O trauma é muito grande. As comparações são do mais disparatado que se pode arranjar.

Não contesto que as greves, por natureza, causem incómodos a outrem—ou não fariam sentido. Mas há limites para tudo. Limites de brio profissional: um cirurgião não resolve entrar em grave quando recebe um doente já anestesiado pronto para a operação; um controlador aéreo não entra em greve quando tem um avião a fazer-se à pista; um bombeiro não entra em greve quando há um incêndio para apagar. Eu sei que isto que agora escrevo vai circular nos blogues dos professores, vai ser adulterado, deturpado, montado conforme dê mais jeito: já o fizeram no passado, inventando coisas que eu nunca disse, e só custa da primeira vez. Paciência, é isto que eu penso: esta greve dos professores aos exames, por muitas razões que possam ter, é inadmissível. (Expresso, 15 de Junho de 2013, p. 07)

Não foi uma ou duas vezes que MST adulterou factos sobre a situação profissional dos professores. nesta mesma crónica faz isso, imputando baixas psicológicas a professores a quem não apetece dar aulas. Em tempos adulterou a remuneração pela correcção de exames mas não achou por bem desculpar-se, apenas lançando uns remoques.

MST não gosta de professores, em especial os que sejam como ele gosta de se apresentar, aguerridos e independentes.  Dos professores ele gosta se forem de tipo missionário, cordatos, amochadinhos… no fundo, entre ele o Passos Coelho as diferenças são nulas, como entre ele e os capatazes (e candidatos a) dos interesses privados neste sector.

Uma última coisa: neste blogue não precisa de se adulterar qualquer prosa de MST porque ela se avilta a si mesma sempre que desrespeita os professores, generalizando palhaçadas.