Esta invenção que parece muito “natural” e “lógica”, numa escolaridade de 12 anos faz pouco sentido e, até com base nos cálculos disponíveis representa a solução mais cara para combater o insucesso e abandono escolar neste ciclo de escolaridade.

Embora acredite que seja a solução ideal para ti@s que desgostem de dar aulas à malta das classes perigosas. E para os encarregados de educação que não queiram os seus filhos muito miscigenados socialmente.

Podem dizer o que quiserem, mas… destina-se a criar um nicho de clientelismo com verbas a ser partilhadas pelas entidades formadoras… externas…

Legislação que permite acesso ao ensino profissional no 6.º ano quase pronta

Vá lá que alguém estava lá alguém com bom senso…

“O que foi hoje aqui revelado não é garantidamente o melhor caminho”, alertou Augusto Pascoal, contestando a hipótese de os alunos poderem seguir para uma via profissional logo no 6.º ano.

Em declarações à Lusa, Augusto Pascoal lembrou o caso alemão para explicar os seus receios: “Na Alemanha, são as escolas que decidem se os alunos devem continuar no ensino regular ou se devem seguir para o profissional. A decisão é feita com base nas notas e os pais não têm direito a escolher ou orientar o percurso dos seus filhos. Quem decide é a escola”.

O diretor pedagógico do INESETE é um defensor do ensino profissional a partir do 9.º ano, como acontece atualmente em Portugal. “Quando os alunos têm insucesso escolar, o ensino profissional é uma escolha que os pode motivar e fazer acreditar que são capazes. Mas ser uma opção logo no 6.º ano é perigoso porque poderá criar segregação de alunos”, alertou.

Uma posição partilhada pela presidente do CNE, Ana Maria Bettencourt, que teme uma “seleção precoce”.

Em declarações à Lusa, a presidente do CNE recordou recomendações internacionais que defendem um ensino regular, igual para todos, até ao 9.º ano. “O CNE também defende o ensino regular até ao 9.º ano. É um sistema mais equitativo. Fazer uma separação precoce de alunos é recuar em termos de equidade”.