Terça-feira, 14 de Maio, 2013


Van Halen, Right Now

é sobre a questão – premente e mais – não de os urbanos abrirem portas às fêmeas, mas mais coiso de o padrão desconhecido também implicar a não-esquerda; para os desconhecedores – não-conhecedores- destes meandros, a direita. Concluindo-se – tanto – que na bosta está a virtude. Tipo Aquino, meu, aquele geadas da média idade!

XXX EST!

delendacarthago

Elvas vai ter escola de coveiros

PELA ENÉSIMA VEZ

… lá terá que se ir o economista, digo, licenciado em Economia da Lusíada.

Basta reparar como o seu amigo Miguel se tornou licenciado apenas com recurso a menos de um punhado de professores.

… achar que a OCDE era o máximo antes, quando as encomendas eram do engenheiro, mas que agora já não é.

Socialista aponta falta de credibilidade da OCDE

João Galamba lê “meras asserções, sem fundamento empírico”, no relatório da OCDE sobre Portugal, hoje conhecido. Sobretudo no que respeita às “chamadas reformas do mercado de trabalho”.

Ricardo Costa explica este tipo de amor-ódio do Pântano central pela OCDE.

Convém esclarecer alguns equívocos. Em primeiro lugar, não há uma relação necessária entre melhores políticos e melhores salários. Parece incrível mas é verdade. A prova está na decadência do nível intelectual e profissional dos dirigentes portugueses em geral. Quem se recordar da Assembleia Constituinte, onde um deputado mal ganhava para comer, não pode ter condescendência com a Assembleia da República, onde o número de burros, íguaros [sic, deveria querer dizer “ígnaros”] e safados aumenta de forma muito esquisita de legislatura para legislatura. Em segundo lugar, também não há uma relação necessária entre políticos mais bem pagos e políticos mais sérios. O facto só é ilógico à primeira vista. Falamos de quantidades no primeiro caso e de qualidades no segundo. Em tese, um pobre pode ser definitivamente honesto e um rico pode ser irreparadamente corrupto. (…) Basta olhar para os governos. Não é certo, antes pelo contrário, que a corrupção tenha diminuído à medida que os salários ministeriais subiram; é mesmo possível que a grande corrupção tenha aumentado.

4 de Maio de 1990

Bons velhos tempos em que os princípios davam certezas e não era preciso ajoelhar a quem já se chamou pior do que maometano ao toucinho.

Manifestação a favor das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), contra as propostas do governo

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

19h00

Praça General Humberto Delgado (junto à Câmara Municipal do Porto)

“AEC a 5 tempos, vidas a 200 euros”

 

Os profissionais das AEC vão manifestar-se de forma pacífica na próxima quinta-feira, junto à Câmara Municipal do Porto, em defesa das atividades que desenvolvem, no seguimento da proposta do governo de alteração ao funcionamento das Atividades de Enriquecimento Curricular.

 

A principal modificação sugerida pelo executivo governamental e aprovada pela CONFAP (Confederação das Associações de Pais) prende-se com a atribuição de apenas cinco tempos semanais às atividades extracurriculares, por oposição aos 25 tempos por semana (no máximo) atuais.

 

O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, apresentou a proposta à CONFAP, que a aprovou. Os organizadores da manifestação, todos eles com ligação ao ensino destas atividades, consideram urgente uma tomada de posição face àquilo que classificam como uma séria ameaça à pedagogia e ao desenvolvimento social e humano das crianças que frequentam o Ensino Básico.

 

As Atividades de Enriquecimento Curricular providenciam o ensino de disciplinas que vão do Inglês à Atividade Física, passando pela Música, pela Informática e pela Cidadania, à totalidade dos alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico em Portugal. Esse apoio é promovido desde 2007 pelos municípios e nalguns casos por outras entidades. As AEC dão trabalho a mais de 5.000 professores.

 

Com esta proposta, apesar da aparente garantia de continuidade do projeto, as reduções de horários colocam em risco o trabalho desenvolvido e consequentemente o sucesso dos pequenos cidadãos, num atentado à boa pedagogia.

 

Por outro lado, deve ser tido em conta que muitos dos professores envolvidos nas AEC fazem-no a tempo inteiro. Os cinco tempos semanais correspondem a aproximadamente 200 euros mensais. Em muitos casos, falamos de pais e mães de família que terão de sobreviver com esse valor.

 

Para além de professores, alunos e famílias, é do interesse das autarquias que as AEC se mantenham de forma eficiente e sustentada.

