Daquele que só produz danos a terceiros devido à estupidez ou pura e simples má formação de quem perdeu todo o tipo de referenciais.

Torna-se endémico, as pessoas receiam-no e preferem o silêncio ao risco da pedrada nos vidros, do pneu furado, da agressão verbal, caso reajam.

Mas fazem mal, pois esse medo é perigoso porque acaba por tonar quase todos reféns de situações inaceitáveis, que as autoridades consideram não ter suficiente importância para ocupar o seu tempo mal pago, o que conduz a situações de claustrofobia ou atroz anomia perante a crescente degradação dos hábitos mais básicos de civilidade.

Por isso, prefiro reagir, não me calar, não aceitar a obscenidade arbitrária, a agressividade sem nexo, em suma, a labreguice quotidiana de quem vive assim e se sente bem, porque não acredito ser possível escapar a um lamaçal que soba sem obstáculos.

Recuso-me a ficar refém da aliança entre a rafeirice de uns e a cobardia de outros.