Quinta-feira, 11 de Abril, 2013


Cat Power, Manhattan

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… o melhor é ler um bocado.

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Foreword: Exploding Parameters and an Expanded Embrace:

A Proposal for the Arts in Education in the Twenty-First Century.

Revision and exam preparation: teaching tips and creative lesson ideas

Join us to share and discuss imaginative and effective ways to prepare students for upcoming exams, live on Sunday 14 April, from 5pm to 7pm.

Pífia.

Já ninguém quer ser ministro com esta gente?

Não sei se será a nova forma de esclarecer...

Esclarece2

(…)

Esclarece1

Merkels Krisenpolitik: Kanzlerin Gespaltene Zunge

Tradução chegada por mão amiga:

A política de crise de Merkel: língua-bífida da Chanceler
(Christoph Schwennicke)

A política de crise na Europa de Angela Merkel divide-se em duas partes incompatíveis: promessas aos aforradores e programas de estímulo económico aqui e imposto obrigatório duro a clientes bancários e obrigação de poupança para os outros. A ira dos países estrangeiros dirigida à Chanceler é compreensível.

Angela Merkel parece ter ficado incomodada com os paparazzi que a espiaram nas férias de Páscoa em Ischia e espalharam fotos da sua família patchwork. Até pode estar satisfeita por terem só sido os paparazzi e não uma multidão italiana furiosa.

A Chanceler é atualmente a figura odiada pelos países europeus. Ela é encarada como a mulher com o chicote, como Dominatrix alemã, que oprime os países em dificuldades e obriga a nível social e económico a poupar ao até ao limite do tolerável e, por vezes, para além disso. Em relação às medidas graves que estão a ser exigidas à Grécia e Chipre – sem desculpar a gestão financeira sem escrúpulos! – a “Agenda 2010″ levada a cabo pelo seu antecessor Gerhard Schröder é quase um programa de wellness. Dito de outra maneira: também aqui o povo sairia às ruas e poderia queimar pneus empilhados, se Merkel fosse forçada a tomar as medidas que exige aos outros.

Assim, é inútil tomar uma posição na disputa sobre a justeza deste ditado de poupança. Talvez pessoas como o Prêmio Nobel Paul Krugman tenham razão quando fervem e usam palavras marcantes contra a política de empobrecimento europeia da Chanceler. Talvez os consultores que lhe recomendam exatamente esta via tenham também razão.

A Chanceler fala com língua-bífida

Não é preciso ter-se o Prémio Nobel da economia e também não é preciso ser consultor da Chanceler. Um olhar sobre a política de Merkel é suficiente para ver: Aqui há coisas que não batem certo. A Chanceler fala com língua-bífida, mede com duas medidas. A sua política parece seguir o slogan dos estudantes dos anos 70 que alteraram o nome de uma organização de ajuda internacional: “Brot für die Welt (pão para o mundo) – mas a salsicha fica aqui!” (alteração sublinhada)

Exemplo 1: o tratamento dos aforradores. Quando, há alguns anos, a crise começou também a atingir a Alemanha, numa noite no início de outubro de 2008, a Chanceler e o seu antigo Ministro das Finanças disse diante das câmaras que as economias dos alemães estavam seguras. Esta garantia nunca teve seguranças, como entretanto admitiu o ex-Ministro da Chancelaria Thomas de Maizière. Mas o sinal foi – e pode ser mantido: não tocamos nas vossas poupanças, venha o que vier.

Completamente diferente o caso actual de Chipre. Merkel e o seu actual Ministro das Finanças fizeram parte dos que inicialmente quiseram o dinheiro dos pequenos aforradores e finalmente acompanharam a solução dos 100.000 €. Merkel e Schäuble negam ter sido a força motriz no sentido de apanhar dinheiro aos pequenos aforradores. Mas, 1.º não há nenhuma discordância registada, 2.º é absolutamente inconcebível que algo foi ventilado e quase decidido, sem ter o Governo Federal alemão por trás.

Exemplo 2: A relação com programas de estímulos económicos. No tempo em que a crise financeira, após colapso-Lehman, ameaçou a Alemanha, a Chanceler recorreu em força às finanças públicas. 1,5 mil milhões de euros foi o valor dos prémios de abate VFV para prevenir que a indústria-chave alemã fosse arrastada pela crise. Mais de meio milhão de carros usados foram assim desmantelados; foram substituídos por 600.000 carros novos com 2.500 euros de ajuda do Estado por cada um. Com este excesso de carros novos de outrora luta a indústria automóvel ainda hoje porque o mercado ficou saturado. Porém, esta medida provou ter sido bem-sucedida.

Os (estados) vizinhos necessitados têm de poupar até “guinchar”

Ao mesmo tempo o governo iniciou um programa de estímulos com 50 mil milhões de euros, para estradas, edifícios, e tudo o mais que se possa imaginar. Ainda hoje “crescem” edifícios escolares, cujo planeamento remonta a este pacote e “alimentam os construtores alemães. Mas Merkel fechou-se completamente a esta lógica no caso dos vizinhos necessitados. Devem poupar até “guinchar”, cortar incentivos estatais e não aplicar “prémios de embelezamento” para hotéis e restaurantes – equivalente ao prémio de abate VFV alemão. Portanto, não se trata da questão se Krugman tem razão quando, quase obcessivamente, rotula Merkel de dim-witted, ou seja, que tem dificuldades de compreensão. Também pode dar-se o caso de que muitas críticas vindas de pessoas proeminentes provam como a política pode ser acertada. Não se devem necessariamente sentir desencorajados – quando o jornal britânico Economist, numa das melhores capas dos últimos anos, deixa afundar o petroleiro The World Economy até ao fundo do mar e num balão de texto da torre pergunta: Please can we start the engines now, Mrs Merkel?

