Sábado, 18 de Maio, 2013


Imagine Dragons, Demons

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Irei de bigode!

Sim, estou em Fafe. Não, não vim a tribunal.

Professores de Língua Portuguesa,

Aqui vai algo muito interessante e que prenderá a atenção dos nossos
alunos e assim aprenderão quão importante pode ser uma vírgula no
local certo.

Espero que vos dê jeito.

A Vírgula pode ser uma pausa, ou não…
Não, espere.
Não espere…

Ela pode sumir com o seu dinheiro:
23,4.
2,34.

Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

[recebido algures]

Se você tiver dúvidas… vá a congresso.

A informação mais relevante está aqui.

É a Educação, estúpidos!

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?

Anabela Mota Ribeiro

Se no congresso da Fenprof não foi aprovada uma medida como a greve aos exames, qual foi a força sindical que a propôs à aparente reformulada “Plataforma”?

Porque eu não acredito que a cúpula desrespeitasse, em tão curto espaço de tempo, a decisão soberana das suas bases.

E isto é dito por alguém que, desta vez, nem tem nenhuma posição de princípio contra esta medida de “luta”… só me faz espéce a sua génese.

SÓ ASSIM

(c) Luís Rosa

Salários da Função Pública com corte de 4%

.

BANIF: banco intervencionado paga milhares a administradora

Recebeu mais de 500 mil euros só em prémio de gestão

Devemos ser claros… o senhor secretário de Estado: não houve despedimentos, as pessoas é que ficaram sem emprego.

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A notícia é de ontem, mas só hoje pude comentar a proposta de servidão pretendida pela AEEP para os docentes ao serviços dos seus associados, beneficiando da situação de precariedade e desemprego de muitos professores, assim como do beneplácito implícito de muita gente do Governo que concorda com este tipo de medidas, até porque poderá servir de justificação para dizer que os privados conseguem mais ou o mesmo com menos.

IMG_0794Há que, nesta fase, começar a expor de forma mais aberta algumas evidências acerca da promiscuidade entre interesses privados e decisores públicos na área da Educação, já que tantos gostam de denunciar o passado peso sindical nessa matéria.

O que parece claro é que da parte do governo dificilmente surgirá qualquer relatório, inspecção ou auditoria que critique com consequências práticas muitas das abusivas práticas laborais existentes em colégios privados, pois são essas práticas que querem ver nas escolas públicas pelo que lhes parece natural não penalizar quem já faz o que querem fazer.

Desiludam-se, pois, o que têm esperanças que alguma coisa saia do MEC contra qualquer grupo privado na área das PPP na Educação. Muito pelo contrário. Há quem ande a sublinhar que já se passaram dois anos e ainda não foi dado o que foi prometido na campanha eleitoral.

Por outro lado, penso que será ainda mais irrealista pensar que algum dia existirá coragem para seguir o fio à meada dos protagonistas de decisões políticas que beneficiaram interesses privados, embora se saiba de forma bem clara que andou em trânsito daqui para ali, vice-versa e etc.

Não há coragem, nem sequer existe conforto, quando se sabe a que ponto quase toda a gente tem um qualquer parentesco (de sangue, por afinidade, por trajecto, por horizontalidade) com toda a gente, devido às práticas endogâmicas consideradas naturais por quem saltita de gabinetes públicos para consultorias privadas e de assessorias privadas para centros de decisão públicos.

SALDO

(c) Luís Rosa

EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA NO OESTE – COMUNICADO

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– Dados do Ministério da Educação indiciam favorecimento dos colégios privados com contrato de associação.

– Professores avançam com providência cautelar se na definição da rede escolar do concelho das Caldas da Rainha se continuar a verificar o desrespeito pela legislação e a consequente duplicação de despesa e desperdício de dinheiro público.

1. O Movimento em Defesa da Escola Pública no Oeste tem conhecimento de documentos oficiais do Ministério da Educação e Ciência (MEC) que indiciam o favorecimento dos colégios privados na atribuição de turmas e a subutilização da oferta da rede pública.

Um ofício do MEC dirigido à Assembleia da República, datado de Setembro de 2012, refere que para o ano lectivo de 2012/2013 as escolas públicas do concelho das Caldas da Rainha têm capacidade de resposta para 162 turmas. O que se verifica é que nas escolas da rede pública estão apenas 150 turmas. Isto significa que havia lugar para, pelo menos, mais 12 turmas nas escolas públicas que, no entanto, foram encaminhadas para os colégios de um grupo privado.

