Segunda-feira, 8 de Abril, 2013


The Jam, That’s Entertainment

A smash of glass and the rumble of boots
An electric train and a ripped up phone booth
Paint splattered walls and the cry of a tom cat
Lights going out and a kick in the balls

I say that’s entertainment, that’s entertainment

… relativamente aos improdutivos crónicos por excelência?

 

Bué, meu.

A morte dos sósias.

ao Raton – c’o palito métrico!

… aquela porcaria do relatório tipo-FMI, com os números todos martelados e encomendados foi ressuscitada como documento válido para.

Só podem estar a gozar com as tataraprogenitoras.

a plantar uma árvore só pode ser piada! Ele sabe que não será preso por isso… por proteger a Natureza no meio da praça.

… em Ciências Ocultas da Economia Passada sobre como cortar despesa pública porque ando à procura d@ primeir@ signatári@ que não tenha ocupado cargos governamentais ou que não tenha, na sua vida, contribuído para a aumentar.

… mas hoje cortei o cabelo pela primeira vez no ano da graça de 2013. Parece que já estava a ficar com aquele aspecto que anos 80 me dava salvo-conduto em todas as zonas de Lisboa à noite. Era dar-lhe mais umas três semanas.

É sempre uma experiência singular, mesmo agora que passei a frequentar o fast cut das cabeleireiras de centro comercial, cansado de procurar o velho barbeiro gourmet de bairro, até porque perdi o meu bairro e ainda não encontrei outro que mereça a escolha.

A verdade é que pouco mudou na coisa, excepto ter pedido o jornal desportivo dia e os calendários anacronicamente soft-core (um nível de lascívia abaixo dos de cabina de camionista), tendo ganho um pouco (nem sempre, confesso, tudo dependendo) em termos estéticos quanto ao atendimento.

Mas o essencial permanece, mudando apenas o género, que não o tipo.

Hoje redescobriram – não sei se a custo – que eu estou visivelmente careca e fui inundado de conselhos inúteis, pensamentos originais e reflexões afins, desde os níveis de testosterona que devem ter descido (ali mesmo no cucuruto, de forma bem localizada) até ao facto de os homens serem certamente muito piores do que as mulheres por perderem assim o cabelo (resisti ao contra-argumento do mesmo jaez e que se resume ao é por causa das chatices que nos dão…), não esquecendo ainda a mézinha qde não dever deixar crescer muito cabelo que me resta pois assim parte-se mais facilmente.

E pronto, a modos que é assim. Foi isto que me veio ao espírito logo que pensei comentar a declaração do Tó Zé (que parece cortar o cabelo a cada 15 dias com regra e esquadro),

 

Mas, afinal, quais são as gorduras do estado que não se devem cortar?

É uma vacuidade útil muito usada em duas situações de óbito:

  • Quando @ defunt@ é alguém de quem não se tem qualquer outra coisa a dizer, de quem provavelmente não se gostava nem de uma lasca mal escamada, mas sobre quem não se tem coragem de ser sincero na hora da morte.
  • Quando @ dit@ cuj@ é alguém que teve as nossas convicções e não outras, como se fossem as únicas convicções válidas.

Em qualquer das situações o mais certo é ter-se tratado de uma pessoa razoavelmente intolerante, autoritária e com traços mais ou menos acentuados de despotismo, mesmo se com chancela eleitoral.

Isto é válidos para destros e canhotos. Não válido para alforrecas.

Refiro-me, evidentemente, ao tc, o guardião-da-castidade-a-dias.

Por, enquanto se endividada o País, não ter achado qualquer violação, nem sequer um piropo…

CIMG5245CIMG5246CIMG5247CIMG5244CIMG5248CIMG5249CIMG5243

… tal e qual como se passou com a outra senhora… nem interessa saber se muitas delas foram de 1 dia por causa de consultas médicas e se isso não implicou falta de aulas, pois muitas podem ser objecto de permuta ou ser repostas ou mesmo, no caso dos profissionais, obrigatoriamente repostas, seja qual for a razão das faltas.