Não. Não são os sabichões atrevidos do estrangeiro, que nos fazem realmente pensar. É a política de Merkel aqui na Alemanha que falsifica a sua política nos países em crise no sul da Europa e com isso alimenta a ideia: a ira contra a Dominatrix alemã é inteiramente justificada.

Peer Steinbrück: ‘Merkel’s One-Sided Crisis Management Is a Mistake’

Crato diz que crise obriga a “separar o essencial do acessório”

Acessório, acessório é ouvirmos sempre esta conversa do mais com menos. Antes, durante e depois da crise, desta, da outra e daqueloutra.

Paletes de rigor.

Instalacoes Escolares

O relatório do Conselho Nacional de Educação, abandono escolar e reacções dos pais e sindicatos.

Não é fácil entender o nosso Presidente da República

Sabemos que o nosso Presidente da República interpreta a Constituição como bastante ou suficientemente limitativa, dos seus poderes.

Mas sentimos que o País se esvai a cada dia que passa. Sentimos que este Governo não está a saber “dar conta do recado”. Mas a maioria dos portugueses está certa de que ir agora para eleições “seria pior que ficar como estamos”, uma coisa é que se diz em manifestações, outra é o que cada um pensa com os seus botões. Ir para eleições não traria – agora – nenhuma maioria diferente, e todos os nossos políticos – sem exepções, é pena! – estão a necessitar de se fazerem livremente substituir por outras desligados e desinstalados de toda “esta política instituída e instalada destas ultimas duas décadas”! Não é fácil.

Logo, esperemos que os próprios políticos de serviço e ao serviço, entendam que maioritariamente devem ir saindo e deixando o lugar completamente vago a ser ocupado por outras gerações, mas totalmente desligadas das Políticas actuais e a estas ligadas.

Sintomático continua a ser a tal vontade de não sair da Politica e do Poder que os candidatos pelo partido político que tem a maioria neste Governo, a Lisboa e Porto têm, e quanto ao primeiro, “parece” haver uma decisão de Tribunal de impossibilidade de se candidatar como autarca à quarta! Parece! Mas não seriam de nem terem ido? Ou seja, ninguém sai pelo seu pé, e deixa espaço. Em nenhum Partido. Nenhum!

Dito isto, o Presidente da Republica tem que ler a Constituição como melhor o entender, mas tem que sentir e saber o País. E parece, parece, não estar a acontecer.

E sentir o País nunca implicaria, bem pelo contrário, ter que se expor a “insultos em locais públicos” que possa visitar, como já lhe aconteceu e acontece a todos – excepto Assunção Cristas – membros do Governo, que em público aparecem.

Mas pode influenciar sem exorbitar poderes. E não chega dizer-nos que fala com todos os que acha dever falar, quando deixa de falar com quem mais deve falar que somos nós, todos, população, mesmo que não o tenhamos elegido, é o nosso Presidente da Republica.

E tem tantos locais para nos falar, sem sair sequer de Belém, tais como rádios, televisões e jornais. Não Facebook, é modernaço a mais e não é por aí!

Mas espanta ou não que tenha ido a Roma e – não ir ao Vaticano, isso fez muitíssimo bem, só não haveria necessidade de ir também o ministro dos Negócios Estrangeiros, estando o PR a representar o País, junto ao Papa Francisco e Chefe do Estado do Vaticano – de lá dizer “coisas” que nem cá dentro nos vai dizendo e até parecendo que de fora está mais à-vontade, que “cá”, para nos falar!

E as tais “coisas” que como bom economista que é – isto é pura verdade, – não deve, como PR dizer-nos – por muito boa intenção que tenha, como quando a despropósito falou no Porto da sua própria reforma/pensão! – quando lhe perguntam qual o risco de contaminação a outros países do que a “troika” pretende fazer no Chipre: “Havendo falta de confiança em Chipre, haverá falta de confiança em todo o lado. Se em Chipre as pessoas foram aos bancos a correr para levantar as suas poupanças, o mesmo poderá acontecer aqui.”

Claro que pode, mas se acontecer – tudo a correr aos bancos!! – ainda mais dramático o panorama neste nosso País ficará.

E talvez, enquanto é tempo seja de cá dentro o Presidente da República nos ir falando a todos, recatada e permanentemente, e sem se imiscuir demasiado onde não pode que é no Governo, sugerir mudanças de ministros que nunca deveriam ter sido, outros que estão completamente fora de validade , e os futuros – dentro desta maioria que existe – nos expliquem, expliquem, expliquem, para onde vamos, como vamos, porque vamos. Seria bem melhor do que tudo ir caindo a cada dia que passa e depois ser tarde, até para nos falar!

Augusto Küttner

Peanuts2

(c) Charles Schulz

 

a little criancinha was atropleted by un autocarro.

 

Mural da estória: o dos artistas do regime: um sapato que, em vez de atirado, foi feito de tachos.

 

 

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