Parece ser o lema de Albino II, o novo presidente da Confap.

Confesso que a primeira entrevista que li de Jorge Ascenção, ao Expresso, me deu algumas esperanças de mudança na atitude da liderança da organização, mas o contacto ao vivo com a pessoa no congresso da Andaep limpou-me as ilusões, ao ter de ouvir a crítica mal assunidaà irresponsabilidade e radicalismo dos que escrevem na blogosfera, mas sem coragem de me encarar de frente.

Jorge Ascenção é um institucional e como tal o que lhe interessa é o que tem a chancela das instituições.

Na peça do Público de hoje sobre a bizarria da repetição ad hoc de exames permitida pelo JNE, devido à sua anulação inicial pelo uso de telemóvel durante a sua realização, o presidente da Confap não comenta nos termos que se podem ler, mesmo depois de saber que o MEC não negava o mail que eu publiquei:

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Este tipo de atitude, que subalterniza a investigação da verdade na base do preconceito nem Albino I a assumia assim, de forma tão explícita.

Repare-se que a informação que veiculei continha um mail oficial (de que apenas retirei os elementos que pudessem permitir a identificação da minha fonte), que foi confirmado pelo MEC como genuíno, sendo que a situação é, na palavra dos directores ouvidos na peça, anómala e estranha aos normativos em vigor.

Mas para Jorge Ascenção o rigor e a verdade são coisas menores, perante o que considera, do alto da sua seriedade, o submundo pecaminoso dos blogues.

Percebemos, portanto, que o presidente de uma confederação parental e que se assume como representante dos “pais” – meu representante não será de certeza e sou pai de aluna na rede pública de ensino – despreza a investigação da verdade se a fonte da informação for um blogue.

Que fontes privilegia ele então? As conversas de café? Ou apenas documentos com carimbo oficial?

Triste sina a nossa, em que a verdade é desprezada por aqueles que acham demasiado institucionais e sérios, quantas vezes privilegiando antes a mistificação oficial.

Resta saber se, como o seu antecessor, já lê blogues para ameaçar os seus autores com processos judiciais, apenas porque publicam informação factualmente verdadeira.