Quarta-feira, 8 de Maio, 2013


PJ Harvey, Let England Shake

 

agora sinto-me completamente irresponsável. Calhou.

 

 

… se um tipo hesita em desabafar que há gente que deixa a filharada (já bem crescida) fora de casa às horas que calha a ajavardar os olhos e ouvidos do próximo?

Mas depois toda a gente nega que.

… em especial quando denunciam enviesamentos nos estudos “certos”.

The Rot Festers: Another National Research Council Report on Testing

 

é sobre a problemática de os animais que vivem na selva não nos abrirem a porta por serem de estimação. Acho que é uma questão crucial, já que na selva onde a mão do homem nunca pôs o pé se podia colocar um carro simpático da gnr para efeitos de cordialidade; proponho eu que com iva nivelado na inclinação apropriada.

 

 

The most common debating tactic of testing opponents is to avoid debate (Phelps, 2007a). Whereas scientists seek the scrutiny of their peers in order to confirm (or deny) the value of their work, advocates tend to avoid scrutiny, especially when selling falsehoods. Scientists do not circumvent the research literature, but engage it. They respond to rival hypotheses with counterevidence. They confront conflicting scientific results. Advocates, however, simply ignore them. The easiest way to win a debate is by not inviting an opponent. Testing critics rightly fear an open, fair scientific contest.

Indeed, it has become quite common for testing opponents to declare nonexistent an enormous research literature that contradicts their claims. With the help of the fourth estate (Lieberman, 2007, chapter 11), they have been fairly successful in eradicating from the collective memory thousands of studies conducted by earnest researchers over the course of a century.

In one effort of mine—accumulating studies on the effects of standardized testing—I started out thinking that there were a dozen or so. A few years ago I knew that there were hundreds. Now I know that their number exceeds a thousand. (In Phelps, 2008, Table 2 provides a brief synopsis of the research literature.)

In the end, however, it will not matter for society’s sake if we find ten thousand studies. There will remain other education researchers, prominent and with hugely abundant resources at their disposal—researchers whose work is frequently covered by U.S. education journalists—who will continue to insist that no such studies ever existed. It is U.S. education research’s dirty big secret: research that generates results that are unpopular among the vested interests can be successfully—and easily—censored and suppressed (see, for example, Phelps, 1999; 2000; 2003, Preface & chapter 7; 2005a, chapter 3).

… en Janeiro e acho que, sei lá, não me parece mesmo nada que.

O Conselho de Administração do Grupo GPS respondeu às conclusões das auditorias levadas a cabo pela Inspeção Geral de Educação dizendo que “as escolas do Grupo GPS são neste momento (…) as mais escrutinadas do País”. A inspeção detetou irregularidades como a cobrança de 10 euros de taxa de matrícula, mas o grupo defende que os resultados “são extremamente positivos”.

Mas eu percebo a manobra de spin quando o que se atira cá para fora é apenas que:

Alunos que frequentavam a escolaridade obrigatória eram obrigados a pagar taxa de dez euros. Ministério manda devolver montantes às famílias.

Até porque estas são as auditorias que já tinham sido publicitadas…

… e pudesse aderir a um qualquer projecto internacional de acesso livre aos arquivos das principias revistas da história bedéfila.

Portugal adere ao projeto do telescópio óptico mais poderoso do mundo

O Ministério da Educação e Ciência acaba de confirmar a adesão de Portugal ao projeto E-ELT, o maior telescópio óptico do mundo, que custará mil milhões de euros e será inaugurado em 2023 no Chile.

Teachers: You Must Not Internalize the Blame

Embora por vezes o problema seja aquela malta que nunca acha ter culpa seja do que for…

Enviada pela Elsa Dourado, “para reflectirmos em conjunto e, por favor, façam chegar aos nossos governantes”:

