Sábado, 3 de Agosto, 2013


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Desculpem lá mas tive de serviço em outras lides…

E sim, as caipirinhas estavam mesmo on the rocks…

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Diário de Notícias, 2 de Agosto de 2013

… ao que me está fielmente atribuído na peça do DN de hoje sobre a generalização do chamado ensino vocacional.

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E o que tenho a acrescentar é que há poucas pessoas no país que tenham criticado mais este tipo de soluções de produção acelerada de “certificação” do que Ramiro Marques e Nuno Crato durante os governos de José Sócrates, sendo especiais alvos seus governantes como Valter Lemos e a sua ideologia prática do sucesso a qualquer custo.

Ambos foram críticos acérrimos de todas as estratégias que consideravam facilitistas para concluir ciclos de escolaridade com cargas curriculares aligeiradas e durações encurtadas.

Em especial o Ramiro dedicou posts sobre posts ao que acusava de ser um laxismo de tipo socialista que encobria os problemas com soluções manhosas.

Ora… este vocacional a partir dos 13 anos para bi e tri-repetentes, quando a escolaridade se alargou para 12 anos, mais não é do que da criação de um corredor de 2º linha (vão para eles apenas os maus alunos) ao lado do regular que vai permitir certificar muita miudagem com cargas horárias aligeiradas das disciplinas problemáticas para o sucesso e um currículo em forma de leque de ofertas tutti-frutti na vertente vocacional, sendo claro que não permite qualquer certificação profissional.

Mas tudo bem… se fosse uma alternativa, ainda se percebia. Mas ao querer-se a generalização apressada (à moda das antigas experiências piloto dos tempos de Ana Benavente e do IIE que tantas críticas mereceram) de uma experiência piloto numa dúzia de escolas cuja avaliação nem sequer foi divulgada (mas terminará em estudo tipo-IIE) e de um modelo que pretende levar à extinção de outras vias, esperar-se-ia um maior cuidado do que o da “varridela” dos incómodos das turmas regulares.

Porque entre quem repete e tem dificuldades há vários perfis e isso tinha alguma correspondência na diferença entre as turmas PCA e CEF, que não deveriam ser apenas relativas à idade dos alunos mas também às suas dificuldades.

Ora… o ensino vocacional pretende homogeneizar tudo numa solução única, que visa despachar os alunos com insucesso o mais depressa possível para atingir metas de sucesso, no que pouco se distingue de medidas antes colocadas em prática pelos governos anteriores.

A ligação ao mundo empresarial é ilusória, pois estes alunos não podem legalmente trabalhar, sendo que a carga horária de formação em contexto de trabalho é demasiado elevada para ser mera “simulação”.

Ou melhor… é mesmo mera simulação. Aquilo que Nuno Crato e Ramiro marques tanto criticaram aos governantes socialistas facilitistas.

Eu também criticava e continuo a criticar.

Não chega criticar’ Há que apontar outro tipo de medidas?

Facilmente…

Bastaria retocar o funcionamento dos CEF e dar mais autonomia à estrutura curricular dos PCA, assim como reforçar as equipas dos SPO das escolas. Não era necessário qualquer grupo de trabalho, experiência-piloto, equipa de avaliação e mais umas coisinhas que afagam o ego dos que gostam de passear pelos corredores.

Os socretinos acusavam de conservadores, atávicos e “de Direita” todos aqueles que não partilhassem a sua narrativa em forma de corrida para a frente e logo se vê.

Os relvettes e ramirílios que continuam  a servir de guarda pretoriana do vazio passista acusam de esquerdista, marxista e mentiroso todo aquele que não alinhe pela cartilha de um pseudo-liberalismo aprendido com cuspo em estadias em universidades da estranja.

As narrativas podem diferir, as clientelas só se sobreporem de forma parcial, mas as técnicas de reacção aprendidas em estudos gerais ou universidades de Verão são as mesmas.

… e ainda dizem que eu sou demasiado ácido e agressivo.

Poiares Maduro e Lomba são tão-somente o fascismo a bater-nos ao de leve à porta

Não é preciso hiperbolizar, são apenas spin-doctors, contratados para governantes por isso mesmo, um mais pelos looks que podem distrair @s mais incaut@s da mensagem, o outro pela capacidade argumentativa nas condições mais adversas.

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É sempre bom quando um qualquer livro nos consegue prender pela forma como aborda um tema nas primeiras páginas, enquanto se bebe um café com uma queijadinha pela manhã…

Mesmo se os temas são a fome e a globalização do medo, não apenas como estratégia do chamado terrorismo mas também como forma dos poderes instituídos manterem as populações mais facilmente domesticadas.

… é que ao contrário do que é usual, penso que já são @s jornalistas que fazem os possíveis por não publicarem as coisas que me saem já sem filtro acerca desta ou aquela situação ou citação dos actores em presença. Hoje foi sobre a generalização à força do vocacional.

Tenho de ir consultar a coisa em papel…

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