O MEC de Nuno Crato parece-se cada vez mais uma cópia do ME de Maria de Lurdes Rodrigues sem uma pequena pinga de originalidade.

Metade dos professores pôs baixa em 2012

Profissão é dominada por mulheres, que se ausentam mais por questões domésticas e familiares. Stress também pode explicar os números.

A solução? As mulheres voltarem a não poder casar-se sem autorização e muito menos ter filhos.

E aos stressados pode sempre apontar-se a porta da rua.

Fresquinho. Anda a circular hoje pelas escolas e centros de formação. É pobrezinho, como tudo o que está a envolver este processo de ficção avaliativa.

Mas a malta embarca, a malta faz… e há os que até acham que fazem melhor do que os outros.

AEDD

Nos agrupamentos em que a escola-sede é a Secundária a miudagem do 4º ano, mesmo que esteja em escolas com dimensão razoável e a muitos km, vai ter de ir lá fazer os exames de Maio.

Até para um defensor dos ditos exames isto parece-me parvo.

Querem exames, mas sem a logística e custos associados e apenas com o distúrbio da vida alheia (professores e pais), pois as câmaras dizem que não é nada com elas em relação a transportes…

Eu sei que há muita gente desempregada, mas… ainda há alguns encarregados de educação com horários de trabalho e sem direito a justificação da falta.

Eu sei que os da 4º classe eram feitos na sede de concelho, mas nessa altura só iam meia dúzia de gatos pingados de cada localidade.

Será que o Pedro vem hoje ao Feicebuque?

Feneceu. R.I.P. Na merecida paz que negou a muitos em vida.

… para o blogue do Parlamento Global (já está):

Um Discurso Indigno de um PM

Entre as 18.30 e as 18.50 de hoje, dia 7 de Abril de 2013, assistimos a um espectáculo que, de forma contida, só consigo classificar como vergonhoso.

Porque um PM que tem um ministro das Finanças incapaz de elaborar um orçamento de acordo com as leis do país e que errou previsões sobre previsões, que perdeu o seu braço direito na sequência de uma vulgar aldrabice académica que considerou um não-assunto, demonstrou três coisas absolutamente impensáveis em alguém que quer governar um país com um mínimo de dignidade:

  • Uma completa incapacidade para lidar com as regras de um Estado de Direito com destaque para a separação de poderes, só lhe faltando evocar a imagem das “forças de bloqueio” criada por um outro PM com os mesmos problemas. A forma como atacou de modo desabrido o Tribunal Constitucional seria impensável em qualquer outro país com um mínimo de tradição democrática.
  • Um espírito vingativo sobre os funcionários do próprio Estado, em particular, considerando-os mera “despesa” e não um activo do país e sobre os portugueses, em geral, ao ameaça-los com a privação de serviços públicos ainda mais essenciais num período de fortíssima crise social e económica, enquanto continua a manter fora das suas críticas e dos sacrifícios exigidos pela austeridade os grandes grupos de interesses que continuam a sorver imensos recursos financeiros públicos através de negócios ruinosos para o Estado.
  • Uma reverência incompreensível em relação à “imagem externa” do seu governo (que falaciosamente apresenta como sendo “do país”), sacrificando a vida concreta dos cidadãos do seu país a essa mirífica imagem, vergando-se logo à partida às antecipadas  imposições exteriores e abdicando de ser a primeira defesa aqueles cidadãos nas negociações com os credores externos.

O discurso do actual PM foi vingativo e chantagista para aqueles que deveria servir e representar na tal situação de “emergência nacional” que diz existir, apesar de repetidamente ter anunciado o seu fim. O discurso foi indigno de um PM, pois desrespeita o funcionamento democrático mais básico, desgosta dos funcionários do aparelho de Estado que deveria motivar e mobilizar e desiste da defesa dos cidadãos de um país já bastante maltratado pela incompetência governamental.

PPC: Estado ∩ Social = ∅

J. P. Maia

Página seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 835 outros seguidores