A economia ocupa-se da produção e distribuição de bens e serviços. Note-se que o economista em acção pode simplesmente tomar como garantida a intencionalidade. Pressupõe que os empresários tentam fazer dinheiro e que os consumidores preferirão sai-se melhor do que pior. E as «leis da economia», em seguida, referem resultados ou consequências sistemáticas de tais suposições. Dadas certas suposições, o economista pode deduzir que empresários sensatos venderão onde o seu custo marginal igual o rendimento marginal. Observe-se agora que a lei não prediz que o homem de negócios faça a si mesmo esta pergunta: «Irei eu vender onde o custo marginal iguala o rendimento marginal?» Não, a lei não refere o conteúdo da intencionalidade individual. Elabora antes consequências de tal intencionalidade. A teoria da forma em microeconomia elabora consequências de certos pressupostos acerca dos desejos e possibilidades dos consumidores e empresas empenhadas na compra, produção e venda. A macroeconomia elabora as consequências de tais pressupostos para nações e sociedades inteiras. Mas o economista não tem que preocupar-se com questões como esta: «Que é o dinheiro realmente?» ou «O que é realmente um desejo?» Se for muito sofisticado na economia do bem-estar, poderá preocupar-se com o carácter exacto dos desejos dos empresários e consumidores. Mas, mesmo num caso assim, a parte sistemática da sua disciplina consiste em elaborar as consequências dos factos a propósito da intencionalidade.
Visto que a economia se funda, não em factos sistemáticos acerca das propriedades físicas, como a estrutura molecular, mas antes em factos relacionados com a intencionalidade humana, com desejos, práticas, estados de tecnologia e estados de conhecimento, segue-se que a economia não pode imunizar-se à história ou ao contexto. A economia, enquanto ciência, pressupõe certos factos históricos acerca das pessoas e das sociedades que em si mesmas não são parte da economia. E quando estes factos mudam, a economia deve também mudar.”
Jonh Searle, 1984

Closing Duncan’s Chicago ‘Renaissance’ Schools

… a partir de Junho. Dizem que há indicações para reforçar o pessoal da CGA, mas por este andar o Rosalino ainda perde o cabelo todos antes de atingir as metas. Só 1234 desde o início do ano, de acordo com o Arlindo.

… assim como os seus críticos de segunda geração é que a escolaridade obrigatória passou de 6 para 9 anos com a Lei de Bases do Sistema Educativo de 1986, generalizando-se apenas no início dos anos 90.

Apesar dos níveis de abandono escolar, só um aumento de 50% na escolaridade obrigatória implicou um aumento dos docentes em exercício a partir da década de 90, algo que escapou à argúcia do comentador Marques Mendes quando decidiu colocar lado a lado a evolução dos alunos no 1º ciclo e dos professores em todos os ciclos de escolaridade.

Ao remontar a série de dados a 1980 ou Marques Mendes não sabia o que estava a fazer (e devemos considerar que o que disse não merece especial atenção) ou sabia e então devemos questionarmos a razão de ter optado por comparar o incomparável.

E percebo que ela agora apareça a tentar justificar-se, mas a verdade é que o que fez foi isto:

Marquesmendes

Mas mais grave do que isto é constar que em alguns sítios o caderno 2 não foi distribuído de início e os vigilantes ficaram mesmo convencidos que seria para parar após a parte 1…

De qualquer modo parece-me que o aluno também poderia perceber que só ele tinha parado…

Bom dia,

Sou EE de um aluno no 4º ano. Por acaso também sou professora contratada mas sem colocação este ano.

Sou do 2º ciclo, Matemática, pelo que nos últimos anos não tenho falhado uma vigilância de exames tanto no 1º, como no 2º e 3º ciclos.

Ontem o meu filho foi à EB 2,3 ********************* para fazer o seu exame.

Lá dentro, parou quando leu grupo 2 no caderno 1. Pensou que só podia fazer o grupo 2 depois do intervalo. Confundiu com o caderno 2.

Ninguém teve o bom senso, se detectaram que ele estava parado, de dizer em voz alta, ao grupo que estava na sala, que o grupo 2 também era para fazer.

Não sei se não detectaram, mas se detectaram … ficaram calados. Talvez com medo que o Sr. Ministro Nuno Crato os passasse à mobilidade especial por terem avisado um molhe de catraios de 9 e 10 anos que tinham que fazer o caderno todo.

Não sei se não detectaram e não me custa imaginá-los encostados a uma parede a apanhar a seca da vigilância. Eram do 3º ciclo, pelo que soube.
Qualquer das situações não me entra na cabeça.

