Quinta-feira, 8 de Agosto, 2013


Bastille, Pompeii

Does Immigration Induce ‘Native Flight’ from Public Schools? Evidence from a large scale voucher program

(…)
Results from this study indicate an increase in native Danes propensity to enroll their children in free schools as the share of children with immigrant background becomes larger in their municipality of residence. The effect is most pronounced in small and medium sized municipalities, while it seems absent in larger municipalities. One explanation for the latter holds that residential segregation within larger municipalities makes a choice of private alternatives less attractive.

School choice, universal vouchers and native flight out of local public schools

Afinal, o que se pretende com o cheque-ensino? Pais e especialistas levantam dúvidas

Se tiver tempo, desenvolvo mais as declarações que fiz para lá, em particular as relativas à guetização escolar e ao aumento das desigualdades entre as melhores e piores escolas em países como a Suécia ou a Dinamarca.

Quanto ao MEC, se diz que nada muda, para quê este projecto aplaudido a quatro mãos pela AEEP?

Fica aqui: Projeto de Decreto-Lei – EnsPartCoop.

Nada de confusões porque o dinheiro não vai para as famílias mas continua a ir para as escolas. As “famílias” apenas indicam para onde vai a transferência bancária do Estado, no caso dos contratos simples e de desenvolvimento.

Já agora… actualmente existe uma fórmula conhecida para estes apoios (os contratos simples não são novidade alguma) dependente da capitação do agregado familiar. Nesta proposta de projecto-lei remete-se para uma futura portaria que ainda não se conhece em que termos será redigida.

Se for um valor uniforme ou se qualquer família puder aceder a esse tipo de apoio (modalidade de cheque-ensino universal, mais ou menos encapotada) será uma enorme derrota para todos aqueles que encaram este recurso como uma ferramenta capaz de diminuir desigualdades e apoiar os mais desfavorecidos.

Anoto que nesta proposta é concedida às escolas privadas uma verdadeira autonomia organizacional, nada parecida com o espartilho imposto às escolas públicas.

Fica aqui: GAVE Exames 2013.

Não me vou alongar muito na análise mas apenas prever que com a varridela que os alunos com retenções vão levar para o dito ensino vocacional em que só fazem exames nacionais se quiserem seguir outra via, em 2015 as médias são capazes de, em especial no 3º ciclo, terem melhorado bastante em relação ao tombo de 2013. Coisa para 10 pontos…

Mas tudo acontecerá de forma externa e independente, claro.

Ahhh… ia-me esquecendo… e graças à liberdade de escolha…

Exames2013

Porque permite o Estado às escolas privadas que subsidia, directa ou indirectamente, uma liberdade no modelo de gestão administrativa e pedagógica que proíbe às escolas públicas?

Aqui, aqui e aqui.

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