditórios universitários para 100 ou mais alunos mas – há que dizê-lo com frontalidade – salvo casos de rara excepcionalidade pedagógica – eram uma grande porcaria de aulas, de sentido único e leiam lá as sebentas.

Agradeço ao actual ministro e às luminárias que o alumiam neste seu caminho em direcção ao desconhecido e mais além, a possibilidade da minha educanda conhecer um nível de ensino em piores condições do que aquele que eu experimentei em meados dos anos 70 na avermelhada margem sul.

É obra.

Claro que do novo tipo da Confap não espero nada, que ele anda mais preocupado com outras coisas, embora de vez em quando lhe venha a cólidade à boca.

E há uns anos, quando assinei e ajudei a promover aquela petição em defesa de uma diminuição do número máximo de alunos por turma não o fazia apenas enquanto professor corporativista, mas enquanto encarregado de educação que não está à espera de cheques para ir bater à porta dos colégios dos santos.