Miguel Sousa Tavares continua hoje a sua jihad particular contra os professores e, por tabela, arma-se em grande educador da imprensa portuguesa desancando o jornalismo do Público e, já agora para dar uma aparência de pluralidade, do DN.

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Critica opções editoriais, de títulos, etc, etc, com o principal protesto na greve dos professores.

Usando da lógica que ele usou contra o José Diogo Quintela MST precisa de promover-se, de ter publicidade e, sabendo que falar de professores vende e dá nas vistas, atira-se aos professores para se promover pessoalmente.

O que, sendo pouco sério, tem alguma legitimidade comercial.

O que já parece muito pouco sério e mesmo desonesto em termos factuais é considerar que a greve dos professores foi um fracasso, não fazendo qualquer tipo de juízo crítico sobre os números ou condições de realização dos exames e ignorando algo que aparece poucas páginas depois no jornal onde escreve:

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A MST não interessam factos, argumentos com lógica. Apenas interessa zurzir nas suas vítimas preferenciais, que em tempos foram outras, antes de uma curva do tempo o ter deixado um marialva tardio, fanático dos charutos, do FCP e da caça, numa exibição curiosa de uma masculinidade serôdia.

A MST não interessam factos, como quando decuplicou a remuneração que cada professor recebe por classificar um exame do Secundário, sem depois se retratar do erro clamoroso, apenas interessando desmentidos acarneirados e inexactos de ex-ministros da Agricultura que lhe dizem que as compensações à destruição da agricultura portuguesa apenas começaram em 1992 quando se sabe muito bem que antes disso já se arrancavam oliveiras pelas raízes centenárias no Alentejo que ele tanto diz admirar. Era 1987 e já eu estudava, através de fotografia aérea, as crateras assim rasgadas no solo, enquanto procurava vestígios de restos estrutura com interesse arqueológico.

Acredito que MST não se lembre, porque o MST desses tempos não era o de agora.