… daquele que se estuda nas Universidades boas, cá dentro ou lá fora.

  • Um grupo profissional, como é o caso dos professores, através dos seus sindicatos e respeitando a lei, marca uma greve, se possível de forma a ter um impacto que possa chamar a atenção para a sua causa e causar alguma perturbação.
  • O empregador, por exemplo o Estado, faz tudo o que a lei permite (incluindo recurso a Colégios Arbitrais ou mesmo aos Tribunais) para impedir que os efeitos da greve.
  • As negociações não correm bem e a greve mantém-se.
  • Grevistas e empregadores devem respeitar a lei em vigor durante o seu decurso.

O que se passou nos últimos dias no sector da Educação não seguiu esta lógica, com os professores em greve a respeitarem as leis em vigor e o Estado – que deveria ser o seu garante – a atropelá-las e a ameaçar com a mudança das regras a seu favor.

Neste momento, o Estado é refém de uma clique política com uma visão instrumental da democracia, o que, não sendo novo, está a atingir níveis nunca experimentados entre nós pelo menos nos últimos 35 anos.

Acrescento, a pedido de várias famílias, que este é apenas um passo largo num caminho iniciado por aqueles que agora se armam em vestais atormentadas.