 

A manifestação da próxima quinta-feira é completamente apartidária, pacífica e aberta a todos aqueles que, tal como os organizadores, se preocupam com o futuro de aproximadamente meio milhão de crianças. Como gesto simbólico, pede-se a todos que compareçam vestidos de branco.

 

Para mais informações pede-se o favor de entrar em contacto com os responsáveis pela iniciativa, através do endereço de correio eletrónico todospelasaec@gmail.com ou através do facebook: https://www.facebook.com/aec.portugal

 

Agradece-se a divulgação da iniciativa, em prol de um Ensino de qualidade.

Cavaco: Sétima avaliação “foi inspiração da Nossa Sra. de Fátima”

Porque coragem não é. Pois ir para Paris dizer que precisamos de menos professores em Portugal está longe de ser um acto de coragem.

Será para dramatizar a tensão e o conflito que este Governo decidiu herdar dos anteriores? Porque não vemos o ministro da Saúde ou a ministra da Justiça a dizerem que há médicos, enfermeiros, funcionários judiciais ou juízes a mais. Mesmo se, sendo o argumento a baixa natalidade, se pudesse dizer que são necessários menos obstetras e pediatras.

Mas há ministros que existem e ministros que inexistem. Ou desistem. Não percebo já ao que Nuno Crato anda. será que acredita que sem ele é o caos? Porque se ele reparar já estamos no caos.

Muito menos o actual PM se aventuraria a entrar por outros territórios profissionais, propriedade de outros ministros.

Por isso, penso que Passos Coelho cedeu aos seus cortesãos anti-professores (que os tem muitos, aqueles meninos de aviário que já sabem escolher gravatas de seda se os levarem à loja certa) ou a uma natural estupidez discursiva, pois ele de Educação nada percebe (não estou a opinar ou a especular, mas apenas a reproduzir o que lhe ouvi de viva voz) e não é com olhadelas para gráficos do recadeiro Marques Mendes que lá chega.

Quanto ao argumento demográfico, bem… justifica alguma coisa mas não que se reduzam professores a partir da contracção artificial do currículo, que é o que foi feito recentemente, ou da demolição dos direitos laborais, que é o que está na agenda do dia.

Uma coisa é os alunos diminuírem 10% em 10 anos, outra os professores serem reduzidos em 30% em 5.

Para além de quem duvido que o actual PM consiga aguentar duas ou três perguntas directas que impliquem justificar as suas afirmações sem ser com o rabiosque a fugir às urtigas.

Mas vou acreditar que lhe disseram que precisa inventar um inimigo (andaram a ler o Eco?), que isso o fará parecer corajoso e anti-corporativo e que isso lhe trará popularidade, só faltando mesmo começar a falar em privilegiados.

Eu sei que Passos Coelho não conhece as escolas públicas. E ele sabe que sabemos disso, que não confia nelas, que não faz ideia da forma como funcionam. Só não sei se ele está consciente dos imbecis que lhe fazem os dossiês sobre essas matérias.

E isso inclui o Pedro, o seu amigo Miguel e aqueles aspirantes a qualquer coisa que o vão rodeando enquanto os banqueiros o quiserem no poder.

E os que cozinham números para o FMI, etc, etc, etc.

Porque, vistos daqui, os seus assessores, consultores e outros tachistas profissionais fazem muito menos falta ao país e, pelo contrário, causam-lhe muito dano.

O senhor primeiro-ministro há-de compreender que lhe responda com igual frontalidade porque, sinceramente, a sua acção é muito mais nefasta do que a minha  eu ainda vou ensinando alguma coisinha a umas dezenas de alunos.

Passos diz que Portugal precisa “de menos professores”

Haverá quem pense que eu estou a gozar e é bem verdade.

  • O tempo de serviço para efeitos de aposentação não é o mesmo que o tempo se serviço para efeitos de progressão na carreira que, por sua vez, não é o mesmo que o tempo de serviço para efeitos de concurso.
  • Ao longo do tempo, tem havido bonificações com efeitos para a aposentação mas não para a progressão, sendo igualmente válido o inverso, ou seja, tem havido bonificações com efeitos para a progressão mas não para a aposentação.
  • A ordenação dos docentes de um grupo disciplinar não se faz pela ordem de chegada à escola ou agrupamento, sendo que o primeiro ou último a chegar não são, necessaria e respectivamente, o primeiro ou último da lista graduada (seja para efeitos de progressão ou concurso).
  • Ainda existe a tradicional divisão em grupos disciplinares mas a distribuição da carga horária  do segundo ciclo em diante faz-se a partir de totais para áreas disciplinares, com valores mínimos para cada disciplina.

