Sexta-feira, 10 de Maio, 2013


Que Vou Responder Agora?

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… quando a governação está entregue a gente sem quaisquer escrúpulos, sendo perfeitamente falacioso e desonesto dizer que “inconstitucional é levar o país à bancarrota” quando muitos destes senhores que nos governam eram gestores públicos e consultores do anterior governo. Basta lembrar como Aguiar Branco aceitou que o seu escritório trabalhasse para a Parque Escolar e como muitos secretários de Estado foram marimba boys nas empresas públicas.

A retroatividade no corte das pensões marcou este debate no parlamento com toda a oposição a questionar o primeiro-ministro. Passos Coelho confirmou que a convergência vai fazer-se também com as pensões em pagamento. Ou seja, os atuais pensionistas da função pública vão sofrer mais cortes nas reformas.

A verdade, ou dura realidade nas palavras de Marques Mendes, é que muitos destes senhores mamaram à brava durante os governos de Sócrates (olá Tecnoforma!) e por mamar entendam-se milhões e agora querem que quem trabalhou e trabalha pague a porcaria que ajudaram a fazer.

Se é impossível desculpar Sócrates por tudo o que fez, também é impossível esconder que esta gente colaborou, e quantas vees de forma bem activa, no cavanço do buraco que agora querem que os outros tapem.

Skills Versus Content in the Early Grades

Ministra da Agricultura estranha aumento de 53,1% do desemprego no sector

Prova não muito fácil, dividindo opiniões entre os vigilantes obres o grau de dificuldade das partes.

Os alunos acharam, globalmente, acessível, mas erraram imenso. Pelo menos os que eu (ou)vi.

E para que conste este é um post pré-programado, porque nunca se sabe quando está um sacana a postos.

Já ninguém é educado? Para quê?

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Estamos a viver um tempo em que é moderno ser deseducado. Em que vale fazer tudo por conta do nosso umbigo e o vizinho que se arranje. Simplesmente, não poucos vizinhos fazem exactamente o mesmo. Logo, cada um trata de si como bem lhe apetece e os outros que se “lixem”. E entramos em mais um ciclo de quanto pior melhor, a todos os níveis.

E os comportamentos mais simples em sociedade seguem esta era de modernismo e do vale tudo, do quanto pior, melhor. Quantos mais palavrões forem ditos por cada frase, melhor. Quanto mais alto se falar, todos incomodando, melhor. Quanto mais aos berros se falar em público ao telemóvel, mais fixe se está e é. Se em locais onde supostamente se deve estar em silencio se falar alto , se derem gargalhadas estridentes, que mais berros parecem, melhor. É fixe, pá! Meu!

Se alguém nos fizer o favor de deixar passar, nem foi favor, nem obrigado merece. Para quê, meu. Tudo numa boa! Fixe! Siga!

Quanto mais desatinados nos comportarmos em sociedade, mais modernaços, seremos. E de repente já vemos, não só a malta nova “nesta onda” mas quem já passou os sessentas a fazer igual. Assim é que é, alinhando em tudo com a juventude, a bem da selva instalada. Fixe, meu, estou nessa!

E mais grave, se alguns pelos sessentas não tiveram educação, tantos a tiveram e a deixaram na gaveta – qual socialismo? – onde já aconteceu isto ? – para ficarem fixes entre os mais jovens, para parecerem sempre actuais. Sempre na onda! Meu! Pá! Porreiro! Mesmo que a actualidade, seja sinónimo de não se conseguir distinguir quem se comporta melhor no mesmo espaço, um cão por exemplo, ou um ser humano.

Talvez não nos fique mal de todo, começar a achar que poderemos ser menos selvagens que aqueles animais que consideramos selvagens, que vemos naqueles filmes “geográficos” sobre a raça que não humana, no meio de uma qualquer selva africana.

Talvez se eles tivessem acesso ao telemóvel também berrassem como nós berramos quando todos incomodamos. Talvez também batessem com portas – se as tivessem – e as largassem no focinho dos seus iguas como nós fazemos, com os nossos, iguais. Com as portas e com os nossos iguais.

Estamos de facto tão, tão mais selvagens, em tudo, ao mais pequeno detalhe. É feio ser educado e civilizado. Não é moderno, não é fixe, não é de esquerda, – mesmo que o pensamento e forma de agir o seja – dizer: faz favor e depois obrigado. Oh. Para quê! Não estou nessa! Meu. Fixe! Pá!

Bem, se ainda houver coragem de alguns querermos não ser 100 % selvagens, e não nos sentirmos mal por assim continuar, talvez consigamos ou nem por isso preservar alguns comportamentos civilizados, entre humanos.

Ou, antes pelo contrário, e até em tempo de crises, comecemos todos a comer com as mãos, nos mesmos pratos, fica mais barato, é mais prático e que se lixem os bons comportamentos. Para quê? Animais! Sim, mas não! Talvez! Fixe! Meu! Pá! Porreiro! Estou nessa!

 

Augusto Küttner

Maio de 2013

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