… devo estar na SICN, depois das 23.00, a comentar o conflito entre os professores e este desgoverno.

Os distraídos andam a colocar nomes pessoais ao confronto, mas seria bom que as coisas ficassem claras. A existir guerra é entre uma classe profissional farta de levar pancada e ainda com capacidade para voltar a colocar-se na primeira linha contra o que é uma governação à margem da lei, de qualquer ética ou sentido de interesse nacional, que passou a ser confundido com o interesse particular de uma facção ideológica minoritária na sua própria área política, mas com a sorte de beneficiar de uma presidência amarada a si mesma e uma oposição globalmente inepta.

Quem critica os professores por poderem fazer greve talvez fizessem melhor em pensar no que seria uma sociedade em que esse direito tivesse desaparecido ou fosse exercido de acordo com os interesses da tutela, sendo sempre feita com modos fofinhos e no calendário pré-definido (as férias, enquanto existem).

Os alunos não são reféns dos professores. Pelo contrário, os professores estão a defender o seu futuro, que é comum ao dos seus próprios filhos.

O resto é conversa da treta e seria bom que o governo percebesse até que ponto esta greve vai além do que estava previsto nas sebentas dos seus consultores, assessores e demais bajuladores que, no geral, são tão ou mais incompetentes do que o gaspar.