Quinta-feira, 1 de Agosto, 2013


The Black Keys, Thickfreakness

será sobre qualidade. Sim, leram bem, sobre qualidade. Ele há coisas…

Gaspar volta ao Banco de Portugal e passa a observador da troika

Miguel Relvas assume cargo de Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa

… concluírem o 3º ciclo fazendo um exame?

Aconteceu quando se alargou a escolaridade para 12 anos e se deu a possibilidade dos alunos que estavam em condições de concluir ainda apenas a escolaridade obrigatória de 9 anos, mas que tinham chumbado no 8º ano. Nenhum aluno conseguir, mas… as queixas de facilitismo foram bastante vocais por parte da Oposição de então, nomeadamente por parte do PSD e CDS, a que Isabel Alçada reagiu da forma habitual, negando.

Pronto.

Eu sei que é uma coisa diferente.

Mas agora o que me parece é que o novo ensino educacional na fast lane oferece algo que é diferente na extensão, mas não na natureza… aliás, penso mesmo que constitui uma situação próxima do benefício do infractor, por dar condições favoráveis a quem tem um historial de mau desempenho escolar.

A assiduidade exigida nos módulos destes cursos é de 90%, ou seja, bem mais tolerante do que a do regime regular, pois permite 10% de faltas.

Exemplificando… um aluno do ensino regular entra em situação de excesso grave de faltas (artº 18º da lei 51/2012) quando dá o dobro das faltas da carga horária semanal de uma dada disciplina. Por exemplo, em Português de 2º ou 3º ciclo, quando excede os 12 tempos lectivos de faltas. Ora… durante um ano lectivo o número de tempos lectivos de Português ronda os 200, o que significa que o excesso grave de faltas corresponde a 6% do total. No vocacional podem atingir-se as 13 horas de faltas no 2o ciclo ou 11 no 3º ciclo, sem problemas de excesso, para apenas, respectivamente 134 ou 110 horas previstas de aulas na componente geral para Português (confirmar anexo I, aqui).

Por outro lado, no afã para arregimentar alunos vai permitir-se que alunos apenas com o 6º ano possam concluir o 3º ciclo em 2 anos, quando se criticava isso a algumas modalidades de CEF.

No entanto, a verdade é que estes cursos que permitem concluir depressa o 3º ciclo não oferecem certificação profissional, como se pode verificar, com sinceridade, neste caso. Já neste, isso não fica explícito.

O mais curioso não deixa de ser, contudo, a estrutura de algumas ofertas, como esta que combina carpintaria, agricultura e fotografia, fazendo lembrar aqueles tempos em que eu tinha, no 3º ciclo de finais dos anos 70, em cada período uma opção de Trabalhos Oficinais.

Resumindo… a ideia em si não se pode dizer que seja péssima.Um ensino de carácter profissionalizante de qualidade é necessário.

Apenas é esquisito que se esteja a querer tornar esta variante dita vocacional como a única alternativa ao ensino regular. E que quem o esteja a fazer seja exactamente quem, num passado recente, criticou de forma muito clara estas opções de aceleração dos percursos educativos.

É óbvio que se percebe o porquê e que tudo se resume a produzir sucesso onde ele parece mais difícil e a produzi-lo o mais depressa possível. Lamenta-se é a a escassez de memória que conduz a uma imensa falta de decoro por parte dos protagonistas.

Esta coisa dos contratos swap faz lembrar os gadgets. Todos quiseram, em devido tempo, mostrar que tinham, que sabiam mexer, que…

O governante que quis vender ‘swaps’ tóxicos ao Estado

Joaquim Pais Jorge, atual secretário de Estado do Tesouro, tentou vender ao Executivo de José Sócrates, em nome do Citigroup, três contratos de ‘swap’ para “melhorar” o aspeto das contas públicas

Vir depois dizer que quem quis vender enquanto representante da banca e quem comprou enquanto gestor@ públic@ não sabia ou sabe de nada quando chega a governante é mesmo muito convincente…
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E isto não é desculpar seja quem for, pois todos eles estiveram metidos na coisa. Excepto o actual PM que não me parece que, à data, já tivesse atingido tal nível de sofisticação conceptual em matéria financeira, apesar de ter sido aluno de uma perita no assunto [Gaspar dixit].
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… porque eu não sou tão pobrezinho de espírito cum’a tia Cristina.

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Até porque as bolas de Berlim são com chiculate e tudo… nada de creme amarelo para a petizada ranhosa proletária…

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O Ministério da Educação já começou a aceitar algumas turmas que não tinham sido incluídas na rede escolar. A correção começou a chegar ontem às escolas.

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Que sentido faz definir uma rede escolar truncada a 26, obrigar as pessoas a irem para a mobilidade a 30 e agora (1 de Agosto) andar a aprovar turmas às mijinhas?
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É isto a famigerada autonomia? De acordo com a qual me dizem alguns directores estarem as suas escolas a receber a indicação de que serão visitadas por inspecções em pleno Agosto para controlar o que se está a passar?
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