Por cada turma, o Estado (os contribuintes portugueses) paga ao grupo GPS o montante de 85.000 euros, o que significa que, com a conivência ou desconhecimento do MEC, foram pagos este ano 1.020.000 euros aquele grupo por 12 turmas que poderiam ter ficado nas escolas da rede pública.

2. Num documento do MEC a que o Movimento em Defesa da Escola Pública no Oeste teve acesso, referente à rede escolar das Caldas da Rainha entre 2008/2009 e 2011/2012, verifica-se que os dados relativos à distribuição de turmas pelas escolas caldenses raramente correspondem à realidade. Sobretudo no que concerne à Escola Secundária Raul Proença, esta aparece nos registos do MEC como tendo, por vezes, mais 20 turmas do que na realidade tinha.

Exemplos:

Em 2009/2010 os dados do MEC dizem que nessa escola funcionaram 64 turmas. Na verdade só funcionaram 41. Em 2010/2011 os dados do MEC referem 67 turmas quando na realidade só funcionaram 41.

Estes dados mostram a inconsistência dos números do MEC relativamente à capacidade de resposta das escolas públicas das Caldas da Rainha, que permite o encaminhamento para os colégios privados com contrato de associação de alunos que têm lugar nas escolas da rede pública.

3. Aproximando-se o momento da reunião de rede escolar das Caldas da Rainha, os professores deste concelho estarão atentos à distribuição de turmas pelas escolas da rede pública e à contratualização de turmas com os colégios privados, tendo em conta que, conforme disposto em legislação própria, o número de turmas a contratualizar depende das eventuais necessidades da rede pública. Caso se mantenha o incumprimento da Lei, o subaproveitamento das escolas públicas e o consequente desperdício de dinheiro público como se tem verificado até agora, será interposta uma providência cautelar pelo Sindicato de Professores da Grande Lisboa (SPGL).

Aliás, o Movimento em Defesa da Escola Pública no Oeste já apresentou queixa no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) por considerar que podem existir indícios de que dinheiros públicos na ordem dos milhões de euros (pertencentes a todos nós, contribuintes) têm sido entregues ao longo dos últimos anos a colégios privados para serem aplicados no ensino segundo critérios altamente lesivos para os interesses patrimoniais do Estado, podendo configurar crimes como o de utilização de verbas do erário público para favorecimento de interesses privados e corrupção.

Foram entretanto conhecidos os relatórios de seis auditorias a colégios do grupo GPS que detectaram, entre outras, irregularidades que se prendem com o incumprimento dos pressupostos da gratuitidade da escolaridade obrigatória. No entanto, aguardam-se ainda os relatórios dos processos conduzidos pela Inspecção Geral da Educação (IGEC) na sequência das denúncias veiculadas na reportagem da TVI “Dinheiros públicos, vícios privados.”

Caldas da Rainha, 13 de Maio de 2013
O Movimento Em Defesa da Escola Pública no Oeste

… acerca da carreira docente, da sua especificidade, da sua alegada horizontalidade, etc, etc. A verdade é que muita gente continua, em parte por falta de conhecimento aprofundado das questões, a pensar na base da narrativa socrática que este governo não explicita de forma tão aberta mas que continua a espalhar pelos corredores sombrios.

Não posso dizer que me surpreenda mas esta exterioridade dos olhares sobre os professores faz-me sentir, em certos ambientes, uma espécie de D. Quixote com as formas de Sancho Pança (minus o asno de transporte)

… ver, ao fim de alguns séculos (pelo menos foi o que me pareceu), a Confap com um rosto novo e um discurso que, a avaliar pela entrevista dada por Jorge Ascenção ao Expresso, se afasta daquele encosta-encosta ao poder de Albino Almeida.

… ver a revista do Expresso colada a uma brochura de uma agência de viagens naquele formato de dupla capa que muitas revista usam em números especiais, duplos, ou apenas para efeitos criativos.

Percebe-se… um folheto-revista separado vai directamente para o caixote do lixo.

Assim somos obrigados a carregar quase 30 páginas compactas de publicidade a viagens na outra fase de um Paulo Portas, colheita de 1988.

 

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