Estamos cheios de gente absolutamente sobredotada em fórmulas mágicas para a Educação. Basta irem umas semanas ou meses para qualquer lado e trazem logo ideias mais do que infalíveis… mesmo se algumas são incompatíveis entre si e outras são completamente desfasadas da nossa realidade.

Basta ver como no mesmo texto se defende menos alunos por turma num caso e mais no outro. Num sítio a descentralização, no outro a concentração.

Desde o século XVIII que temos uma sucessão de estrangeirados iluminados a cada viagem que fazem lá fora.

Apre… fica só o exemplo mais patético de todos, só faltando um a dizer que os maiores avanços na alfabetização são actualmente em países pobres em que as aulas funcionam, quantas vezes, em condições muito precárias.

Oito ideias para transformar as nossas escolas (quase um manifesto)

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4.       Alunos por turma. Os professores japoneses são os primeiros defensores de um número elevado de alunos por turma. Quais as vantagens? Primeiro, mais competição, maior esforço dos alunos para se destacarem. Segundo, maior diversidade de ideias e discussões mais interessantes. O sistema japonês assenta num ideal de discussão e esta pode ser mais rica com uma turma maior. Terceiro, um número de alunos por turma elevado permite libertar horas para preparar as aulas e ter tutorias individuais com alunos. As turmas no Japão têm entre 35 e 45 alunos.

Os factos?

Bem… isso não interessa anda, desde que o escriba tenha tido umas conversas com alguém, lá pelos japões. Faz lembrar aquele Lourenço quando fala com um alemão sobre os seus gráficos.

Porque os factos, enfim, os factos são completamente ao contrário do que é afirmado, mas isso são pormenores.

Basta ver a evolução do ratio alunos/professor no ensino primário e secundário.

Já agora a evolução dos gastos por aluno.
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