Será que os BRIC vão ficar sem o B?
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Andamos todos pasmados a Ocidente, indevidamente, por os chamados países emergentes: Brasil, Rússia, India e China, terem disparado até dada altura, no seu desenvolvimento e crescimento, ao ponto de a China antes do previsto ter ultrapassado o Japão, ficando no 2º lugar das maiores potências económicas mundiais, atrás dos EUA.
Claro que este espanto indevido deveu-se ao Ocidente, Europa e EUA – há quem inclua o Brasil a Ocidente, por ter tido uma influência judaico-cristã, o que Rússia, India e China nunca tiverem – acharem que com os serviços e o turismo continuariam a ser sempre os da frente, e toda a indústria estaria nos BRIC, mas sempre em segundo plano.
Com a queda iniciada em 2008 da economia Ocidental, os BRIC com verdadeira produção industrial, riqueza e espaça, cresceram, em proveito próprio.
Porem, ainda hoje, o maior espaço económico e não só do globo, apesar de erros gravíssimos de governação – essencialmente europeus – é ocupado pelos EUA e Europa.
E com a quebra económica destes, muita da exportação dos BRIC sofreu forte retracção.
A China e a India tentaram inverter parte das exportações em consumo interno, a Rússia vai tentado aguentar-se fazendo valer o seu imenso espaço – o maior país do mundo – entre Oriente e Ocidente, mas com uma população diminuta e em decréscimo,
O Brasil que teve a economia e as finanças postas em devida ordem por Fernando Henrique Cardoso, o que permitiu de seguida a Lula fazer passar muitos pobres para a classe média-baixa e média fê-lo de boa intenção mas insustentavelmente.
Algum orgulho foi existindo essencialmente no tempo de Lula por na zona, mormente no Mercosul ser o Brasil o maior e o melhor, por estar a acompanhar os emergentes num crescimento imparável e por ter uma agricultura a poder alimentar muitos dentro e fora do Brasil.
Porém o dinheiro e o poder não poucas vezes baralham a cabeça do melhor dos seres humanos, que acham que tudo podem fazer e não poucas vezes quando acordam para o infortúnio, já é tarde.
Lula deixou criar ao seu redor vários focos de corrupção, a sua preferida e eleita, Dilma, não conseguiu dar a volta a este Estado corrupto, apesar de ter saneado ministros do seu Governo por esse crime.
Hoje, tantos brasileiros que subiram da pobreza à classe média-baixa e média, estão em retrocesso, e sentem que lhes faltam estruturas, estradas, hospitais, escolas, universidades e empregos para uma população jovem enorme, num país de quase de 200 milhões a regredir.
E hoje o Brasil está a desmoronar-se e se assim continuar a sigla BRIC perde o B, e dos RIC, a China continuará a crescer ultrapassando dentro de duas décadas ou nem por isso, os EUA, a Rússia não tem muito potencial por ser pouco habitada e a India crescerá em população até ultrapassar a China. Na Índia hoje por semana nascem mais crianças que num ano na Europa Ocidental. Uma ideia da viragem populacional mundial!. E o Brasil – entretanto, muito rapidamente – pode esboroar-se!
Augusto Küttner de Magalhães
Julho 2013