Quarta-feira, 22 de Maio, 2013


Foxygen, San Francisco

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Embora não tenha lido este livro em concreto, conheço os preparativos e os argumentos do autor, com quem me cruzei num par de debates, e já por mais de uma vez sublinhei que os exemplos não podem, para ser credíveis, ser recolhidos de forma selectiva e parcial.

Todas as escolas do futuro devem ter mais autonomia a nível pedagógico, curricular ou na contratação dos professores. Regra que se deveria aplicar tanto na rede pública como privada, defende o autor do estudo “Liberdade e Autonomia na Educação. Escolas para o Século XXI”, que foi hoje apresentado e que pretende lançar a discussão sobre a liberdade de escolha na Educação.

“Uma escola no século XXI deve dar resposta às necessidades educativas dos alunos, tendo como base a autonomia pedagógica e curricular da oferta educativa”, disse à agência Lusa o autor Alexandre Homem Cristo. 

Não é que me choque minimamente uma autonomia a sério, mas sim a agenda que está por trás de um estudo feito por alguém que, por muito estimável que seja, é assessor do grupo parlamentar do CDS para a Educação, o que significa do sóiférte e de um grupo de pressão muito específico. Algo que se percebe melhor nestas declarações:

Este trabalho analisa o funcionamento de escolas nos Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Holanda e Dinamarca para concluir que é grande a distância que as separa da realidade portuguesa. Para Alexandre Homem Cristo, é urgente discutir o papel do Estado na educação, nomeadamente ao nível da contratação de professores, que é preciso descentralizar: “Ao contrário do que existe em Portugal, noutros países não existe um concurso de professores centralizado e portanto a contratação de professores é feita através de municípios, por exemplo.”

“É feita com base em critérios que as próprias escolas estabelecem, porque a existência de uma autonomia pedagógica requer da direcção da escola a possibilidade de escolher os próprios professores que considerem os capazes de cumprir o projecto educativo”, esclarece.

Este especialista em políticas públicas de educação defende ainda uma maior diversidade da oferta educativa, com novos modelos de contrato de associação. “Em Portugal”, defende, “os contratos de associação estão vinculados à ideia de que estas escolas vêm substituir o Estado onde o Estado não chega, é um conceito que tem muitas décadas e que já não esta adequado aos dias de hoje”.

“Nos outros países, as escolas privadas servem o propósito de trazer a diversidade ao sistema de que hoje em dia precisamos”, considera ainda Alexandre Homem Cristo. 

E nem me importa que me chamem conservador (quiçá salazarista) devido às minhas reservas em relação certas autonomias (caso de alguns TEIP de última geração) que se têm experimentado estejam bem longe de demonstrar resultados convincentes.

Assim como não hesito em afirmar que há estudos e manifestos… este é um híbrido.

Parece que é um resumo com origem no próprio JNE e eu garanto que o atropelo na concordância não é meu neste excerto inicial um bocadinho assustador.

De acordo com o disposto nos números 2.3.; 2.4.; e 2.5. da norma 02/JNE/2013, a Escola Básica e Secundária XXXXXX divulga a seguinte informação, que têm de ser lidas e esclarecidas pelo Diretor de Turma, na sala de aula, antes do final do 3.º período, devendo haver registo desta ação no sumário da turma.

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O documentoResumo norma2-jne-2013.

… plantada pelos ramirílios e gasparinhos na imprensa do dia para criar buzz nas redes sociais?

Uma sugestão: Professores que não tenham horário completo (ou tenham redução da componente lectiva) devem levar 50 chibatadas no pelourinho da vila mais próxima. Dá-se preferência aos manuelinos, mas podem ser daquelas coisas do estado velho.

Outra sugestão: Regresso da telescola ao Ensino Básico permite uma poupança estrutural de 2,5 mil milhões de euros, podendo ascender a 3 mil milhões se forem usadas televisões em 3ª mão. Ramiro Marques oferece a sua velha Telefunken para se conseguir uma poupança adicional de 15 euros.

Última sugestão: Eduardo Catroga sugere alienação das escolas da Parque Escolar, dando-se preferência a grupos privados com provas dadas na colocação de insiders nas equipas do ME(C) na última década. Aval financeiro do Banif. Será criado grupo de acompanhamento do processo presidido por Nogueira Leite.

 

Mé: “Matar tudo quanto é profe!”

B’gode: “É inadmissível! Uma pizza pelo meu cavalo!”

Mé: “Shakes Speer?”

B’gode: “Iá, é o nome, Shakes Speer The 13th, uma voltinha?”

Mé: “Iá, meu!”

B’gode: “Ó kapa, só partir um braço e amputar pernas.”

Mé: “Mas assim não há mobilidade!”

B’gode:” Vai uma voltinha ou não?”

B’gode: “Vitória, não haverá mobilidade!”

 

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… é a que a qualidade da Educação está em causa de forma muito evidente e não apenas um interesse corporativo dos professores que, neste caso, é uma peça (importante, claro) numa luta que não é contra alunos, famílias, seja quem for que não um governo de putos desgovernados e outros políticos de ocasião que parecem não perceber bem ao que andam.

Não que me incomode a acusação de corporativo.

O que me incomoda é que se esteja a passar a ideia – com um beneplácito alargado – de que os professores estão prontos a “prejudicar os alunos” apenas por não quererem mudar de lugar para outro.

Não é isso que está em causa, mas as k7 e mp3 estão em pré-programação e isso chateia.

É como em 2008-09 quando se quis reduzir tudo a “os professores não querem é ser avaliados”, quando o que estava em causa era, antes de tudo, a divisão na carreira e, de forma secundária para muitos, eu sei, um modelo único e concentracionário de gestão.

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