Estou farta de falar com colegas que fizeram vigilância e toda a gente fica incrédula pelo que se passou.

Da direção da Escola argumentam que ele foi treinado e que as ordens eram para ” não falar com os alunos” coisa que aparentemente estes vigilantes tomaram à letra, demonstrando uma total falta de bom senso.

Foi uma péssima ideia deslocar os miúdos das escolas, e não é de todo desejável pôr esta gente do 3º ciclo e secundário a vigiar estes mais pequenos porque lhes falta tacto, sensibilidade e.. bom senso.

No calor da conversa telefónica que tive com o membro da direção responsável pelo 1º ciclo, foi-me finalmente sugerido que procurasse então outro agrupamento- este é o que serve a minha zona de residência- para a continuação dos estudos do meu filho- o que nos mostra o perfil adequado da pessoa para a função, diria eu. Que o concelho tem muitos agrupamentos onde o meu filho pode prosseguir os estudos.

Com muita pena minha, o meu filho prosseguirá os estudos num colégio particular- mesmo privado- e não numa escola pública pois a degradação a que assisto é tal que nem eu, fervorosa defensora do ensino público até ao momento, tenho motivos para o manter numa escola pública. Acabei de o matricular e esta situação apenas me deu o empurrão final para algo que eu já tinha em mente.

No dia em que, como eu disse à membro da direção da Escola que falou comigo, a escola em causa for TEIP, ela que se lembre da postura que teve e na argumentação que usou ( se calhar aprimorada por eu ser professora) perante a minha incredulidade com o ocorrido- a solução dela passa então por convidar uma EE a mudar de agrupamento.

Portanto, parece-me razoável que nas instruções para ” não falar com os alunos” se ressalve a nível superior que há situações dependentes do bom senso e da inteligência individual, que podem ser prevenidas.

Alertar o grupo de alunos para o que podem estar a fazer mal ou não estarem a fazer, parece-me uma dessas situações.

Se eu deixasse passar uma situação destas, de ver um aluno parado porque estava baralhado num exame, eu dormiria descansada. Mas pronto, foi para o que deu.

Atenciosamente,

Maria

O exame de Português do 1º ciclo.

… e embora reconheça que o texto não é fácil, acho esquisito que tanta gente ache assim tão difíceis as três primeiras questões, cuja resposta correcta depende apenas de uma das tais competências que tanta a gente lamenta faltar aos alunos: ATENÇÃO.

Ao que parece não é só a eles que falta.

A resposta correcta implica algum tempo, concentração,mas com a tolerância não era muito problemático. Claro que nem todos acertarão.

Acrescento que não consultei a minha petiza sobre o assunto, nem penso ir verificar o que ela fez certo ou errado nos próximos tempos.

Auster

Nem vale a pena desmascarar.

Póvoa de Lanhoso recebe

Seminário Internacional pela Igualdade 

 A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, no âmbito do Serviço para a Promoção da Igualdade de Género, em parceria com o Centro de Investigação em Ciências Sociais da Universidade do Minho, promove, nos próximos dias 15 e 16 de maio, o Seminário Internacional pela Igualdade, ação que marcará a conclusão do Projeto LocalDiguais (cofinanciado pela CIG/ POPH/QREN) e que está a ser desenvolvido desde 2011 no concelho povoense (2011-2013). As inscrições já estão abertas.

(…)

Serão partilhados conhecimentos científicos e práticos na área da saúde; da educação; da violência doméstica; das empresas; da profissão, família, género; do assédio no trabalho; do sistema de justiça e paternidade; da discriminação em função da orientação sexual; de pessoas transsexuais e transgéneros; do coming out e terapia familiar. Haverá ainda a realização de dois workshops, um sobre a temática da “Orientação sexual e identidade de género: famílias, escolas e inclusão” e o  outro sobre a “Violência e vitimização no crime de violência doméstica”.

A entrada é gratuita. As inscrições poderão ser feitas para sigo@mun-planhoso.pt, cics@ics.uminho.pt ou online em http://cics.uminho.pt/pt/2013/03/05/seminario-pela-igualdade/.

Consultar aqui o programa.

Assim em voo rasante, parece-me que poucas escolas a pediram. Felizmente.

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