Sábado, 20 de Julho, 2013


The Blow Monkeys, Some Kind of Wonderful

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… percebo as vantagens.

Academy chain under fire following revelation of payments made to bosses

Academy Enterprise Trust paid almost £500,000 over three years to private businesses owned by its trustees and executives.

Boa tarde,

Escrevo-lhe a propósito do seu post Exames e Alunos de PCA de 20 de Fevereiro deste ano.
A sua expressão “Não é no 6º ano que se partem as pernas aos miúdos” define a angústia, revolta e incredulidade que sinto no momento em que lhe escrevo.

Vou tentar de forma sucinta expor-lhe uma situação ocorrida na minha escola durante este ano letivo.
Fui diretora de uma turma de 6º ano de Percurso Curricular Alternativo durante este ano letivo.

Os alunos concluíram com aproveitamento o 6ºano. A pauta foi afixada. Os alunos transitaram para o 7ºano. Em maio foi submetida a candidatura para continuidade desta turma como Percurso Curricular Alternativo. Nunca chegou qualquer resposta sobre a aprovação deste projeto pois (percebo agora infelizmente) estava para ser revogado o Despacho 1/2006 que regulamentava a constituição de turmas de PCA.

Eis que em julho, recorde-se: já depois dos alunos aprovados, pauta afixada, reunião de pais realizada e matrículas efetuadas, acontece então uma coisa fantástica e surreal, sai o novo Despacho.

A minha escola é então informada de que, de acordo com a nova legislação, os alunos propostos para a turma de PCA pela minha escola não são elegíveis pois não têm idade mínima (15 anos), quando antes essa questão não se colocava. Foram alteradas as regras de constituição de turmas já depois do prazo fixado para a candidatura ter terminado, 31 de maio. Esta legislação traz nova data de candidatura até 22 de julho e altera em pormenores importantíssimos as “regras do jogo, a meio do jogo”.

Como os alunos não realizaram exame nacional, são obrigados, mesmo tendo sido aprovados (com as regras do ministério, entenda-se!!) a voltarem a repetir o 6ºano. Criou-se um hiato para estes alunos, foram atirados para o limbo.

Na próxima semana reunirei com os alunos e seus encarregados de educação para explicar a o sucedido. As minhas palavras serão mais ou menos estas: O seu filho foi aprovado no 6º ano mas não pode matricular-se no 7ºano.

Isto faz algum sentido???

“Pernas” para quê? Mas é suposto estes alunos irem a algum lado?
Nem 6º, nem 7º, nem curso profissional…Ficam por aqui…
É o ensino da meritocracia no seu melhor. Não que eu defenda a vitimização dos alunos, entenda-se…

E termino, não sei porquê com uma vontade imensa de citar uns versos de Mário de Sá Carneiro:

“Um pouco mais de azul – eu era além
Para atingir faltou-me um golpe de asa
Se ao menos eu permanecesse aquém…”

Será ingenuidade minha acreditar que um “outro mundo é possível”?

Cumprimentos,

Sandra Pinto

Pubertal development of the understanding of social emotions: Implications for education

The development of metacognitive ability in adolescence

Development of the social brain in adolescence

A FENPROF – juntamente com ASPL, SEPLEU, SIPE, SIPPEB e SPLIU – protestou hoje no MEC pelo facto de o Despacho n.º 7-A/2013, de 10 de julho (que “visa dar cumprimento às condições estabelecidas no compromissos assumidos pelo Ministério da Educação e Ciência com as entidades sindicais em matéria de distribuição de serviço docente”), não respeitar esses compromissos com que o ministério, em sede negocial,  se comprometeu e que constam de ata assinada em 25 de junho, p.p..

E depois vem a parte gira:

A manterem-se estas medidas, a FENPROF, logo que se inicie o próximo ano letivo, procurará, em convergência com todas as organizações sindicais de professores, voltar a mobilizar todos os docentes para uma luta que, confirma-se agora, para a atual equipa ministerial da Educação, parece ter sido insuficiente.

O Secretariado Nacional

Não vou explicitar tudo o que acho sobre isto e que já no dia 24 levou a que muito boa gente me perguntasse porque parecia tão irritado e insatisfeito.

O problema é que os protagonistas precisam de antagonistas para terem razão de existir.

E não me apetece dizer mais nada, pois poderia calhar palavrão para todas as parte em presença porque se um agiram de má fé os outros aparentam uma ingenuidade difícil de compreender em tão experientes negociadores.

Já agora, mesmo para chatear, e o teu recibo de Julho, pá?

Descontaste pelos menos dia 17 e 27, certo?

prof Bib

De não existir o acordo que nunca poderia ou deveria sequer existir.

Não por causa de razões menores mas porque não parece lá muito democrático que três partidos se amarrem num acordo pré e pós-eleitoral a um programa único que torna quase irrelevante o voto nas urnas.

Paradoxalmente, Bloco e PCP até deveriam ansiar por um acordo que lhe deixaria uma enorme margem de progressão eleitoral, pois seriam com enorme clareza as únicas alternativas.

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