Recortada te vi no sol poente, caminhas p’ra mim, os olhos cintilam, reflexos louros na aragem pululam, a ave no céu – voando dolente.

Voltam aos pombais os casais contentes, nuvem de algodão que o sol adormece, no escuro do mundo a alma estremece, já calaram as árvores – dormentes.

Os teus olhos serenam a noite fria, vai preenchendo vazios – tão bela – do silêncio nocturno a melodia.

Amor, amor, ó amor, quem diria que teriam à noite os olhos dela mais brilhos e mais cor que o sol de dia?

[eu]

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