Faculto estas informações, assim em termos gerais, pelas vantagens que elas podem ter para quem elabora teorizações, ou mesmo lamentações, concretas sem conhecimentos suficientes para tal.

Há outros esclarecimentos potencialmente muito úteis mas por hoje acho que já chega.

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Daquele que só produz danos a terceiros devido à estupidez ou pura e simples má formação de quem perdeu todo o tipo de referenciais.

Torna-se endémico, as pessoas receiam-no e preferem o silêncio ao risco da pedrada nos vidros, do pneu furado, da agressão verbal, caso reajam.

Mas fazem mal, pois esse medo é perigoso porque acaba por tonar quase todos reféns de situações inaceitáveis, que as autoridades consideram não ter suficiente importância para ocupar o seu tempo mal pago, o que conduz a situações de claustrofobia ou atroz anomia perante a crescente degradação dos hábitos mais básicos de civilidade.

Por isso, prefiro reagir, não me calar, não aceitar a obscenidade arbitrária, a agressividade sem nexo, em suma, a labreguice quotidiana de quem vive assim e se sente bem, porque não acredito ser possível escapar a um lamaçal que soba sem obstáculos.

Recuso-me a ficar refém da aliança entre a rafeirice de uns e a cobardia de outros.

Educação: o retrocesso de 40 anos

STE: Governo não tem intenção de recolocar trabalhadores em mobilidade a trabalhar

MFA-O Boato - Ruivo

Uma inspecção, mas a sério, ao negócio das refeições nas cantinas escolares, em especial no 1º ciclo?

Acredito que antes existisse desperdício e abusos, mas as poupanças nos contratos justificam tudo?

Em ditadura acabaram a Queima e em Democracia? Vale ser livre?

O ser humano toma, não poucas vezes, atitudes muito pouco condizentes com o seu superior pensamento.

No Porto, entre 1969 e 1974 foi proibida pela Ditadura vigente, a realização anual de qualquer festividade relacionada com a Queima as Fitas da UP, dado que a última realizada ainda em ditadura em 1968, aqui no Porto, tinha sido palco de manifestações antirregime, anti ditadura, antiguerra colonial. E pela força da polícia de choque, tudo foi varrido e acabaram-se manifestações de liberdade desejada. Quem se não lembra da última serenata no Palácio de Justiça em 68? Tudo a fugir da polícia de choque! Nunca fui de “políticos”, mas lembro-me!

Chegados à Democracia e à liberdade desejada, voltou a Queima à UP como uma expressão de jubilo dos estudantes universitários, que em vários dias envolveram familiares e restantes população, em alegria, num caminho de cada estudante na sua vida ano após ano, na respectiva Faculdade.

E foi sendo uma semana de merecida diversão para um regresso aos estudos – de imediato – para exames finais do ano lectivo. Claro que estas semanas sempre foram – para quem nelas participou – um tempo de alguns pequenos excessos e talvez alguns possíveis exageros, mas terão sido tempos de memórias, que não voltam.

Progressivamente foi-se criando muito negócio em função da Queima. E a necessidade de excessos alcoólicos. Estes, visíveis seja qual for a legislação – e nada tendo a ver com a Queima – em miudagem de 12 e 13 anos na Baixa do Porto aos fins de semana! Preparar o futuro? Será?

Por certo, que a maioria dos estudantes universitários que participaram e participam na Queima o fazem para passar bem um tempo que lhes marca a vida e não unicamente para estarem no limite do descontrolo, ou da criação de negócios que não são, a Queima!

Dito isto, será por certo tema de reflexão para muitos e muitos jovens que participarão em futuras Queimas, qual o significado concreto dessa semana.

E isto em função do que se passou em 2013, quando um estudante participante activo é “assassinado” a trabalhar de borla para a Queima e a mesma não acaba nesse dia, ou no mínimo não é suspensa, por um a dois dias. Como se faz o cortejo e o enterro no mesmo dia? Como se regam estudantes na borga, com álcool? Como?

Que raio de tempo estamos a viver em que ser assassinado nas condições em que foi “um dos nossos”- não foi morte natural, não foi acidente, não foi….– é algo que se esquece continuando a festa e a bebedeira?

E com que “alma” podemos criticar o fim decretado da Queima do Porto a partir de 1969 pela Ditadura por motivos políticos, quando em 2013 em Democracia a mesma continua – em liberdade – quando é morto, não por política um dos “nossos” e esquece-se com tanta facilidade e se continua a festa pela festa, com tanta festa?

De facto “isto vai mal” , mas não são só os “outros” que vão mal, somos “nós, todos nós, o problema”! E então? Não nos queixemos!

Augusto Küttner de Magalhães

Maio 2013

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